16 February
Foi possível comunicar com um doente em estado vegetativo!!
Um homem que em 2003, aos 29 anos, teve um grave acidente rodoviário ficou em coma. Quando acordou, ficou apenas num estado vegetativo - não tem capacidade de linguagem nem de interacção com os outros, apenas algumas reacções reflexas. Há cinco anos que estava assim, até que os médicos do Coma Science Group da Universidade de Liège e da Unidade de Cognição e Ciências do Cérebro da Universidade de Cambridge (Reino Unido) o submeteram a um exame de ressonância magnética funcional - a tal tecnologia que permite ver o cérebro a pensar. "Ele conseguia responder correctamente às perguntas, simplesmente modulando os seus pensamentos, que eram descodificados pela ressonância magnética funcional", diz Adrian Owen, de Cambridge, citado num comunicado da universidade belga.Esta descoberta pode ter importantes implicações clínicas: "Pacientes que não podem mexer-se, nem falar para dizer o que sentem, poderão ser interrogados sobre se sentem dor, para permitir adaptar o tratamento com analgésicos", exemplifica Audrey Vanhaudenhuyse, neuropsicóloga da equipa de Liège.
Mas isto não quer dizer que todos os pacientes em estado vegetativo estejam conscientes - nesta amostra de 23, apenas quatro deram sinais de consciência. "Ainda é apenas um começo, mas esta técnica tem o potencial de melhorar a qualidade de vida dos pacientes", comentou Steve Laureys, também da equipa de Liège.
Ainda que a resposta seja, para já, bastante limitada, este avanço pode ser a única forma de contacto entre os doentes e as respectivas famílias e médicos.

João Paralta Nº 14 11ºB
15 December
Tipos de multiplicação vegetativa artificial
Tipos de multiplicação vegetativa artificial
Estacaria:
A propagação por estacaria consiste na introdução de fragmentos da planta no solo, a partir dos quais surgem raízes e gomos que dão origem a uma nova planta.
Mergulhia:
A mergulhia é uma técnica de multiplicação vegetativa que consiste em induzir à formação de raízes, a partir de um ramo ainda jovem. A técnica pode ser realizada sobre um ramo flexível que se dobra, de modo a ficar uma parte enterrada, deixando o gomo apical no exterior (mergulhia). Quando os ramos não são suficientemente flexíveis induz-se a formação de raízes no ramo, colocando solo em volta do ramo e posterior envolvimento com tecido (mergulhia aérea ou alporquia). O meio escurecido induz o aparecimento de raízes nessa zona.
Quando os ramos não são suficientemente flexíveis induz-se a formação de raízes no ramo, colocando terra em volta do ramo e posterior envolvimento com tecido (mergulhia aérea ou alporquia).
Enxertia:

João Viana nº12 11ºB
08 December
Cannabis sativa L. - Utilizações Terapêuticas
A Cannabis sativa L. apresenta um grande potencial terapêutico, apesar das suas propriedades psicotrópicas. Esta planta tem vindo a ser utilizada há séculos pela humanidade para diversos fins, como alimentação, rituais religiosos e práticas medicinais. O primeiro relato medicinal da planta foi atribuído aos chineses, que descreveram os potenciais terapêuticos desta planta no Pen-Ts'ao Ching (considerada a primeira farmacopeia conhecida no mundo) há dois mil anos atrás.

Classificação
- Droga alucinogénea pertubadora do sistema nervoso central (SNC), cuja principal substância psicoactiva é o Δ9-THC (Δ9-tetrahidrocanabinol).
- Esta droga ilícita é chamada de perturbadora ou alicinogénea, pois modifica a actividade do SNC, ou seja, perturba ou distorce o seu funcionamento, fazendo com que ele passe a trabalhar de forma desordenada, numa espécie de delírio.

Usos terapêuticos
A cannabis é usada com fins terapêuticos:
- THC sintético (o Dronabinol) para ingestão na forma de comprimidos;
- Dronabinol (Marinol® ) comercializado com a aprovação da Food and Drug Administration .
- Indicações terapêuticas:
◦ Reduzir a náusea e os vómitos em doentes submetidos a quimioterapia;
◦ Estimular o apetite em doentes com SIDA;
◦ Reduzir a pressão intra-ocular no glaucoma (doença devida a uma pressão intra-ocular elevada).

- Outros usos desta droga na terapêutica reportam-se a desordens neurológicas como a esclerose múltipla, para tratar os espasmos musculares (contracção involuntária dos músculos) e a dor associada a esta doença.
- Também parece haver alguma vantagem na utilização de cannabis na doença de Parkinson e outras desordens com movimentos distónicos (rigidez muscular).
- Os canabinóides seriam analgésicos (medicamentos para o alívio da dor) muito úteis, sobretudo na enxaqueca, caso os seus efeitos psicoactivos pudessem ser eliminados.
- O seu efeito anti-inflamatório é benéfico na artrite reumatóide e outras doenças auto-imunes.
Descobertas Recentes no Cancro
- O cancro da pele é uma das malignidades mais comuns em humanos. Recentemente verificou-se que os canabinóides têm a capacidade de inibir o crescimento destes tumores, tanto induzindo a apoptose das células carcinogénicas, como diminuindo a vascularização tumural. Sendo assim, e sabendo que um tumor mobiliza em seu redor uma série de vasos sanguíneos que são fundamentais ao seu crescimento, há a possibilidade de recorrer aos canabinóides.

- Verificou-se, também, que canabinóides inibem a proliferação celular no cancro da mama, na mulher e in vitro, e que apresentam actividade anti-neoplásica em gliomas malignos (cancro da glia) em ratos.
Como se pode concluir, a cannabis parece possuir um forte potencial terapêutico embora precise de ser melhor estudado. O próximo passo, que parece essencial, é tentar separar as várias propriedades farmacológicas das psicoactivas dos compostos da cannabis.
Trabalho elaborado por: Margarida Fernandes, Nº18, 11ºB
07 December
Darwin e o Darwinismo
DARWIN
Vida
Infância e Educação
Charles Robert Darwin nasce Shrewsbury, Shropshire, Inglaterra, no dia 12 de Fevereiro de 1809. Filho do medico Robert Darwin e de Susannah Darwin. O seu avô paterno foi Erasmus Darwin e o seu avô materno, o famoso ceramista Josiah Wedgwood, ambos pertencentes à elite intelectual da época. A sua mãe morre quando tinha apenas oito anos.
No ano seguinte, é enviado para a escola Shrewsbury. Ali, ele só se interessava em coleccionar minerais, insectos e ovos de pássaros.
Em 1825 foi estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Contudo, sua aversão à brutalidade da cirurgia da época levou-o a negligenciar os seus estudos médicos.
Já em 1827, o seu pai, decepcionado com a falta de interesse pela medicina, matriculou-o num curso de Bacharelado em Artes na Universidade de Cambridge para que ele se tornasse um clérigo.
Contudo Darwin preferia cavalgar e caçar a estudar.
Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e tornou-se um dos alunos favoritos. Nas suas provas finais em Janeiro de 1831, ele saiu se muito bem e foi o décimo colocado entre 178 aprovados.
John Stevens Henslow, professor de Botânica e tutor de Darwin na Universidade, recomendou Darwin para acompanhar o capitão do barco HMS Beagle, numa viagem de 2 anos para cartografar a América do Sul e era uma oportunidade que Darwin não podia deixar escapar, pois assim poderia desenvolver a sua carreira como naturalista.
Viagem no Beagle
HMS Beagle era um navio da Armada Inglesa que deu a volta ao mundo com Charles Darwin abordo.
A viagem do Beagle durou quatro anos e nove meses, dois terços dos quais Darwin esteve em terra firme.
Ele estudou uma rica variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e
conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos.
Darwin documentou metodicamente um enorme número de espécimes, muitos dos quais novos para a ciência. Isto estabeleceu a sua reputação como um naturalista e fez dele um dos precursores do campo da Ecologia.
Durante a viagem, Darwin leu o livro "Princípios da Geologia" de Charles Lyell, que descrevia características geológicas como o resultado de processos graduais ocorrendo ao longo de grandes períodos de tempo. Ele escreveu para casa a dizer que via formações naturais como se através dos olhos de Lyell: degraus planos de pedras com o aspecto característico de erosão por água e conchas na Patagónia, eram sinais claros de que praias se haviam elevado; no Chile, ele presenciou um terramoto e observou pilhas de mexilhões encalhados acima da maré-alta o que mostrava que toda a área havia sido elevada; e mesmo no alto dos Andes ele foi capaz de encontrar conchas.
Na América do Sul, ele descobriu fósseis de animais extintos como o megaterium e o gliptodonte em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo, ele pensava que aquelas eram espécies similares às encontradas em África mas, após o seu regresso, Richard Owen mostrou-lhe que os fósseis encontrados eram mais similares a animais não extintos que viviam na mesma região (preguiças e tatus).
Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cada espécie de cotovia era diferente de uma ilha para outra. Ao voltar para Inglaterra, foi lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e os tentilhões. O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que "Um incrédulo... poderia dizer que seguramente dois criadores diferentes estiveram em acção”".
Todas estas observações deixaram-no muito intrigado e, na primeira edição de "A Viagem do Beagle", ele explicou a distribuição das espécies à luz da teoria de Charles Lyell de "centros de criação". Em edições posteriores, ele já dava indicações de como via a fauna encontrada nas Ilhas Galápagos como evidência para a evolução: "é possível imaginar que algumas espécies de aves neste arquipélago derivam de um número pequeno de espécies de aves encontradas originalmente e que se modificaram para diferentes finalidades".
Abordo do Beagle Darwin deu a volta ao mundo, esteve em países ou locais como: Cabo Verde, Brasil, Argentina, Andes, Terra do Fogo, Chile, Peru, Ilhas Galápagos, Nova Zelândia, Austrália, Ilhas Cocos.
Ascendência na Sociedade e Família
Enquanto Darwin ainda estava em viagem, Henslow cuidadosamente cultivou a reputação de seu antigo pupilo fornecendo a vários naturalistas os espécimes fósseis e cópias impressas das descrições geológicas que Darwin fazia.
Quando o Beagle regressou em 2 de Outubro de 1836, Darwin era uma celebridade no meio científico. Ele visitou a sua casa em Shrewsbury e descobriu que seu pai havia feito vários investimentos para que Darwin pudesse ter uma vida tranquila. Mais que isto, ele poderia ter uma carreira científica auto financiada. Darwin foi então a Cambridge e convenceu Henslow a fazer descrições botânicas das plantas que ele tinha encontrado. Depois dirigiu-se a Londres onde procurou os melhores naturalistas para descrever as suas outras colecções de forma a poder publicá-las.
O entusiasta Charles Lyell encontrou Darwin em 29 de Outubro e apresentou-o ao jovem e promissor anatomista Richard Owen, depois de trabalhar na colecção de ossos fossilizados de Darwin no Royal College of Surgeons, Owen surpreendeu todos ao revelar que alguns dos ossos eram de tatus e preguiças gigantes extintas. Isto melhorou a reputação de Darwin. Com a ajuda entusiasmada de Lyell, Darwin apresentou seu primeiro artigo no Geological Society de Londres a 4 de Janeiro de 1837, afirmando que a massa terrestre da América do Sul se estava a erguer lentamente.
No mesmo dia, Darwin apresentou seus espécimes de mamíferos e aves à Zoological Society. Os mamíferos ficaram aos cuidados de George R. Waterhouse. Embora, em princípio, os pássaros parecessem merecer menos atenção, o ornitólogo John Gould revelou que o que Darwin pensara serem corruíras, melros e tentilhões levemente modificados das Galápagos, mas de facto eram todos tentilhões, mas cada um de uma espécie distinta. Outros no Beagle, incluindo o capitão FitzRoy, também tinham apanhado estes pássaros mas foram mais cuidadosos com suas anotações, o que permitiu a Darwin determinar de que ilha cada espécie era originária.
Em Londres, Darwin frequentemente ia a jantares de pensadores com o seu irmão Erasmus e em alguns deles estava a escritora Harriet Martineau, cujas histórias promoviam a reforma das leis de protecção social de acordo com as ideias de Malthus. Nos meios científicos da época, ideias como a transformação de uma espécie em outra eram controversamente associadas com radicalismo político. Por isso, Darwin preferia o respeito dos seus amigos mesmo quando não concordava plenamente com as ideias deles, tais como a crença de que a história natural justifica-se religiões.
Em 17 de Fevereiro de 1837, Lyell aproveitou o seu discurso presidencial na Geological Society para apresentar as descobertas de Owen em relação aos fósseis de Darwin, enfatizando as implicações do facto de que espécies extintas encontradas em uma região fossem relacionadas a outras que viviam actualmente na mesma região. Neste mesmo encontro, Darwin foi eleito para o conselho da Geological Society.
Ele já tinha sido convidado por FitzRoy para contribuir com o seu diário e notas pessoais para a secção de história natural do livro que o capitão estava a escrever sobre a viagem do Beagle. Darwin também estava a trabalhar num livro sobre a geologia da América do Sul. Ao mesmo tempo, ele especulava sobre a transmutação de espécies no caderno de anotações que ele tinha iniciado no Beagle.
Na mesma época começa a organizar os relatórios dos vários especialistas que tinham trabalhado com as suas colecções num livro de múltiplos volumes chamado "Zoologia da viagem no H.M.S. Beagle"

(Zoology of the Voyage of H.M.S. Beagle). Darwin concluiu-o em 20 de Junho e, já em Julho, iniciava o seu livro secreto sobre transmutação, onde desenvolveu a hipótese de que, apesar de cada ilha das Galápagos ter sua própria espécie de tartarugas, todas elas eram originárias de uma espécie única que se tinha adaptado à vida nas diferentes ilhas de diferentes maneiras.
Darwin adoece devido ao excesso de trabalho, e retira-se para o campo onde permanece por volta de um ano.
Já completamente recuperado, ele volta a Shrewsbury.
Charles começa então a pensar em casar, e chega mesmo a fazer uma lista com os prós e os contras em relação a ter uma mulher. A 11 de Novembro pediu Emma Wedgwood, sua prima, em casamento e conta-lhe as suas ideias acerca transmutação.
Darwin considerou o raciocínio de Malthus de que a população humana aumenta mais rapidamente que a produção de alimentos, levando-a a uma competição e tornando qualquer esforço de caridade inútil. Ele viu naquela ideia uma forma de explicar:
- As suas descobertas sobre espécies extintas que se relacionavam mais com outras não extintas encontradas na mesma região;
- As semelhanças entre espécies próximas umas das outras,
- As suas dúvidas derivadas da criação de animais
- A sua incerteza quanto a existência de uma "lei de harmonia" na natureza.
No fim de Novembro de 1838, ele começou a comparar o processo de selecção de características feito por criadores de animais com uma natureza Malthusiana seleccionando variantes aleatoriamente de forma que "toda a parte de uma nova característica adquirida é colocada em prática e aperfeiçoada", e pensou nisto como "a mais bela parte da minha teoria" de como novas espécies se originam. Em 24 de Janeiro de 1839, Darwin foi eleito membro da Royal Society e apresentou seu artigo sobre as "estradas" de Glen Roy.
Darwin teve 10 filhos com Emma, 3 dos quais morreram prematuramente. Contudo, muitos deles e dos seus netos alcançaram grande notabilidade.
Últimos anos de vida
Apesar dos sucessivos problemas de saúde que se acumularam em Darwin nos últimos vinte e dois anos de vida, ele continuou a trabalhar avidamente. Ele passou a dedicar-se aos aspectos mais controversos do seu "grande livro" que ainda estavam por ser completados: a evolução da espécie humana a partir de animais mais primitivos, o mecanismo de selecção sexual que poderia explicar características de não tão óbvia utilidade além de mera beleza decorativa, bem como sugestões para as possíveis causas subjacentes ao desenvolvimento da sociedade e das capacidades mentais humanas.
Quando a filha de Darwin adoeceu, ele deixou de lado as suas experiências para a acompanhar no seu tratamento no campo. Ali, ele desenvolve um interesse por orquídeas selvagens. De volta casa Darwin adoece num quarto cheio de experiências e de plantas trepadeiras, mas mesmo assim, continuou o seu trabalho no livro "Variação", que cresceu até ocupar dois volumes, o que o forçou a deixar de lado "A descendência do Homem e Selecção em relação ao Sexo".
A questão da evolução humana tinha sido amplamente discutida pelos seus simpatizantes (e críticos) logo depois da publicação da "Origem das Espécies" mas a contribuição do próprio Darwin para o tema só veio uma década mais tarde com os dois volumes de "A descendência do Homem e Selecção em relação ao Sexo" em 1871. No segundo volume, Darwin introduziu por completo o seu conceito de selecção sexual e explicou a evolução da cultura humana, as diferenças entre os sexos, a diferenciação entre raças.
Um ano mais tarde, Darwin publicou seu último grande trabalho, "The Expression of the Emotions in Man and Animals", que era focado na evolução da psicologia humana e sua continuidade como comportamento animal.
Darwin morreu em Downe, Kent, Inglaterra, a 19 de Abril de 1882. Ele deveria ter sido enterrado no jardim da igreja de St Mary em Downe, mas atendendo ao pedido de seus colegas cientistas, William Spottiswoode (Presidente da Royal Society) arranjou maneira para que ele tivesse um funeral de estado e Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton.
Darwinismo
Fundamentos
Influencia da Geologia:
Charles Lyell foi uma das personalidades que mais influenciou Darwin, pois este geólogo na época admitiu que:
- As leis são constantes no espaço e no tempo;
- Se deve explicar o passado a partir de dados do presente;
- Na longa história da Terra decorreram permanentemente mudanças geológicas lentas e graduais.
Durante a viagem no Beagle, Darwin observou ainda numerosos fósseis, tendo descoberto nas rochas dos Andes, a milhares de metros de altitude, fósseis de conchas de animais marinhos.
É provável que tenha admitido que, se a terra tem milhões de anos e está em mudanças constantes e graduais, então, de um modo semelhante, a vida sobre a terra poderia ter seguido o mesmo percurso. Os seres experimentam ao longo dos anos mudanças contínuas e graduais, inicialmente imperceptíveis, mas que com o tempo acabam por ter significado.
Influencia da Biogeografia:
A grande diversidade de seres vivos e o aspecto exótico que, por vezes, assumem algumas espécies, bem como a constatação de que a fauna e a flora diferiam de continente para continente e das montanhas para os desertos, constituem elementos relevantes na formulação da teoria de Darwin.
Darwin em meados de Setembro de 1835, chegou às ilhas das Galápagos. Tratava-se dum arquipélago vulcânico, que apresentava uma fauna e uma flora peculiares. Charles Darwin ficou sobretudo impressionado com as tartarugas e com um grupo de aves, os tentilhões, que ficaram conhecidos por tentilhões de Darwin.
As tartarugas gigantes das ilhas Galápagos apresentam sete variedades diferentes, cada uma delas correspondendo a uma ilha. Contudo apesar das diferenças, este animais são extraordinariamente semelhantes entre si, fazendo supor que tenham tido um origem em comum.
Os tentilhões de Darwin são pequenas aves que apresentam uma grande diversidade à volta de um padrão comum. As 14 espécies de tentilhões, apesar de muito semelhantes, podem distinguir-se sobre tudo pela forma e tamanho do bico, o que está associado ao que cada um come.
Depois de analisar todos os dados, Darwin concluiu que as ilhas povoadas a partir do continente sul-americano e que as características particulares de cada ilha condicionaram a evolução de cada espécie e daí a sua diferenciação.
Relação Bico – Alimento

Malthusianismo:
No Outono de 1838, Darwin leu um trabalho publicado pelo e economista e teólogo Thomas Malthus.
De acordo com Malthus, a população humana tende a crescer para além das possibilidades do meio para a sustentar. Então se os factores externos, como doenças e falta de alimento, não limitassem o crescimento da população humana, esta duplicaria de 25 em 25 anos.
Darwin utilizou as ideias de Malthus relativamente à população humana e adaptou-as as populações animais.
Por exemplo, os elefantes tem uma baixa taxa de reprodução, se um casal procriasse dos 30 aos 90 anos e tivesse apenas seis crias neste período de tempo, os seus descendentes poderiam originar
19 milhões de elefantes em 750 anos. No entanto, isso não acontece, o número de elefantes mantém-se constante.
Na enorme diversidade do mundo do mundo vivo, e devido à escassez de recursos, vai ocorrer uma luta pela sobrevivência e, como resultado dessa competição, a partir de certa altura a mortalidade compensa a natalidade e crescimento da população estabiliza.
Selecção Artificial:
Na procura de uma explicação para a evolução das espécies, Darwin pode contar com a experiência que ele próprio possuía, como criador de pombos intervindo directamente em processos de selecção artificial.
Segundo o raciocínio de Darwin, se se pode obter tanta diversidade por selecção artificial, de um modo análogo é possível que ocorra na natureza uma selecção influenciada por factores ambientais, designada por Selecção Natural.
Teoria da Selecção Natural
Devido a diversas influencias, mencionadas anteriormente, Darwin formulou a sua Teoria com um conteúdo que pode estabelecer-se da seguinte forma:
- Os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variações entre si.
- As populações têm tendência para crescer em progressão geométrica.
- O número de indivíduos de uma espécie geralmente não se altera muito de geração em geração.
- Em cada geração uma boa parte dos indivíduos é naturalmente eliminada porque se estabelece entre eles uma “luta pela sobrevivência”, devido à competição pelo alimento, pelo refúgio e pela capacidade de fuga aos predadores.
- Sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados, isto é, os que possuírem as características que lhes conferem qualquer vantagem em relação aos restantes. Os menos aptos ao longo do tempo serão eliminados progressivamente. Existe, pois, uma selecção natural, processo que ocorre na natureza e pelo qual só os indivíduos mais bem dotados relativamente a determinadas condições do ambiente sobrevivem – “sobrevivência do mais apto”.(ex.1)
- Os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo e reproduzem-se mais, transmitindo as suas características à descendência, ou seja, verifica-se uma reprodução diferencial. A acumulação das pequenas variações determina a longo prazo a transformação e o aparecimento de novas espécies.
Pode, pois, considerar-se que o tempo e a reprodução diferencial das formas favorecidas em relação às menos aptas produzem mudanças nas espécies existentes, conduzido à formação de novas espécies.
Esta teoria pode ser provada através das tartarugas das Galápagos, bem como, os tentilhões, contudo esta selecção pode ser influenciada pelo homem, o que pode ser provado através de um borboleta inglesa, a Biston Betularia. (ex.1)
Exemplo 1 – Borboleta Biston Betularia

As borboletas Biston Betularia de cor clara confundem-se com os troncos das árvores cobertos de líquenes onde poisam, passando despercebidas aos predadores. A forma escura, pelo contrário, é facilmente detectada pelas aves que se alimentam destas borboletas.
Quando o tronco das árvores se tornou enegrecido pelo fumo resultante da poluição industrial, a borboleta mais susceptível de ser apanhada pelos predadores passou a ser a branca.
Nesta nova situação, a selecção natural tende a eliminar a forma clara e a favorecer a forma escura. A borboleta escura e agora uma forma mais apta no novo ambiente. Nas zonas não poluídas, borboletas clara continua a ser a forma dominante.
E de ter em conta que devido a acção do Homem, ocorreu uma evolução em cerca de 50 anos que, de outro modo, demoraria muito mais tempo. Trata-se contudo, de uma selecção natural rápida determinada por uma modificação ambiental introduzida pela actividade humana.

Publicação e Reacção à Teoria
Darwin escreve a sua teoria na forma de um livro, contudo com grande esforço visto que estava doente. O livro recebeu o título "Sobre a origem das espécies por meio de selecção natural" e, quando foi colocado à venda em 22 de Novembro de 1859, esgotou o stock de 1250 cópias rapidamente. Naquela época, o termo "evolucionismo" implicava em criação sem intervenção divina e, por isso, Darwin evitou usar as palavras "evolução" ou "evoluir", embora o livro terminasse anunciando que "um número incontável das mais belas e maravilhosas formas evoluíram e estão evoluindo". O livro só mencionava brevemente a ideia de que os seres humanos também deveriam evoluir tal qual outros organismos.
O livro de Darwin iniciou uma controvérsia pública que ele acompanhou atentamente, obtendo recortes de jornais, críticas, artigos, sátiras e caricaturas. Críticos foram rápidos em apontar as implicações não discutidas no livro de que
"E se os homens fossem descendentes de macacos?".
Esta nova teoria ia contra tudo a que a igreja defendia, foi imediatamente recusada, pois a teoria tinha grandes implicações quanto à criação da vida.
Entretanto, houve artigos favoráveis, entre eles, uma publicação do The Times escrita por Huxley que incluía críticas a Richard Owen, um expoente do meio científico que Huxley estava a tentar desacreditar. Owen pareceu inicialmente neutro mas então escreveu um artigo condenando o livro.
O corpo científico da Igreja da Inglaterra, incluindo os antigos tutores de Darwin em Cambridge, Sedgwick e Henslow, reagiu contra o livro, embora ele tenha sido bem recebido por uma nova geração de jovens naturalistas.
O confronto mais famoso ocorreu num encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência em Oxford. O professor John William Draper fez uma longa apresentação sobre Darwin e progresso social e, então, Samuel Wilberforce, o bispo de Oxford, atacou as ideias de Darwin.
O próprio Darwin não defendia suas ideias em público, embora ele lesse avidamente tudo sobre o debate. Ele encontrava-se frequentemente doente e apenas fazia comentários através de cartas e correspondência.

O seu círculo central de amigos cientistas – Huxley, Hooker, Charles Lyell e Asa Gray – activamente colocaram o seu trabalho em discussão nos palcos científico e público, defendendo-o de muitos críticos e ajudando-o a ganhar o respeito que lhe valeu a medalha Copley da Royal Society em 1864. A teoria de Darwin também foi usada como base para vários movimentos da época e tornou-se parte da cultura popular.
O livro foi traduzido para muitos idiomas e teve numerosas reimpressões. Ele tornou-se um texto científico acessível tanto para aos novos e curiosos cidadãos da classe média quanto para os trabalhadores e foi aclamado como o mais controverso e discutido livro científico de todos os tempos.
Cláudia Nunes
N.º 5 11ºB
06 December
Gene Masculino responsável pela longevidade feminina
Recentes investigações desenvolvidas no Japão, no Instituto de Investigação Nodai, em Tóquio, identificaram um gene presente em ambos os sexos mas apenas activo nos indivíduos do sexo masculino. Este gene, designado de Ragrf1 está presente nos gâmetas masculinos, os espermatozóides, e influencia na longevidade feminina.

Duas gémeas chinesas de 104 anos.
Foto: ElMundo.es
Os estudos realizados pela equipa de investigadores de Tomohiro Kono, permitiram produzir ratos de laboratório criados a partir de duas mães, ou seja sem rasto de genes masculinos no seu genoma. Estes ratos gerados de óvulos geneticamente modificados de modo a que fosse possível a origem de embriões sem genes masculinos no seu genoma, levaram à conclusão de que, apesar dos ratos serem menores e mais leves, estes apresentavam um melhor sistema imunitário e uma longevidade cerca de 30% superior aos ratos com um genoma normal.
Para conseguir este feito os investigadores pegaram num óvulo de rato de um só dia de vida e manipularam-no geneticamente para que se convertesse em esperma. Mediante transferência nuclear, transplantaram o dito material para outro ovócito de exemplares adultos aos quais se havia previamente extraído o núcleo e obtiveram a partir daí um embrião de rato que implantaram posteriormente no útero de uma "mãe de aluguer".
Os ratos nascidos através desta técnica (a que chamaram "ratos bimaternos"
careciam, portanto de progenitor masculino e foram criados exactamente nas mesmas condições que outro grupo de ratos normais, tal como descrevem os seus autores no artigo publicado na revista "Human Reproduction".
A comparação entre os dois grupos mostrou que os ratos "órfãos de pai" viveram em média mais 186 dias do que os ratos normais o que representam cerca de mais um terço de duração de vida. Segundo os seus autores, este facto constitui a primeira evidência de que alguns genes do esperma podem influir de alguma forma na longevidade dos mamíferos.
Os autores do estudo explicam este facto identificando o tamanho dos ratos como principal justificação, uma vez que os ratos mais pequenos aumentam as possibilidades de se reproduzirem e assim terem uma longevidade mais curta. Já as fêmeas apenas guardam energia para darem à luz e assegurar a descendência, não se esforçando tanto noutros comportamentos mais árduos.
Pensa-se que em todos os mamíferos estão presentes este e outros "genes de longevidade" que permitem que as mulheres vivam mais tempo.

Referências:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37648&op=all#cont
http://www.tabascohoy.com.mx/nota.php?id_nota=184431
Trabalho realizado por:
Duarte Carreiro n.º8 11.ºB
Evolução origina novas espécies de insectos
- O Jornal de Notícias divulgou a descoberta de duas novas espécies de escaravelhos, até aqui desconhecidas mundialmente, pela bióloga portuguesa Sofia Reboleira.
Esta descoberta ocorreu nas grutas da Serra d'Aire e Candeeiros (perto de Santarém e Torres Novas), o único habitat destes insectos que se conhece em todo o mundo.
"Só se conhecia uma espécie de escaravelho cavernícola do maciço calcário estremenho (característico da Serra d'Aire e Candeeiros) e passamos a conhecer três", afirmou à agência lusa a bióloga e espeleóloga da Universidade de Aveiro.
No âmbito da realização da sua tese de Mestrado, a cientista desceu a cerca de cem metros de profundidade e foi surpreendida com a descoberta destes dois novos escaravelhos que habitam exclusivamente no subsolo das grutas.
Fig. 1 - Uma nova espécie de escaravelho descoberta (Trechus Machadoi)
Sofia Reboleira explicou tratar-se de "espécies em vias de extinção", uma vez que pelo facto de estarem confinadas a um único habitat têm uma "população extraordinariamente reduzida" e são muito "sensíveis à poluição e às alterações do habitat" . Por outro lado, "não sobrevivem" à superfície e "apenas se reproduzem no interior das grutas", fazendo depender dessa condição de isolamento e privação da luz algumas das suas características, como o aspecto despigmentado ou os olhos reduzidos, a que a própria evolução da espécie os conduziu. As três espécies de escaravelhos, que se distinguem pelas características genitais do macho, provêem contudo de uma espécie ancestral comum que se foi reproduzindo, criando diferenças que deram origem a novas espécies. Trabalho realizado por: Beatriz Afonso, nº4 , 11ºB
01 December
As descendentes directas do Tyrannosaurus Rex

Os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos, provavelmente como resultado do impacto de um asteróide com a Terra, na região onde hoje é a Península de Yucatán, no México, deixando marcas da sua existência na Terra de diferentes tipos. Um exemplo dessas marcas são os fosseis.
Em 2003 foi descoberto, nos EUA, um fémur de Tyrannosaurus com 68 milhões de anos. Mas só em 2005 é que foi detectada a presença do colágeno preservado no osso fossilizado.

Foi a partir do colágeno existente no osso fossilizado que alguns cientistas, dos EUA, conseguiram realizar um estudo. Compararam as proteínas extraídas do osso de Tyrannosaurus Rex com as proteínas de 21 espécies de aves modernas, confirmando o parentesco. Os resultados indicaram que o gigantesco predador pré-histórico tem como parentes vivos mais próximos as aves, como as galinhas e as avestruzes e, como primos mais distantes, os jacarés.
O trabalho, de pesquisadores das Universidades Harvard e Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, está publicado na revista Science. Segundo os seus autores, a análise confirma, a nível molecular, a ligação entre os dinossauros e as aves. Esta conexão já havia sido feita pelas suas de semelhanças anatómicas.
A mesma equipe de pesquisadores também usou dados da proteína de um mamute de 600 mil anos para confirmar o parentesco entre esse animal e os elefantes modernos, que são os seus descendentes directos.
Os autores do projecto argumentam que o resultado que obtiveram indica que o colágeno detectado era realmente era do dinossauro, e não fruto de contaminação posterior.
Os pesquisadores que analisaram o tecido tiveram muito pouco material com que trabalhar: não foi possível extrair DNA, só apenas 89 aminoácidos. Segundo um dos cientistas, "com mais dados teríamos a árvore genética mais completa deste dinossauro".
No artigo publicado na Science, os autores dizem que a extracção de mais moléculas de organismos extintos poderá ajudar a "determinar parentescos em áreas críticas da árvore evolutiva".
Ana Sofia Nº2 11ºB
Fonte: Science
Diferenciação celular e cancro:
Durante os processos de divisão e diferenciação celulares, podem ocorrer erros, que conduzem à formação de células cancerosas, (alguns factores externos como radiações, certas substâncias tóxicas e determinados vírus podem ser responsáveis por estas alterações).Uma das mais preocupantes alterações que ocorre nas células é a perda dos mecanismos de regulação celular, resultantes da alteração na expressão dos genes.
Estas alterações podem traduzir-se por um aumento da reprodução celular ou por uma diminuição da apoptose (morte celular programada)
Nestas situações, as células dividem-se de forma descontrolada, até que não existam nutrientes disponíveis. O resultado desta divisão descontrolada é a produção de grandes aglomerados celulares, com diferenciação deficiente, que constituem os tumores.
As células de tumores malignos podem espalhar-se pelo organismo, invadindo outros tecidos e formando metástases:
As células de um tecido podem separar-se, degradarem o meio envolvente e iniciar um processo de migração. Quando atingem os vasos sanguíneos, as células cancerosas propagam-se pelo organismo, podendo invadir e fixar-se em novos locais. Esta migração anormal das células tumorais é um processo necessário para que ocorra a metastização.
Os novos tumores, ao desenvolverem-se de forma descontrolada, podem tornar-se de tal maneira invasivos que impedem o normal funcionamento de um ou mais órgãos, causando a morte do indivíduo.

Curiosidade:
Estudo japonês indica que poucas horas de sono podem aumentar a hipótese de contrair cancro de mama
Mulheres que regularmente dormem seis horas ou menos por noite podem aumentar em mais de 60% o risco de contrair cancro de mama.
O estudo, realizado por uma equipa da Tohoku University Graduate School of Medicine de Sendai, no Japão, foi publicado na revista académica "British Journal of Cancer". Os cientistas analisaram os hábitos de quase 24 mil mulheres com idades entre 40 e 79 anos durante oito anos. Nesse período, 143 foram diagnosticadas com cancro de mama.
Os investigadores descobriram que aquelas que dormiam regularmente seis horas ou menos por noite tinham 62% mais hipótese de ter cancro de mama comparado com as que dormiam regularmente sete horas. Além disso, mulheres que dormiam, em média, nove horas por noite tinham 28% menos hipótese de contrair o tumor.
Os cientistas acreditam que a ligação pode estar na hormona melatonina, produzida pelo cérebro durante o sono para regular o relógio interno do corpo. A melatonina teria um papel importante na prevenção do cancro de mama ao controlar a quantidade de hormonas sexuais que é libertada.
Os investigadores afirmam, no entanto, que não tiveram informações sobre a qualidade do sono das mulheres, o uso de medicamentos para dormir ou a presença de problemas na hora de dormir.
Joana nº10
11ºB
Ciclo de vida haplonte - Espirogira
Classificação científica______________________
Domínio: | Eucariota |
Reino: | Protista |
Filo: | Charophyta |
Classe: | Zygnematophyceae |
Ordem: | Zygnematales |
Família: | Zygnemataceae |
Género: | Spirogyra |
A espirogira é um tipo de alga verde, não ramificada, constituída por células cilíndricas. Esta alga vive em ambientes de água doce, fundamentalmente em charcos e regatos.
Reprodução______________________________
A espirogira pode reproduzir-se quer sexuada quer assexuadamente:

- Reproduz-se assexuadamente, por fragmentação (natural ou artificial), em condições favoráveis e, quando as condições são desfavoráveis (no Verão, quando os charcos secam), a espirogira reproduz-se sexuadamente.
No processo de reprodução sexuada da espirogira:

- Formam-se saliências nas células de dois filamentos que se encontram próximos. Essas saliências crescem e entram em contacto;
- Forma-se um canal (tubo de conjugação), por desagregação da parede no ponto de contacto;
- O citoplasma de cada uma das céluas vai, deste modo, reorganizar-se, perdendo água dos vacúolos, o que conduz ao afastamento da membrana da parede celular.
- Num dos filamentos, observa-se a condensação do conteúdo de cada célula, que se desloca pelo tubo de conjugação até à célula do outro filamento;
- O gâmeta dador é constituído pelo conteúdo celular que se movimenta. O gâmeta receptor é constituído pelo conteúdo celular que permanece imóvel.
- Dado que os gâmetas são morfologicamente iguais, diz-se que existe isogamia. No entanto, são fisiologicamente diferentes, pois um deles apresenta mobilidade e o outro não - anisogamia funcional.
- Os conteúdos celulares fundem (fecundação), formando-se um zigoto diplóide em cada célula receptora;
- O zigoto vai formar uma espessa parede, opaca e impermeável, que lhe permitirá sobreviver a condições adversas, tomando, então, a designação de zigósporo.

- Os filamentos desagregam-se, após a fecundação;
- Quando as condições se tornam favoráveis ocorre uma meiose no zigoto, formando-se quatro núcleos haplóides;
- Três destes núcleos degeneram, ficando a célula com um único núcleo haplóide;
- A partir desta célula haplóide forma-se, por mitoses sucessivas, um novo filamento de espirogira.
No processo de reprodução sexuada, em consequência da ocorrência da fecundação, origina-se o zigoto, iniciando-se a diplofase, e em consequência da meiose formam-se células haplóides que caracterizam a haplofase.
O desenvolvimento relativo da haplofase e da diplofase depende da posição relativa que a meiose e a fecundação ocupam no ciclo de vida.
A espirogira, como apresenta meiose pós-zigótica todo o ciclo de vida decorre na fase haplóide, e só o ovo ou zigoto pertence à fase diplóide, sendo, por isso, um ser haplonte.
Trabalho elaborado por: Margarida Fernandes, Nº18, 11ºB.
28 November
A Fábrica de Clones
Laboratório reproduz animais.

O Laboratorio di Tecnologie della Reproduzion (LTR), na Itália, ficou famoso com o nascimento do primeiro touro clonado do mundo, em 1999. Em 2003, uma égua, clone da raça Haflinger, foi o primeiro caso de sucesso numa espécie que os cientistas, deste laboratório, julgavam quase impossível de clonar. Dois anos depois, nasceu o primeiro clone de um cavalo campeão, Pieraz. Este era castrado e só a clonagem permitiria perpetuar a sua linhagem. Apesar da ascendência famosa, nada assegura que um clone de um campeão seja um campeão. Tudo dependerá de factores ambientais, do tratamento e do treino a que será sujeito.
Para já, fazem-se cópias de cavalos premiados.

Os projectos dos investigadores do LTR vão hoje muito para além da produção de clones. O laboratório tem-se empenhado em produzir bovinos a BSE (doença das vacas loucas). O objectivo é criar animais seguros para o dia em que os seus tecidos forem usados em transplantes humanos. Com o mesmo objectivo, está a ser desenvolvido um projecto de cinco anos, iniciado em 2006, que pretende tornar os órgãos de porcos clonados compatíveis para o transplante para seres humanos.

Daqui a 20 anos, os órgãos de porcos geneticamente alterados poderão ser transplantados para humanos.
O transplante entre espécies diferentes (xenotransplante) coloca questões éticas delicadas, mas muitos cientistas crêem que pode ser a resposta à lista de pessoas que aguardam por um órgão que lhes salve a vida. No entanto, por cada caso de sucesso de animal clonado, há muitos que nascem com deformações.

UMA DÉCADA A CLONAR | |
1997 | A ovelha Dolly é o primeiro mamífero clonado, na Escócia. |
1998 | A partir de um único dador são clonados 50 ratos, no Havai. |
1999 | César Galli apresenta o touro Galileo, um clone criado em Itália |
2000 | Porcos e uma cabra juntam-se à lista. A cabra morre com problemas respiratórios. |
2001 | Coelhos são clonados em França e na Coreia. O primeiro gato é feito nos EUA. |
2003 | Nasce Prometea, o primeiro clone de uma égua; e também a primeira mula. |
2004 | São clonadas moscas da fruta. |
2005 | A Coreia do Sul anuncia a clonagem de um cão, Snuppy. Nasce na China um clone de um Búfalo. |
2006 | Clonagem de um furão. |
2007 | Dois lobos clonado nascem na Coreia do Sul. |
Dalila Romão nº6 11ºB
Fonte: revista Sábado
21 November
Alterações genéticas
O Síndrome de Down
O síndrome de Down ou trissomia 21 foi descrito pela primeira vez em 1866 e a sua causa foi descoberta em 1959. Este é geralmente identificada no nascimento.
A Genética do Sindrome de Down - Trisomia 21
Os cromossomas são estruturas lineares presentes em todas as células do organismo excepto nos globulos vermelhos sendo portadoreas de genes, e estes são necessários para o desenvolvimento do organismo. As células humanas tem geralmente 46 cromossomas dispostos em 23 pares. Um conjunto vem do espermatozóide e outro conjunto do óvulo.
O Sìndrome de Down é uma doença genética devida à existência de um terceiro cromossoma localizado no cromossoma 21. No sindrome de Down ,95% dos casos sao causados quer pelo espermatozóide ou pelo óvulo que tem 2 cromossoas 21 em vez de um de modo que o ovo fertilizado tenha 3 cromossomas 21 (daí o nome de trisomia21).
Os genes apresentados seguidamente podem ter expressão neste síndrome:
SOD1 -> envelhecimento prematuro e deficiencia do sistema imunitario;
COL6A1 -> cardiopatias congenitas ;
ETS2 -> anomalias esqueleticas;CAF1A -> problemas da sintese do DNA;
CBS -> alterar o metabolismo e reparação do DNA;
DYRK1A -> causar atraso mental;
CRYA1 -> cataratas;
GART -> alterar a sintese de ADN e sua reparação;IFNAR -> interferir com o sistema imunitario e outros sistemas organicos.
Até agora nenhum gene foi associado de modo inequívoco a qualquer das manifestações do sindrome de Down.
Trisomia 21 parcial ou translocação de Robertson - Erro genético que ocorre em 3 a 4% dos casos de S. de Down, em que um dos cromossomas 13,14 ou 15 é substituído por uma cópia adicional de material genético do cromossoma 21. O número total de cromossomas é normal, mas existem 3 cópias do material do cromossoma 21.
Mosaicismo e trisomia 21 - O mosaicismo causa os restantes casos de trisomia 21, nos quais as pessoas têm uma mistura de linhagens celulares. Algumas têm um conjunto normal de cromossomas e outras têm Trisomia 21. Esta mistura observa-se em diferentes células do mesmo tipo.
Qual a sua probabilidade?
Nos Estados Unidos há 1 em cada 800 nascimentos e cerca de 6000 crianças nascem com o Sindrome de Down todos anos. Com o aumento da idade dos pais maior é a possibilidade de ter sindrome de Down, crescendo exponencialmente depois dos 50 anos de idade da mae e depois dos 55 do Pai. Cerca de 85% com este síndrome sobrevivem no primeiro ano e 50% vivem mais de 50 anos.
Quais as suas manisfestações e caracteristicas?
Apesar da variabilidade do S de Down as crianças têm uma aparencia caracteristica: a cabeça pode ser mais pequena que o normal (microcefalia) e com morfologia anonala; as alterações faciais incluem um nariz achatado, língua grande e olhos obliquos (canto dos olhos tem uma prega cutanea arredondada, o epicanto);as mãos são pequenas e largas com dedos curtos, muitas vezes só com uma prega na palma. O crescimento e desenvolvimento estão atrasados e muitas crianças não atingem uma estatura normal na idade adulta.
As doenças cardiacas congenitas são frequentes (sendo a causa frequente da morte prematura destes doentes) e por vezes existem anomalias gastrointestinais como a atresia (obstrução) do esôfago e duodeno necessitando de cirurgia logo apos o nascimento. A leucemia linfocitica aguda também é mais frequente nestas crianças.
Embora os doentes serem caracterizados por atraso mental, estes adquirem conhecimentos mas tem dificuldade em utilizá-los como também tem dificuldade em tratar varias informações simultaneamente, tendo dificuldade na aprendizagem, na memória e na fala.
Prognóstico
O prognóstico é mais ou menos reservado consoante o grau de gravidade da doença, e da precocidade de acompanhamento médico e psicológico. A longevidade dos doentes melhorou dramaticamente nos ultimos anos, mas ainda está reduzida em relação à população normal. Muitos sofrem de perda progressiva das faculdades mentais de um modo semelhante à doença de Alzheimer e muitos mostram sinais de demencia por volta dos 40 anos de idade.
Rastreio e diagnóstico pré-natal
Os geneticistas usam diagramas, os ideogramas, como representação padrão dos cromossomas, mostrando o tamanho relativo e o seu padrão em bandas claras e escuras, quando os cromossomas são corados e observados ao microscópio. Estas bandas são usadas para descrever a localização dos genes em cada cromossoma.
Como o SD surge mais nos filhos de grávidas normais idosas estas devem fazer amiocentese (permite detectar a doença nas células do líquido amniótico ou por punção do cordão umbilical).
No seguimento normal das grávidas por ecografia há sinais indicadores de probabilidade desta doença.
Tratamento
- Nao existe tratamento fisico ou cognitivo conhecido até ao momento e devido ao risco de problemas de visão, perda de audição e infecções e hipotiroidismo deve-se intervir o mais cedo possivel com programas de fisioterapia, terapêutica ocupacional e terapia da fala.
- As crianças devem participar em actividades sociais, desportos e outras actividades durante os anos de crescimento.
- "Estão em estudo terapeuticas cognitivas com pentylenetetrazol (PZT) que nos anos cinquenta foi abandonado e agora " redescoberto" pelo Prof Craig, Psiquiatra que demonstrou que este farmaco pode bloquear o excesso de produção de acido gama-aminobutírico (GABA), a principal causa da diminuição da actividade neuronal prevalente nesta patologia. Ja foi ensaiado com sucesso em cobaias podendo em breve passar à fase de ensaios clinicos para combater os deficies cognitivos."(fonte sic)
Direcções futuras na Investigação do Sindrome de Down
Foi sugerido recentemente que as crianças com sindrome de Down podem beneficiar de terapêutica com suplementos de aminoácidos e dum medicamento chamado Piracetam , um fármaco psicoactivo,que se pensa poder melhorar a função cognitiva;contudo não existem estudos controlados que demonstrem a sua eficácia e segurança como a "esperança" medicamentosa.
Os investigadores do Sindrome de Down desenvolveram um modelo num rato para analisarem as consequências no desenvolvimento do síndrome. Os ratos são usados porque o prolongamento maior do cromossoma 16 do rato tem muitos genes em comum com os do cromossoma 21 humano.
Estudando estes modelos em vários estadios de desenvolvimento permitirão conhcer melhor o Síndrome e facilitar o desenvolvimento de intervenções e estratégias terapêuticas eficazes.
18 November
Melancia e uvas sem sementes
Que espectáculo!
Gosto de melancia mas como-a poucas vezes porque detesto "cuspir" as sementes.

Nos nossos tempos, graças às mutações, já se pode saborear este delicioso fruto sem encontrar sementes. Também, já é possível comermos uvas sem grainhas, mas o processo de produção da melancia sem sementes não é igual ao utilizado para o cultivo de uvas sem sementes. A ausência de sementes
na melancia ocorre como resultado de um cruzamento, entre plantas geneticamente diferentes. Um lote de cromossomas faz a diferença. Esta planta, habitualmente diplóide (2n), quando tem mais um lote de cromossomas torna-se triplóide (3n) e estéril, não produzindo assim sementes. Assim este híbrido apenas se pode reproduzir assexuadamente. Excepcionalmente, podem surgir, em algumas melancias, sementes mas em número muito reduzido que podem ser ingeridas com a polpa, sem problemas.
Quais as vantagens?
- Não há sementes que dificultem a ingestão e a digestão
- Mais fácil de cortar em cubos para fazer salada de frutas e para sumos
- Maiores colheitas devido ao vigor híbrido; mais toneladas produzidas por hectare
- Não há perigo de se engasgar com as sementes nem "cuspi-las"
As uvas sem sementes podem ocorrer na natureza sem qualquer intervenção humana, ou seja, alguns tipos de uvas simplesmente não conseguem completar o desenvolvimento do embrião e ocorre um "aborto natural" formando-se, então, sementes muito pequenas ou inexistentes. No entanto, o Homem também pode conseguir isto através de uma técnica chamada "melhoramento genético". Estas experiências têm como objectivo conseguir novas variedades melhoradas (OGM), isto é, sem sementes, com bagos maiores e mais saborosos, não alterando o seu valor nutricional. As uvas sem sementes são conhecidas e apreciadas mundialmente.

João Paralta Nº14 11ºB
17 November
Síndrome XYY
A síndrome XYY é uma aneuploidia dos cromossomas sexuais, onde um humano do sexo masculino recebe um cromossoma Y extra em cada célula, ficando assim com um cariótipo 47,XYY. A síndrome XYY também é designada como trissomia XYY, aneuploidia 47,XYY ou síndrome do super-macho.

A frequência desta anomalia é de duas ocorrências em cada mil nascimentos. Verificou-se, porém, que, entre criminosos e doentes mentais, essa frequência chega a 3%.

Muitos pais de crianças identificadas, antes ou após o nascimento, com XYY, tornam-se extremamente preocupados com as implicações comportamentais. Alguns médicos acreditam que a informação deve ser omitida quando a identificação é feita após o nascimento.
A fertilidade dos portadores é regular e parece não haver nenhum risco aumentado de que um homem 47, XYY tenha um filho com cromossomas anormais.
Antigamente essa síndrome era associada a comportamento anti-social, porém são relatados problemas comportamentais como distracção, hiperactividade e crises de fúria na infância e início da adolescência, sendo que o comportamento agressivo usualmente não é problema e eles aprendem a controlar a raiva à medida que crescem.
Causas
Acredita-se que seja a falha na disjunção paterna na meiose II, produzindo espermatozóides YY. O cromossoma Y transporta relativamente poucos genes, por esse motivo essa síndrome não apresenta tantas anomalias físicas.

Este síndrome pode também ser provocado quando a idade materna é avançada.
Não há factores claramente definidos predispondo à ocorrência de 47, XYY.
No entanto, foi constatado que o fumar na adolescência está associado a um aumento na dissomia presente no esperma e uma diminuição em aspectos específicos da qualidade do sémen. Isso pode afectar a fertilidade no homem e pode também aumentar a hipótese de aneuploidia na prole, predispondo a ocorrência de 47, XYY.

Características
-
- Apresentam altura média de 1,80m;
- Grande número de acne facial durante a adolescência;
- Anomalias nos genitais;
- Distúrbios motores e na fala;
- Taxa de testosterona aumentada, o que pode ser um factor contribuinte para a inclinação anti-social e aumento de agressividade;
- Imaturidade no desenvolvimento emocional e menor inteligência verbal, fatos que podem dificultar seu relacionamento interpessoal;
- Crescimento ligeiramente acelerado na infância;
- QI ligeiramente abaixo do normal;
- Problemas no aprendizado e na leitura;
- Volume cerebral reduzido;
- Dentes grandes;

Nuno Silva nº22
04 November
A Clonagem Terapêutica e as Células Estaminais .
A Clonagem Terapêutica é utilizada para fins de saúde e tenta revolucionar os métodos científicos actuais .
O Que é a Clonagem ?
A clonagem é um processo onde é criado um individuo geneticamente idêntico ao que lhe forneceu a informação genética. Neste processo existe a junção do núcleo que faz parte da célula inicial ao óvulo onde já tinha sido removido o núcleo .
O individuo irá ter características do ser clonado, pois é no núcleo que está armazenado o material genético .

O Que é a Clonagem Terapêutica ?
A clonagem terapêutica é uma subdivisão da clonagem, sendo provavelmente a aplicação mais unânime da clonagem .
Este processo consiste na dissociação de um conjunto de células que se desenvolveram em laboratório resultante da união do núcleo da célula do doador a um óvulo .
Após este procedimento poderão ser removidas as células estaminais que irão ser essenciais para a regeneração de tecidos .

Células Estaminais .
As células estaminais são células pluripotentes e indiferenciadas com capacidade para originar qualquer tipo de célula de vários órgãos do organismo, sendo esta a base da clonagem terapêutica . Tendo em conta esta situação torna-se possível a formação de novos órgãos, não existindo rejeição pelo sistema imunitário, pois este novo órgão foi formado a partir do DNA do ser vivo .
Este facto é essencial, pois poderiam regenerar-se tecidos como os neurónios que neste momento não têm essa capacidade e recuperar células da medula espinal permitindo que pessoas com anomalias na coluna possam recuperar a capacidade motora .
Podemos concluir a clonagem terapêutica pode revolucionar a medicina, tendo oportunidade de que um dia seja possível a recuperação quase total do organismo, com a renovação das células do sistema imunitário .
Esta área da engenharia genética poderá num futuro próximo ter implicações na vida humana que nunca se pensariam atingir .
Guilherme Ramos nº9 11ºB
13 June
A Evolução da Vida – Charles Darwin
A Evolução da Vida de Charles Darwin
Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury a 12 de Fevereiro de 1809 e morreu a 19 de Abril de 1882.
Grande parte das suas descobertas ocorreu durante a viagem no beagle, que durou cerca de 5 anos. Ele estudou uma enorme variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos.
Darwin reparou nas semelhanças entre várias espécies.
Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cotovias (mockingbirds) diferiam de uma ilha para outra. Ao retornar à Inglaterra, foi-lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e tentilhões. Isto levou-o a realizar uma árvore geológica que explicava essas semelhanças.

Árvore geológica realizada por Darwin
Na América do Sul, ele descobriu fósseis de animais extintos como o megaterium e o gliptodonte em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo, ele pensava que aquelas eram espécimes semelhantes às encontradas em África mas, após o seu regresso a Inglaterra, Richard Owen mostrou-lhe que os fósseis encontrados eram muito parecidos a animais não extintos que viviam na mesma região (preguiças e tatus).
O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que "Um incrédulo... poderia dizer que seguramente dois criadores diferentes estiveram em acção".

Foto de um ornitorrinco

Foto de rato-canguru
João Viana nº11 10ºB