13 June
A Evolução da Vida – Charles Darwin
A Evolução da Vida de Charles Darwin
Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury a 12 de Fevereiro de 1809 e morreu a 19 de Abril de 1882.
Grande parte das suas descobertas ocorreu durante a viagem no beagle, que durou cerca de 5 anos. Ele estudou uma enorme variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos.
Darwin reparou nas semelhanças entre várias espécies.
Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cotovias (mockingbirds) diferiam de uma ilha para outra. Ao retornar à Inglaterra, foi-lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e tentilhões. Isto levou-o a realizar uma árvore geológica que explicava essas semelhanças.

Árvore geológica realizada por Darwin
Na América do Sul, ele descobriu fósseis de animais extintos como o megaterium e o gliptodonte em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo, ele pensava que aquelas eram espécimes semelhantes às encontradas em África mas, após o seu regresso a Inglaterra, Richard Owen mostrou-lhe que os fósseis encontrados eram muito parecidos a animais não extintos que viviam na mesma região (preguiças e tatus).
O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que "Um incrédulo... poderia dizer que seguramente dois criadores diferentes estiveram em acção".

Foto de um ornitorrinco

Foto de rato-canguru
João Viana nº11 10ºB
12 June
Como reagem as Plantas aos Estímulos do Ambiente ?
Esta pergunta despertou o interesse de Charles e Francis Darwin, os primeiros cientistas a tentarem encontrar uma resposta para esta pergunta .
A situação em causa é relativa ao estímulo que as planta recebem por parte da luz e o modo como reagem. Assim estes dois cientistas decidiram elaborar uma experiência que se processou da seguinte forma:
Preparação da Experiência
Inicialmente foram colocadas cinco plântulas de aveia no mesmo estádio de desenvolvimento e nas mesmas condições, alterando-se apenas as condições em que se encontrava o ápice do coleóptilo .

A Preparação desta experiência foi feita da seguinte forma:
-A Primeira Plântula encontrava-se intacta .
-No segundo caso o ápice do coleóptilo foi removido.
-Na terceira Plântula, o ápice do coleóptilo foi coberto por um material opaco à luz .
-Quanto à quarta Plântula, o seu ápice foi coberto com material que permite a passagem da luz .
-Na quinta Plântula foi coberta por material opaco à luz, excepto o ápice da Plântula .
Resultados da Experiência
Os resultados desta experiência foram os seguintes:
-Na primeira Plântula existiu um fototropismo, com a orientação da Plântula para a luz.
-No segundo caso não existiu reacção onde o ápice do coleóptilo tinha sido removido .
-A terceira Plântula também permaneceu imóvel .
-Na quarta situação existiu uma orientação para a luz .
-Quanto ao quinto caso onde apenas o ápice do coleóptilo não tinha sido coberto, houve uma orientação para a luz .

Conclusões retiradas por Charles e Francis Darwin
As conclusões retiradas desta experiência são que o coleóptilo é essencial para que a Plântula reaja aos estímulos da luz, pois os únicos casos onde existiu uma reacção foram onde o coleóptilo não tinha sido removido, ou onde poderia receber luz .
Porém a experiência de Charles e Francis Darwin não conseguiu perceber porque é que o ápice da Plântula era responsável por esta reacção, sendo posteriormente descoberto por Went .
Experiência elaborada por Went
Na experiência elaborada por Went inicialmente existiu a difusão de substância do ápice do coleóptilo para o bloco de ágar .

Assim Went colocou quatro Plântulas, na primeira o ápice do coleóptilo tinha sido removido, no segundo caso foi colocado um bloco de ágar a substituir o ápice do coleóptilo. Quanto à terceira e quarta Plântulas, foi colocado um bloco de ágar com as substâncias difundidas do ápice do coleóptilo em posições diferentes .
Na terceira Plântula foi colocado um bloco de ágar com as substâncias do ápice do coleóptilo de forma centrada, enquanto que na quarta situação o bloco de ágar foi colocado de uma forma descentrada .

Os resultados obtidos foram os seguintes:

Podemos perceber que apenas existiu reacção relativamente à luz nas Plântulas em que foi colocado um bloco de ágar com substâncias do ápice do coleóptilo .
Estes resultados permitiram a Went perceber que as substâncias que se encontram no ápice do coleóptilo são as responsáveis pela reacção da Plântula aos estímulos da luz, sendo esta substância a auxina .
A hormona referida permite o crescimento da planta na terceira situação onde é impossível a sua curvatura devido à posição do bloco de ágar . Quanto à quarta situação existe a curvatura da Plântula devido ao alongamento das células opostas à fonte luminosa devido à auxina .
Por Fim podemos perceber que as Plântulas ao receberem estímulos reagem devido à acção do ápice do coleóptilo, experiência de Charles e Francis Darwin, reagindo devido às substâncias que contêm, experiência de Went .
Guilherme Ramos nº8 10ºB
25 May
Lombrigas, um pequeno ou enorme problema?
A ascaridíase ou lombriga (nome comum) é um parasita geralmente benigno causado por um verme nematelminto (nematel - fio, minto-verme) chamado Ascaris lumbricoides. São vermes nematelmintes ou seja fusiformes sem segmentação, e com tubo digestivo completo. Estes seres reproduzem-se de forma sexuada, sendo a fêmea maior que o macho. Os ovos são de tal maneira minúsculos que não se vêm a olho nu (50 micrometros).
Provavelmente, até um quarto da população mundial está infectada com estes vermes, e a apanha-se ascaridíase em países onde o clima seja tropical e não haja condições de higiene.
A infecção destes parasitas ocorre através da ingestão de alimentos contaminados com ovos de lombriga. Quando as larvas eclodem, elas escavam o intestino até alcançarem os pulmões. Aí, a lombriga é engolida novamente e amadurece no intestino onde ela cresce até aos 30 cm de extensão. A lombriga adulta fica presa nas paredes do intestino através duns ganchos, e é através destes que ela absorve os nutrientes. As infecções de lombrigas são normalmente assintomáticas, mas pode ser acompanhada por algumas inflamações, febre e diarreia. Se a lombriga se deslocar para outros locais do corpo poderá levar ao desenvolvimento de problemas de saúde graves.
O ser humano infectado liberta, junto às fezes, ovos do parasita. Assim a larva desenvolve se em ambientes quentes e húmidos (por exemplo, o solo nos países tropicais) no qual permanece dentro do ovo. A infecção ocorre por meio da ingestão dos ovos que se encontram na água ou alimentos, principalmente verduras. As larvas são libertadas no intestino delgado e alcançam a corrente sanguínea através da parede do intestino. Infectam o fígado, onde crescem durante menos de uma semana e entram nos vasos sanguíneos novamente, passando pelo coração e seguem para os pulmões. Nos pulmões invadem os alvéolos, e crescem mais com os nutrientes e oxigénio abundantes nesse órgão bem irrigado. Quando crescem demasiado para os alvéolos, as larvas saem dos pulmões e sobem pelos brônquios chegando à faringe onde são maioritariamente deglutidas pelo tubo digestivo, passando pelo estômago, atingem o intestino delgado onde completam o desenvolvimento, tornando-se adultos. A forma adulta vive aproximadamente dois anos. Durante esse período, ocorre a cópula e a liberação de ovos que são excretados com as fezes.

Ciclo de vida da lombriga e sintomas
A primeira aparição de ovos nas fezes dá se em 60-70 dias. Na lombriga larval os sintomas ocorrem 4-16 dias depois da infecção. Os sintomas finais são desconforto gastrointestinal, cólica, vómito, febre e observação de lombrigas vivas nas fezes. Alguns pacientes podem ter sintomas pulmonares ou desordens neurológicas durante a migração das larvas. Porém, geralmente há pouco ou nenhum sintoma. Uma massa de lombrigas pode obstruir o intestino. Ao migrar a larva pode causar pneumonia e eosinofilia.

Fontes de transmissão da lombriga
As fontes de transmissão da lombriga são o solo e a vegetação onde poderá haver material fecal que contenha ovos depositados. Ou seja, as principais rotas de infecção são a ingestão de água ou vegetais que estejam contaminados. Contacto com animais de estimação que estiveram em solo contaminado também pode resultar em infecção. A transmissão também pode ocorrer ao reciclar água para uso em lavouras. Ascaridíase não pode ser transmitida por contacto directo de pessoa para pessoa.
Diagnóstico da ascaridíase
Geralmente o diagnóstico acontece por acaso, quando a lombriga aparece nas fezes ou vómito. Amostras de fezes podem diagnosticar ascaridíase. A larva da lombriga pode ser encontrada em secreções gástricas ou respiratórias em doenças pulmonares. Exame de sangue pode demonstrar eosinofilia periférica. O raio-X também pode acusar a presença de lombrigas.
Sintomas da ascaridíase
Os pacientes podem permanecer assintomáticos por longos períodos de tempo. No estágio larval, quando a lombriga migra pelo corpo, pode ocorrer danos viscerais, peritonite, inflamação, inchaço no fígado ou baço, toxidade e pneumonia. Uma infestação grande de lombrigas pode causar deficiência nutricional. Outras complicações, algumas vezes fatais, incluem a obstrução do intestino por massa de lombrigas. As lombrigas obtêm a maior parte de seus nutrientes de alimentos parcialmente digeridos no intestino. Desta forma, a ascaridíase não produz anemia como algumas outras infecções por vermes.
Tratamento para infecção por lombriga
Há vários remédios disponíveis para tratamento da ascaridíase, que imobilizam e matam a lombriga. Corticosteróides também podem ser usados para tratar alguns dos sintomas, como inflamação. Deve-se sempre procurar um médico para tratamento.
Prevenção da infecção por lombriga
A prevenção da infecção por lombriga inclui: uso de banheiros, eliminação segura de dejectos humanos, protecção de alimentos do lixo proveniente do solo, lavar cuidadosamente os vegetais, e lavar as mãos. Em áreas com pouca higiene o alimento colhido no solo nunca deve ser ingerido antes de lavar bem ou cozinhar.

http://www.youtube.com/watch?v=HOaZCkA8Zvk&feature=related
Trabalho realizado por:
- Maria Beatriz nº18 10ªB
14 May
Teoria do Fluxo de Massa

A deslocação de materiais no floema tem sido explicada pela teoria do fluxo de massa, proposta por Münch em 1926. Esta teoria considera que os movimentos se devem á existência de um gradiente de concentração de sacarose, que se estabelece entre um órgão prod
utor de açúcar e um local de consumo desse mesmo açúcar. Münch usou um modelo físico para explicar a sua teoria: usou dois recipientes, A e B, de membrana permeável á água e impermeável á sacarose. O recipiente A é cheio com solução concentrada de sacarose e o recipiente B com água. Os recipientes são ligados por um tubo e mergulhados numa tina com água.
O que se verifica é que a entrada de água para o recipiente A, com a solução hipertónica, causa um aumento tal de pressão que a solução se desloca no tubo até ao recipiente B, arrastando consigo a sacarose.
No recipiente B a água sai novamente para a tina. Este fluxo pára quando as concentrações se igualam nos recipientes A e B, mas se for adicionada sacarose ao recipiente A, este fluxo nunca pára.
A glicose elaborada nos órgãos fotossintéticos, como as folhas, é convertida em sacarose e transf
erida do mesofilo para os elementos dos tubos crivosos por transporte activo, com a ajuda das células companheiras e parenquimatosas, cuja taxa respiratória é muito elevada.
O aumento de concentração de açúcar no floema causa a entrada de água, vinda do xilema e das células vizinhas, o que causa a deslocação da seiva elaborada através das placas crivosas, para onde a pressão seja menor.
Nos locais de consumo a sacarose é retirada, possivelmente por transporte activo, principalmente em órgãos de reserva.
A saída dos açúcares torna as células floémicas hipotónicas e a água tem tendência a sair para as células vizinhas, principalmente xilema.
A passagem dos açúcares a todas as células será feita, posteriormente, através de transporte citoplasma a citoplasma.
04 May
'Sopro do Coração'
O que é um sopro?
Sopro é o nome do ruído do fluxo sanguíneo que se ausculta no tórax do paciente com o estetoscópio. Este som não é sinónimo de doença, porém não é sempre benigno.
Existem sopros que são chamados de inocentes, que são encontrados durante exames físicos e não significam doença, além de não requererem qualquer acompanhamento, tratamento ou restrição à prática de desportos. Outros sopros são chamados de patológicos, estes são causados por um defeito cardíaco que pode ser congénito (nascer com a pessoa) ou adquirido ao longo da vida. É sempre importante saber o nome da doença que o provoca.
Como ocorrem os sopros?
O som geralmente é resultado de um fluxo turbilhonar barulhento no coração. A turbulência varia de pessoa para pessoa, consoante a acústica do tórax, que por vezes torna o ruído do fluxo de sangue audível. Em algumas situações, o aumento da turbulência ocorre devido a problemas cardíacos secundários, como a febre e a anemia, que aumentam a frequência e a intensidade do batimento cardíaco e podem provocar sopros inocentes.
Já os ruídos patológicos são provocados por alterações da estrutura do coração, como a presença de comunicações anormais entre cavidades ou doenças das válvulas, fazendo com que o sangue passe por um orifício muito estreito e faça barulho.
Quais os sintomas mais comuns?
Quando o sopro é inocente, não há nenhum sinal importante de doença cardiovascular.
Os sintomas mais comuns que provocam sopro são:
- Cansaço: nos bebés principalmente às mamadas e nas crianças maiores aos esforços, em geral elas param de brincar e aparentam cansaço e falta de ar.
- Baixo ganho ponderal: é a dificuldade em ganhar peso, com dificuldade e cansaço na hora da alimentação.
- Dor no peito: somente 2 a 5% delas estão associadas a doenças no coração, mas na presença de sopros cardíacos é um sintoma a ser valorizado.
- Cianose: é a coloração arroxeada que aparece nos lábios e nos dedos, e deve ser diferenciada do roxo do excesso de choro (perda de fôlego) e do excesso de frio, ambos normais especialmente em bebés. Mas no caso de sopro o paciente é cianótico em repouso e independentemente da temperatura.
- Taquicardia: corresponde a disparos da frequência cardíaca. Quando ocorre em crianças, esta fica pálida e com suores, podendo ser acompanhados de vómitos, tonturas ou desmaio.
Como se faz o diagnóstico?
Na presença de sopro em crianças, a visita ao cardiopediatra é fundamental. Através do relato dos sintomas e do exame físico é possível saber se se trata de um sopro inocente ou patológico.
Além disso o cardiologista pediátrico dispõe de:
- Radiografia do tórax, que permite avaliar o tamanho do coração e se há alterações pulmonares secundárias a doença cardíaca.
- Eletrocardiograma, que afasta as arritmias cardíacas e dá pistas sobre a presença de sinais de doenças cardiovasculares.
- Ecocardiograma-Doppler, que corresponde a uma ultrassonografia do coração, em que se pode ver a estrutura e avaliar o fluxo sanguíneo dentro do coração. O que permite ver defeitos nas paredes e nas válvulas do coração.
- Existem outros exames como o cateterismo cardíaco, ressonância magnética, cintigrafia e teste ergométrico, cada qual com sua função e que serão utilizados de acordo com a doença encontrada.
Como se trata?
Os sopros inocentes (os que não representam doenças) não necessitam de acompanhamento ou tratamento, pois o coração é normal.
Já os sopros patológicos serão tratados e acompanhados de acordo com a doença que representam. Alguns pacientes necessitam de medicação ou mesmo de cirurgia. As técnicas actuais permitem o tratamento de muitas anomalias naturais do coração, para outros é necessário realizar correcção cirúrgica, podendo ser necessário transplantar o coração.
Fonte: http://www.babycor.com.br
Dalila Romão nº6
03 May
Cobra-de-pernas-tridáctila
Cobra-de-pernas-tridáctila

Nome Científico: Chalcides striatus
Comprimento: Pode alcançar 43 cm.
Longevidade: Desconhecida
Distribuição: Em Portugal apresenta uma distribuição fragmentada em todo o território.
Estatuto: Espécie não ameaçada
Informações sobre a cobra-de-pernas-tridáctila:
Identificação: É uma espécie de corpo alongado e aspecto marcadamente serpentiforme. Cabeça pouco diferenciada do corpo, de forma mais ou menos triangular. Corpo coberto por escamas lisas e brilhantes. Membros de reduzido tamanho, com três dedos. A cauda possui um comprimento semelhante ou superior ao comprimento cabeça-corpo. Dorso com nove bandas longitudinais escuras sobre uma coloração de fundo acastanhada, acinzentada, bege ou amarelada, com reflexos metálicos. Ventre esbranquiçado ou acinzentado, geralmente uniforme.
Habitat: Ocorre preferencialmente em áreas húmidas de baixa a moderada altitude. Habita em locais abertos, expostos e de abundante cobertura herbácea, nomeadamente prados, campos agrícolas e clareiras de bosque.
Comportamentos: É uma espécie diurna, que desenvolve a sua actividade desde Fevereiro até Outubro, altura em que inicia um período de repouso invernal.
Reprodução: A sua reprodução estende-se desde a Primavera até ao Verão. O período de acasalamento prolonga-se frequentemente até finais de Abril ou princípios de Maio, enquanto o nascimento das crias ocorre, em geral, durante os meses de Julho e Agosto. É uma espécie ovovivípara e as fêmeas originam entre uma a quinze crias, totalmente desenvolvidas.
Dieta: A sua alimentação é constituída por diversos invertebrados, principalmente lesmas, grilos, moscas, escaravelhos e aranhas.

Parece um exemplo típico tirado dos manuais de Evolução. Os lagartos evoluíram, e de tanto rastejarem entre as pedras, perderam as pernas. Os lagartos perderam as pernas por desuso desse órgão.
É de registar a existência destes seres na Serra de Valongo, Portugal.
Mas este réptil não é uma cobra, é apenas um pequeno lagarto. Como este réptil possui ouvidos, não pode ser uma cobra, pois as cobras não têm ouvidos.
Este tem umas patas muito pequenas e tem apenas 3 dedos em cada pata, daí o nome "tridáctila".
Tem também um corpo muito alongado e no geral o corpo é semelhante ao de uma cobra. Movimentam-se muito rapidamente, sem fazer uso das patas, tal como uma cobra. Este animal parece mostrar a evolução dos lagartos para as serpentes.
Além das Trilobites, Valongo, tem agora as "cobras de pernas", ou os "lagartos atrofiados".
26 April
Platelmintas
Todos os platelmintas são parasitas?
Os platelmintas são animais de corpo alongado, achatado e mole. São os seres mais simples que apresentam cabeça, tronco e cauda. Um tipo platelmintas são as planárias, de poucos centímetros, com um forma ovalada e vida livre, que vivem em ambientes aquáticos, como mares, rios ou lagos. Outros platelmides são parasitas, isto é, alimentam-se de substâncias elaboradas por outros organismos, pelo que desenvolvem ventosas ou ganchos para se poderem fixar no interior do corpo dos animais que parasitam. O seu aparelho digestivo é muito simples, ou mesmo inexistente, uma vez que absorvem os alimentos através da parede do corpo. Ao longo das vida, parasitam, normalmente, vários organismos diferentes.
Sistema nervoso e aparelho digestivo
O sistema é constituído por uma aglomeração de células nervosas, os chamados gânglios nervosos, que se encontram na cabeça. Destes gânglios partem dois cordões nervosos paralelos, que percorrem todo o corpo. Os platelmintas que dispõem de aparelho digestivo apresentam uma boca e um intestino com múltiplas ramificações que se estendem por todo o corpo do animal, levando os nutrientes a todas as células. Por isso, estes animais não são dotados de aparelho circulatório que transporte os nutrientes. Não têm, igualmente, aparelho respiratório, uma vez que respiram através da pele.
Reprodução
Os platelmintas têm reprodução sexuada e são ovíparos, isto é, põem ovos. Na sua maioria, são hermafroditas, o que significa que no mesmo indivíduo coexistem órgãos sexuais masculinos e femininos. A fecundação é interna, ou seja, tem lugar no interior do corpo e é, geralmente, cruzada, isto é, há a união das células sexuais masculinas de um indivíduo com as células sexuais femininas de outro; embora haja alguns casos de autofecundação, em que os organismo fecundam as suas células sexuais femininas com as suas próprias células sexuais masculinas.
As planárias
As planarias têm a boca em posição ventral e o dorso liso. São hermafroditas, isto é, dispõem de um órgão sexual feminino e de outro, masculino. Entre elas, destacam-se a planaria-marinha (Prostheceraeus roseus), de cor arroxeada, que apresenta tentáculos com numerosos olhos.

Parasitas de animais
Os platelmintas parasitas mais conhecidos são o distoma hepático (Fasciola hepatica) e a ténia, ou bicha-solitária (Taenia solium). A Fasciola hepatica mede cerca de dois centímetros de comprimento e tem uma boca munida de ventosas, com as quais se fixa ao fígado do hospedeiro, normalmente uma ovelha. Por seu lado, a ténia apresenta a forma de um cinto e pode medir alguns metros. A cabeça apresenta ganchos com os quais se fixa ao intestino do hospedeiro, que é, em alguns casos, o homem. O corpo é constituído por anéis, que aumentam em número á medida que o animal cresce. Quanto á reprodução, a ténia aloja-se no intestino do hospedeiro reproduz-se por autofecundação, produzindo centenas de ovos que saem para o exterior com os excrementos. Ao serem ingeridos, por exemplo, pelo porco, estes resíduos infectados completam o ciclo da vida do parasita. Quando o homem come carne infectada, os ovos abrem-se ao chegar ao estômago. As larvas aderem à parede intestinal e desenvolvem-se até se converterem em ténias adultas.
Ana Sofia Nº2
Turma:10ºB
Fontes:
- http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/revista/platelmintos/platelmintos.html
- http://animalshow.hpg.ig.com.br/plateo.htm
- http://www.todabiologia.com/zoologia/platelmintos.htm
- http://www.algosobre.com.br/biologia/platelmintos.html
20 March
De regresso às origens
CÉLULAS ESTAMINAIS PODEM FUNCIONAR COMO UM SEGURO DE VIDA
Células estaminais são células que podem dar origem a diversos tipos celulares (não são especializadas) tendo igualmente a capacidade de se auto-renovar e dividir indefinidamente, com uma longevidade limitada Devido a estas características, diferem das restantes células do organismo.
Potencial das células estaminais:
- totipotentes : têm um potencial de diferenciação ilimitado, podendo originar qualquer tipo de célula e tecido; existem no embrião pré-implantação com 3 dias de vida, estádio de 6-12 células);
- pluripotentes (têm um potencial de diferenciação mais limitado, podendo originar qualquer tipo de tecido do organismo, à excepção da placenta; existem no embrião pré-implantação com 6 dias de vida, no blastocisto, e no embrião pós-implantação);
- multipotentes (têm um potencial de diferenciação mais restrito, originando células de tecidos específicos; existem nos fetos tardios, no cordão umbilical, na placenta e nos tecidos adultos).
Tipos de células estaminais:
- Células estaminais de células da pele: descobertas em 2007 por investigadores americanos e japoneses que conseguiram criar células estaminais de células epitiliais humanas. Esta técnica ainda não pode ser utilizada clinicamente, porque o processo de transformação induz alterações genéticas potencialmente mortais.
- Células estaminais adultas: são células indiferenciadas que se encontram nos tecidos diferenciados e constituem uma reserva celular do organismo para renovar os tecidos ao longo da vida e para reparação dos tecidos quando ocorre lesão. Estas células foram já isoladas a partir de tecidos como a medula óssea, pele, fígado, pâncreas, sangue, tecido adiposo, ossos, gónadas, entre outros. Uma limitação destas é que só se podem diferenciar num número limitado de células do seu tecido de origem. No entanto, como podem ser retiradas do próprio doente, ser efectuada uma cultura e serem reintroduzidas no doente, evitam problemas de rejeição.As SC adultas têm sido usadas para devolver parcialmente a visão a doentes invisuais.
- Células estaminais da placenta (Sangue placentário): A particularidade da recolha destas células é que estas são retiradas sem afectar a mãe ou a criança. São também 100% compatíveis com o bebé caso este venha alguma vez a desenvolver uma doença.
- Células estaminais Amnióticas: Foram recentemente descobertas no líquido amniótico de grávidas, cujas características se aproximam das embrionárias.
- Células estaminais embrionárias: obtidas a partir da massa interna do blastocisto e por isso são retiradas de um embrião de 5 a 6 dias e podendo-se transformar qualquer tipo de célula do organismo. Estas células estaminais, através de um processo denominado "diferenciação", formam-se em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, etc. (porque assim acontece também num embrião). As SC embrionárias obtêm-se mais facilmente em grandes quantidades, o que é importante devido ao elevado número de células necessário para os tratamentos. Têm-se vindo a realizar estudos para que se possam descobrir mais benefícios que se possam retirar destas. (Visão: redução do sintoma da retinitis pigmentosa, rim: Identificação de SC no rim, diabetes: uso de SC para produção de insulina.) São as células estaminais com maior potencial. Exemplos: As células estaminais de origem embrionárias podem-se transformar em tecido de fígado, rim, coração, intestino, pele, podem transformar-se em tecidos que são compostos por células muito diferentes na sua origem.
- Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical (SCU) :
- Do sangue do cordão umbilical do recém-nascido podem-se isolar:
- células estaminais hematopoiéticas, que são multipotentes. Estas células possuem a capacidade de se poderem diferenciar nas células da linhagem sanguínea, os glóbulos vermelhos (eritrócitos), os glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas., tendo por isso a capacidade de regenerar o sistema sanguíneo e imunitário.
- células estaminais mesenquimatosas, que são pluripotentes. Têm um elevado potencial de diferenciação, podendo originar células do sistema nervoso (neurónios), fígado (hepatócitos), osso (osteócitos), cartilagem (condrócitos), gordura (adipócitos), musculares e musculares cardíacas, entre outras.
- células estaminais endoteliais, que são multipotentes. Estas últimas desempenham uma função importante na formação dos vasos sanguíneos nos tecidos (neovascularização).
As
As células estaminais hematopoiéticas do SCU têm mostrado menor exigência em termos de compatibilidade baseada no sistema de histocompatibilidade HLA (Humam Leucocyte Antigen), bem como uma menor incidência de rejeição do transplante, quando usadas no repovoamento de medula óssea de doentes após quimioterapia e/ou radioterapia. Através do transplante com sangue do cordão umbilical podem-se tartar doenças malignas, deficiências medulares, hemoglobinopatias, imunodeficiências , doenças metabólicas, entre outras
Vantagens:
1. A colheita de sangue do cordão umbilical não coloca em risco nem o bebé nem a mãe, ao passo que a colheita de células da medula óssea é efectuada sob acção anestésica e é mais exposta a riscos de contaminação;
2. o sangue do cordão umbilical pode ser crio- preservado e as células estaminais mantêm-se viáveis desta forma por longos perfodos de tempo; as células são disponibilizadas de imediato, assim que forem necessárias, enquanto com uma amostra de medula óssea o processo pode levar semanas ou mesmo meses;
3. nos transplantes de sangue do cordão umbilical, a incidência da doença do transplante contra o hospedeiro é menor, dado que são células mais imaturas;
4. nos transplantes alogénicos de sangue do cordão umbilical não é necessário existir compatibilidade (HLA) total entre dador e paciente.
Contra & favor
A favor:
-A capacidade de tratamento de diversas doença.Por exemplo as células estaminais de origem embrionária têm a vantagem da sua totipencialidade, a capacidade que têm em transformar-se em qualquer tecido, o que poderá permitir o tratamento de doenças cardíacas, doença de Alzheimer, Parkinson, paralisia, acidentes vasculares cerebrais e a diabetes, além da reconstituição de medula óssea, de tecidos queimados ou tecidos destruídos , entre outras;
-Pode evitar problemas de rejeição pelo organismo de tecidos ou órgãos transplantados.
Contra:
Médicos :
- Risco de cancro devido a certos tratamentos;
- Risco de rejeição de tecidos produzidos por células estaminais que não pertencem ao destinatário ( nalguns casos);
- Os cienistas não controlam a produção de células especializadas originárias de células estaminais.
Éticos :
- A extracção de células estaminais de origem embrionária destrói o embrião e seria por isso contra a moral.
- A clonagem de embriões com fins terapêuticos abriria caminho a clonagem de sere humanos.
Assim existe diversidade de opiniões... países diferentes vão-se concentrar em abordagens diferentes, podendo todas as técnicas estarem autorizadas, poderá apenas existir a autorização para utilização de embriões originarios de fertilizações in vitro ou apenas existirem algumas restrições ou então não haver legislação de todo. Assim, as células estaminais adultas podem ser autorizadas num país e as células estaminais embrionárias noutros. Sem a existência de um consenso , será que quem necessitar de uma terapêutica de células estaminais se deslocará simplesmente ao país vizinho onde este esteja à disposição? Para evitar as barreiras éticas e políticas que cercam as células estaminais retiradas dos embriões, os cientistas estão à procura de fontes alternativas.
09 March
Clorofila
Clorofila é a designação de um grupo de pigmentos fotossintéticos presente nos cloroplastos das plantas (em sentido geral, incluindo também as algas).A intensa cor verde da clorofila deve-se às suas fortes absorções das regiões azuis e vermelhas do espectro electromagnético, e por causa destas absorções a luz que a clorofila reflecte e transmite parece verde. Ela é capaz de canalizar a energia da luz solar em energia química através do processo de fotossíntese.

Figura1- Plantas
As moléculas de clorofila encontram denominados fotossistemas, que se encontram integrados nos tilacóides de cloroplastos. A maioria das moléculas de clorofila absorve luz e transmite a energia luminosa através de um fenómeno designado por "transferência de energia por ressonância" a um par de moléculas de clorofila específico que se encontra no centro reaccional dos fotossistemas.

Figura2- Células vegetais
As clorofilas dão a cor verde às plantas devido à baixa absorção de luz na região do espectro electromagnético correspondente a esta cor.
A identidade, função e propriedades espectrais dos diferentes tipos de clorofila em cada fotossistema são distintas e determinadas tanto pelo tipo de fotossistema como pela estrutura das proteínas que as rodeiam. As clorofilas podem ser extraídas das proteínas usando um solvente orgânico como a acetona ou o metanol, e separadas através de cromatografia em papel. A separação é possível dada a diferença no número de grupos polares entre as clorofilas a e b.

Figura3- Cromatografia
Concluimos assim que tanto a clorofila como outros pigmentos fotossintéticos são vitáis para que a fotossíntese se realize, dada a sua capacidade de absorção.
25 February
O que nos diferencia de um chimpazé?
Alterações genéticas minúsculas, que vão além da combinação entre as quatro letras que formam os genes, representam uma imensa diferença quando se compara o DNA humano ao de chimpanzés, disseram cientistas, num documento que explica como o homem e o macaco podem estar tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes.


Os chimpanzés são geneticamente 98,5 por cento idênticos aos humanos. Mas os pesquisadores tentam descobrir como variações tão pequenas podem significar uma diferença tão profunda entre as duas espécies.
"As diferenças genéticas entre humanos e chimpanzés são claramente muito mais complicadas que se imaginava", disseram no relatório Asao Fujiyama, do Centro de Ciências Genômicas Riken, de Yokohama, Japão, e seus colegas.
A comparação entre as espécies vai ajudar a compreender doenças, além de contribuir para a comparação entre as sequências genéticas de duas pessoas, ao ajudar a estabelecer uma sequência "base" que possa ser usada para determinar as variações do DNA em humanos.
Os investigadores descobriram que apenas 1,44 por cento do DNA diferia em termos das letras do código genético. Essas quatro letras, ou bases, A, C, T e G, identificam os nucleotídeos que formam o DNA de todas as criaturas vivas. Eles se combinam para produzir aminoácidos, que por sua vez se unem na forma de genes os quais determinam as proteínas. Há longas cadeias de DNA que não formam genes, e os cientistas tentam descobrir a sua importância. A equipe de Fujiyama encontrou diferenças que podem ser mais significativas do que as variações de combinações de letras.
"Há um número significativo (68 mil) de cadeias de DNA que foram perdidos ou acrescentados numa ou na outra espécie ", escreveram os investigadores.
"Essas diferenças são suficientes para causar alterações na maioria das proteínas: de facto, 83 por cento das 231 sequências de código, incluindo de genes funcionalmente importantes, apresentam diferenças no nível da sequência do aminoácido", acrescentaram.
"Os nossos dados sugerem que fenómenos da inserção ou eliminação de trechos em regiões codificadoras (genes) representa um dos grandes mecanismos para produzir a diversidade proteica e modelar espécies primatas superiores."
Por outras palavras, apesar de os genes e o DNA parecerem o mesmo em chimpanzés e humanos, as proteínas que eles acabam por codificar podem ser muito diferentes. É provável que não haja mais que 30 mil ou 40 mil genes humanos, mas existem mais de 250 mil proteínas diferentes. Os investigadores tentaram calcular como teria sido o código genético do ancestral único das duas espécies, há 6 ou 7 milhões de anos. Eles deduziram que esse ancestral tinha um genoma maior, e cada espécie o foi selecionando conforme evoluía.

Nuno Silva Nº20 10ºB
24 February
200 Anos de Darwin
200 anos depois, o que podemos aprender com o autor de A Origem Das Espécies?
Este ano comemora-se o bicentenário nascimento de Charles Robert Darwin e os sesquicentenário da publicação de A Origem Das Espécies , trabalho que fundou a biologia moderna.
A ideia de evolução existia antes de Darwin, mas não era bem vista. Os seus mentores científicos , Henslow , Lyell e Sedgwick combatiam-na em foros científicos e em debates políticos. Robert chambers publicou os Vestígios da historia natural da criação , que embora tenha sido um enorme sucesso, foi imediatamente criticado por estar repleto de fantasias e erros, o que firmou m Darwin a convicção de que só poderia tornar publica a sua própria teoria transmutativa quando tivesse compilado evidencias sólidas para os seus argumentos. Quando finalmente a apresentou ao público, a sua teoria era brilhante e simples na sua essência . Todos os seres vivos eram parentes numa enorme árvore genealógica por um mecanismo, a selecção natural.Tal como disse Darwin, "As espécies não foram criadas espontaneamente nem independentemente, mas têm evoluído ao longo dos tempos. O principal factor controlador dessa evolução é a Selecção Natural" .
Darwin baseou-se fundamentalmente em três factos :
- Os filhos assemelham-se aos pais ( hereditariedade , desconhecida por Darwin) ;
- Não existem dois indivíduos iguais ;
- Nascem sempre muito mais indivíduos do que os que se conseguem reproduzir ;
- Todos os animais geram mais descendentes do que é possivel alimentar.
A Selecção natural é , portanto, o processo através do qual estes quatro factos levam à adaptação. Os indivíduos que possuem pequenas variações que lhes conferem maiores possibilidades de sobreviver e de se reproduzir deixam mais descendentes. Ao longo de incontáveis gerações modifica lentamente populações ate dar origem a novas espécies . De uma forma mais aprofundada, as características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns. A seleção natural age no fenótipo, ou nas características observáveis de um organismo, de tal forma que indivíduos com fenótipos favoráveis têm mais chances de sobreviver e reproduzir-se do que aqueles com fenótipos menos favoráveis. Se esses fenótipos apresentam uma base genética, então o genótipo associado com o fenótipo favorável terá sua frequência aumentada na geração seguinte. .
Por exemplo: Quando um urso ancestral migrou para ambientes cobertos pela neve e gelo, aqueles com pelo mais claro foram mais capazes de se camuflar e assim obter mais presas. Estes ursos mais bem alimentados terão tido mais crias porque ter crias gasta energia. Ao longo de milhares e milhares de anos esta sucessão de ursos nas regiões árcticas com cada vez menos pigmento nos pelos entre outras modificações culminaria nos ursos polares.
Para nos parece-nos muito simples . Mas pelas palavras de Darwin, a Origem das Espécies é "one long argument", um longo argumento. Mas Darwin junta factos de todas as áreas da Historia Natural, da Geologia e Paleontologia, da Zoologia e da botânica, da Biologia, da experiencia de criadores de animais entre muitas outras, para demonstrar que todas as espécies , quer estejam vivas ou quer estejam extintas tem laços de parentesco. Porem , Darwin referia-se à sua obra como um resumo do seu grande livro das espécies . Mas para a maior parte da comunidade cientifica, o resumo bastou. Para vários geólogos e biólogos como Lyell e Henslow ficaram convencidos de que a evolução e um facto e converteram-se nos seus defensores públicos .
Darwin nasceu (12 de Fevereiro de 1809) e morreu em Inglaterra . Darwin viajou a bordo do navio Beagle (rota do navio em baixo), de 1831-36, tendo ocasião de observar muitas espécies de seres vivos , levantando varias questões : De onde virão tantas espécies?Porque vivem isoladas em determinadas ilhas? . Depois, nas ilhas Galápagos observou de 13 a 14 especies de tentilhões com bicos diferentes, adaptados a diferentes tipos de alimento, desde insectoa a até sementes, para evitar a competição. Este facto, que não lhe chamou á atenção inicialmente, seria o detonador da sua grande obra.

A origem das espécies por via da evolução tem sido amplamente confirmada. Ás vezes de forma fascinante como com a descoberta da fantástica serie de transição fóssil mostrando em grande detalhe a evolução das baleias a partir de um carnívoro terrestre extinto. A evolução explica, por isso, a diversidade de espécies.
Todos os pontos fracos da Teoria de Darwin deviam-se ao seu desconhecimento das leis da genética. Podiam ter sido evitados se 6 anos depois da publicação da Origem da Espécies tivessem chegado às mãos de Darwin os resultados das experiências de Gregor Johann Mendel com ervilhas, depois reveladas por três cientistas europeus, Vries, Correns e Teschermak.
A selecção natural proposta por Darwin foi inicialmente rejeitada, principalmente e pelos primeiros geneticistas. Porém esta sobreviveu e foi fortalecida pois foi reabilitada por um grupo de matemáticos e biólogos (como por exemplo, Ronald Fisher (desenvolveu a seleção natural nos termos essenciais dos processos genéticos), J. B. S. Haldane (introduziu o conceito de 'custo' da seleção natural), Sewall Wright (elucidou a natureza da seleção e da adaptação), Theodosius Dobzhansky (que estabeleceu a idéia de que mutações, ao criarem diversidade genética, supriam o material bruto para a seleção natural), William Hamilton (concebeu a seleção parentada), Ernst Mayer (reconheceu a importância chave do isolamento reprodutivo para a especiação entre outros ) que demonstraram não só ser a genética compatível com o darwinismo, como também essencial para que ele funcionasse. Desta "reconciliação" nasceu a síntese moderna, base conceptual de todos os avanços e da biologia e biomedicina desde então.
Todos os mamíferos que habitam hoje a terra descendem de uma espécie que viveu há 100 M.a. e que entretanto se extinguiu. É óbvio que o Homem ‘e muito diferente de um morcego ou uma baleia, pois ao longo de uma imensidão de anos , os descendente do "avô" dos mamíferos modificaram-se muito e foram-se separando em diversos troncos de uma enorme arvore genealógica. Porém, também há semelhanças. O esqueleto humano tem uma estrutura semelhante à destes animais, mesmo que à primeira vista não pareça. Alem disso, se o antepassado comum de duas espécies viveu à relativamente pouco tempo, em milhares de anos, essas espécies são mais parecidas. Assim o humano é muito parecido ao chimpanzé do que ao do morcego (o antepassado comum dos humanos e dos chimpanzés viveu à cerca de 7 M.a.) .
Mas como nasceu a vida na terra? A esta pergunta, os cientistas ainda não conseguem dar uma resposta, mas já sabem que existem organismos vivos quase desde que a Terra se formou, através do estudo de fosseis que comprovam esta teoria. Os registos fosseis são também uma prova da evolução. Para reconstruir a grande arvore da vida na Terra, existe outra ajuda preciosa, as analises de ADN, e com base nestas , foi possível descobrir que os chimpanzés eram os seres mais parecidos connosco. Graças á tecnologia mais avançada, os cientistas já decifraram o ADN de mais de 180 especies, incluindo a humana. Essa informação permite-nos saber muito mais acerca de onde vivemos, assim como constatar que Darwin tinha razão.
Impacto da teoria
Talvez a proposta mais radical da teoria de Darwin da evolução por seleção natural seja que "formas elaboradamente construídas, tão diferentes umas das outras, e interdependentes de uma forma tão complexa" evoluíram a partir das formas mais simples de vida por uns poucos princípios simples. Essa proposta fundamental embora tenha inspirado alguns dos defensores, provocou a mais profunda oposição pois, por exemplo, como a seleção natural não necessita de nenhuma intervenção divina , provoca a reação de diversos grupos religiosos, tendo-se destacado Samuel Wilberforce, bispo anglicano de Oxford.
16 February
Telemoveis afectam as células
Uma investigação publicada na revista "New Scientist" partiu da análise à exposição de células humanas e de ratos à radiação electromagnética emitida em frequência semelhante à de um telemóvel mas a um décimo de sua potência.
Após cinco minutos, os cientistas observaram sinais da enzima ERK1/2, que estimula a divisão celular. Ora, conforme explicam, a divisão celular é um processo que ocorre naturalmente quando há crescimento ou renovação dos tecidos. Mas também pode provocar cancro.
Refira-se que o cancro se desenvolve quando o organismo não consegue interromper ou prevenir a reprodução excessiva das células, provocando o aparecimento do tumor.
Os investigadores salientam que uma das grandes descobertas do estudo foi ter observado que a divisão celular não foi provocada pelo aquecimento da região submetida à radiação electromagnética.
«É importante salientar as células não ficaram inertes diante de radiações não-térmicas. Nós usámos níveis de radiação cerca de um décimo mais fracos dos produzidos por um telemóvel normal e as mudanças observadas claramente não foram causadas pelo aquecimento», explicou o chefe da pesquisa, Rony Seger, investigador do departamento de oncologia do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel.
Pesquisas anteriores sugeriram que o aquecimento do telemóvel, durante a utilização, poderia aumentar os riscos de cancro.
15 February
Fungi, um reino à parte
Fungos
Os fungos são um grupo de organismos, na sua maioria pluricelulares, formados por células eucariotas. Absorvem os alimentos do meio em que vivem e digerem-nos, ou seja, são heterotróficos. São imóveis e de pequenas dimensões. As suas células são revestidas externamente por uma substância chamada quitina, que também se encontra em alguns animais. Reproduzem-se por meio de esporos, células isoladas que, ao germinar, dão origem a um novo fungo. A incapacidade de os fungos se descolarem fez com que, durante muitos anos, fossem considerados como vegetais; no entanto, actualmente constituem um reino próprio, o reino Fungi. Os mais conhecidos são os bolores (bolores do pão, das frutas) e os cogumelos (champignons, míscaros). Muitos cogumelos são comestíveis e muito apreciados, mas também existem espécies venenosas que, quando ingeridas, causam intixicações que podem ser mortais.
Como vivem os fungos?
Os fungos retiram os alimentos do meio em que vivem. Primeiro, digerem-nos no exterior do seu corpo e depois absorvem-nos, através das hifas (filamentos microscópicos). Na sua maioria, os fungos são saprófitos, isto é, vivem dos restos de outros organismos que se acumulam no solo das florestas e outros materiais de natureza orgânica (pão, líquidos açucarados). Alguns fungos são parasitas do homem, dos animais ou dos vegetais. Outros são simbióticos e vivem intimamente relacionados com certas algas, constituindo os líquenes.
Grupos dos fungos:
Os zigomicetes:
Os zigomicetes são um grupo de fungos cujas hifas, constituídas por célula que não estão separedas por tabiques, formam um micélio de aspecto aveludado. Os esporos são geralmente produzidos em grandes quantidades em esporângios designados por conídios. A maioria dos zigomicetes são saprófitos e são conhecidos como bolores (Rhizopus nigricans, bolor negro do pão). Também existem zigomicetes parasitas, como o míldio da videira, que causa grandes estragos nas vinhas.

Os basidiomicetes:
Os fungos deste grupo apresentam as hifas tabicadas e são,na sua maioria, saprófitos.
Reproduzem-se por meio de esporângios que se designam por basídios. Estes formam-se na parte inferior do chapéu dos cogumelos, nas suas estruturas reprodutoras. São o grupo de fungos mais conhecido, dada a importância que têm na alimentação humana. Alguns cogumelos, como, por exemplo, os champignons, são cultivados e produzidos em grandes quantidades.

Os ascomicetes:
Os ascomicetes apresentam, igualmente, hifas septadas (com tabiques); pertencem a este grupo as trufas e os bolores das frutas e do queijo. Reproduzem-se por meio de esporos que se formam em esporangios em forma se saco, os ascos. Alguns ascomicetes são de grande utilidade para o homem como, por exemplo, os do género Penillium, dos quais se extrai a penicilina, um importante antibióticos.
Outras espécies de ascomicetes são capazes de provocar doenças em animais e vegetais (micoses), difíceis de erradicar. É o grupo de fungos mais amplo e diversificado.

Fontes:
Ana Sofia Nº2 Turma:10ºB
13 February
ADN
O que é o ADN (ácido desoxirribonucleico)
ADN é um polímero de nucleótidos, cada um destes é constituído por uma base azotada (adenina, guanina, citosina e timina), uma pentose e um grupo fosfato, que lhe conferem características ácidas.

Se tentarmos localizar o ADN, veremos que "mora" dentro do nosso corpo, e não se concentra numa parte específica, mas distribuído entre as células. Curiosamente, existem cerca de um milhão de biliões de células e, com algumas excepções, cada uma dessas células contém uma cópia completa do ADN do corpo.
Função do ADN
As moléculas de ADN multiplicam-se, o que significa que elas fazem cópias de si mesmas. Pode-se dizer que é como a função de uma fábrica modelo, com qualidade cem por cento, onde os planos do ADN são copiados praticamente sem erros. De acordo com esses planos, para que um corpo seja "construído", não basta que ele se multiplique. É preciso fazer uma supervisão indirecta da fabricação de um tipo diferente de molécula, a proteína.
Esta é a primeira pequena etapa, uma vez que as proteínas constituem grande parte da estrutura de um corpo e, além disso, controlam os processos químicos dentro da célula, ligando-os e desligando-os no momento e no lugar certo.
Usos e Descobertas sobre o ADN

A partir das pesquisas sobre o ADN, os cientistas podem hoje manipular os genes directamente, sob formas cada vez mais sofisticadas. É possível extrair o ADN de uma gota de sangue, de um fio de cabelo ou de um osso, separá-lo em fragmentos que contenham alguns genes, que podem ser mil vezes multiplicados até se produzir uma quantidade de ADN que seja suficiente para a identificação. Sendo possível determinar, com grande probabilidade de êxito, o parentesco biológico. Esta determinação baseia-se na passagem de informação genética de uma geração para outra. Por outro lado, uma espécie pode receber genes de um ser vivo de outra espécie e, assim, começa a produzir substâncias novas, a partir do gene recebido.
Os estudos do ADN já levaram à técnica da clonagem, inclusive de bactérias e vírus.
Actualmente, o que mais chama a atenção é um projecto internacional, em que vários cientistas juntam esforços e trocam pesquisas com o objectivo de traçar o "mapa" do organismo humano. O esperado é que se possa detectar, através da decifração dos códigos do ADN, todas as possíveis doenças que o homem possa ter e eliminá-las.
Curiosidade: ADN localiza europeus
Um estudo publicado pela Nature sugere que o ADN permitirá identificar a origem geográfica. O estudo envolveu informação genética de 3200 europeus, consistindo na análise de 500 mil variações na sequência do código. Quando a informação foi simplificada, surgiram núcleos de indivíduos com estruturas semelhantes e estes núcleos dispunham-se de maneira a ser visível a geografia da Europa. Nos países com mais dados, foi possível colocar metade dos indivíduos a uma distância de 300km da origem geográfica declarada. E 90% a 700km. Neste estudo foram excluídas as pessoas que tinham avós de diferentes países.

Na prática, o código biológico reflecte-se na forma como os seres humanos diferem entre si, de modo que cada ser humano é uma pessoa única.
Fonte: http//boasaude.uol.com/
Dalila Romão nº6 10ºB
12 February
Darwin faz hoje 200 anos!
Charles Darwin nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1809. A Fundação Gulbenkian comemora os 200 anos, e os 150 da edição do livro "A Origem das Espécies". Até 24 de Maio no Museu Gulbenkian, em Lisboa. |
"A Evolução de Darwin" explica não só a teoria de Darwin mas também as suas implicações na medicina e na biologia, e noutras ciências contemporâneas. A exposição inclui elementos de "Darwin", uma mostra organizada pelo American Museum of Natural History. Paralelamente também estão previstas outras actividades como colóquios, programas educativos e a promoção da discussão no blog da exposição.
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