16 June
Stress
A epidemia do século XXI
Não sendo um fenómeno exclusivo das sociedades modernas, até porque a todos afecta, é nestas que o stress é mais discutido. Há o stress provocado pelo ritmo da vida moderna, o stress da guerra e da insegurança, o stress do isolamento, o stress do trabalho...
De uma forma genérica, podemos definir este problema como sendo uma resposta do organismo a um esforço físico, psicológico e/ou emocional.
A palavra stress deriva do inglês e refere-se à tensão a que os metais são submetidos para comprovar a sua resistência. Em 1950, um médico comparou esse processo a que se submetiam os metais com a prova de resistência que a sociedade realiza com as pessoas. Considerou que, em determinados momentos de tensão, o stress é um mecanismo que mobiliza todas as reservas do organismo humano, de forma a proporcionar as energias extras de que necessitamos para enfrentar as dificuldades a que estamos sujeitos. O stress não é uma palavra negativa e, mesmo que o termo seja relativamente moderno, o conceito que encerra é tão velho como a existência do Homem na Terra. Sempre existiram mecanismos de defesa contra os problemas ou dificuldades da vida. É a capacidade do indivíduo reagir a certas agressões que faz com que o stress seja algo positivo (um estímulo que incita o indivíduo a superar os vários desafios com que se depara) ou negativo (quando se encontra numa "encruzilhada" e o seu organismo bloqueia, ao sentir-se ameaçado).
A predisposição para o stress é frequente em pessoas que:
- fazem demasiadas coisas em simultâneo;
- sobrecarregam-se de trabalho;
- vivem com uma impressão irónica de urgência;
- comprometem-se com prazos impossíveis de cumprir;
- ficam demasiado impacientes perante atrasos ou interrupções;
- não toleram erros (seus e das pessoas que os rodeiam);
- têm demasiadas exigências familiares;
- são perfeccionistas;
- vivem em constante insegurança;
- vivem com medo de fracassar ou decepcionar os outros.
Causas da doença
Quando atravessamos momentos críticos, o nosso organismo prepara-se para o esforço em poucos segundos e toda a energia disponível acumula-se para poder ser utilizada no momento certo.
Existem células localizadas no hipotálamo capazes de detectar este fenómeno. Estas, quando estimuladas, levam a uma maior libertação da hormona ACTH pela hipófise, a qual é lançada na corrente sanguínea, indo atingir as células-alvo, as células das glândulas supra-renais, que passam a produzir e injectar adrenalina e noradrenalina no sangue. O coração começa a bater mais depressa, aumentando o fluxo sanguíneo, porque há uma maior necessidade de oxigénio. As pupilas dilatam-se, para aumentar a capacidade de percepção. A adrenalina mobiliza o fígado, para que se aproveitem as suas reservas de glicose e a tensão sanguínea aumenta. As reservas de açúcar passam para os músculos, tonificando-os. O pensamento fica bloqueado. Toda a energia disponível se concentra para fazer frente ao perigo.
Sempre que a pessoa se excita, este processo volta a desencadear-se. O problema surge quando existem demasiados estímulos, quando este processo tem de ser desencadeado com demasiada frequência e, em contrapartida, o esforço físico não se realiza e não há dispêndio de energia.
Em suma, podemos dizer que o nosso corpo acaba por se "queixar", porque não conseguimos utilizar a energia que ele disponibilizou.

Fig. 2 - mecanismo originário do stress
Sintomas
O stress, e como outra qualquer doença, apresenta uma série de sintomas associados que, quando tidos em conta, permitem o seu tratamento ainda numa fase inicial e que envolve, assim, menos problemas. Destes sintomas podemos destacar:
- Doenças psicossomáticas, como dores de cabeça ou cefaleias, sensações de vertigem, prisão de ventre ou diarreia, taquicardias e contracções musculares;
- Disfunções do sistema hormonal;
- Estados de irritabilidade, nervosismo, com repentinas alterações de humor, impaciência e insatisfação pessoal, atitudes irascíveis, agressividade, abatimento e falta de incentivo;
- Cansaço físico, do qual não se recupera mesmo após uma boa noite de sono, fadiga permanente, dificuldade na conciliação do sono, esgotamento.
É de salientar que embora todos estes sintomas podem ser indicadores do desenvolvimento de stress, é recomendável consultar o médico para verificar se eles não correspondem a outra doença.


Fig. 3 e 4 - situações ilustrórias de pessoas que sofrem de stress
O stress "arrasta" ainda consigo uma série de consequências desagradáveis:
- aumenta o ritmo cardíaco, pressão sanguínea e adrenalina, o que conduz a uma vasoconstrição das artérias e veias;
- daí resulta um pobre fornecimento de oxigénio às células, o que leva à produção e acumulação de ácido láctico nas células musculares e a uma diminuição do tónus muscular, assim como a um decréscimo do raciocínio, tornando-o errático e aumentando a fadiga e a ansiedade;
- a tensão nervosa aumenta e com ela a irritabilidade que vai gerar ainda mais "stress".
Para conhecer os 10 mandamentos a ter em conta para a prevenção do stress, consulte o seguinte site:
http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/indexpage.asp?headingID=4457 (informação em português)
Pedro Faustino
nº21 10ºB
14 June
Doenças neurológicas
De todo o corpo é o órgão que tem sido mais intrigante ao longo do tempo, inacessível, complexo, detentor da personalidade, centro do conhecimento, ou máquina funcional – é o cérebro humano.
O cérebro humano é constituído por cerca de 100 mil milhões de neurónios que comunicam entre si através das sinapses, para a execução das mais diversas actividades.
1.- Cérebro Humano
Comunicação entre neurónios pode ser a chave do segredo de algumas doenças
Em Portugal, é no Edifício Egas Moniz onde está instalado o Instituído de Medicina Molecular, que cientistas da Unidade de Neurociências estudam os mecanismos envolvidos na comunicação entre neurónios com recurso à electrofisiologia. Uma área de investigação que pode levar a uma melhor compreensão das doenças neurológicas.
Segundo um investigador da Universidade Neurociências é ao nível das sinapses que se desencadeiam algumas doenças neurológicas. Sendo neste local, onde se pode intervir para melhorar o que se passa nas várias situações, como por exemplo a epilepsia, a doenças de Parkinson, a doença de Alzheimer… Estas situações são consideradas doenças que envolvem sobretudo modificações da actividade sináptica.
O investigador utiliza em laboratório células do cérebro de um ratinho, as quais são metidas vivas em ambientes semelhantes às existentes no corpo, de modo a poderem ser utilizadas em experiencias de electrofisiologia. Os cientistas colocam um eléctrodo numa dessas células vivas, que está a funcionar, a qual, lhe permite ver como ocorre a transmissão sináptica e depois como pode variar a frequência da activação da sinapse, tal como ocorre no cérebro humano.
Através de uma simulação da estimulação da frequência é possível perceber a actividade sináptica, ou seja, com o aumento ou com a diminuição das frequências conseguem-se compreender como se comportam as ligações entre os neurónios nas várias situações como por exemplo, na retenção e na perda da informação.
Assim, quando se realizou simulações de longa duração pretendendo-se que as sinapses com baixa frequência ficassem quase inactivas, foi possível concluir que na prática não iriam reter informação. Com esta simulação gera-se um fenómeno que se designa por potenciação das sinapses do qual a formação da memória está dependente. Assim, torna-se indispensável ter esta activação desta potenciação de longa duração que não permite ao cérebro reter toda a informação no entanto ainda retém alguma que é preciso esquecer.
Para além da situação abordada anteriormente este investigador também utiliza técnicas que possibilitou ver determinados movimentos em virtude da activação de neurotransmissores (que actuam neste região), daí o interesse pela questão genética da comunicação das sinapses. É através destas técnicas, que os especialistas testam ainda fármacos como factores neurotroficos para compreender como actuam ao nível das células cerebrais, em casos como a doenças de Alzheimer ou e de Parkinson.
Este cientista ainda descobriu que activando outras moléculas podiam fazer com que os receptores, ou outros factores que estão silenciosos no cérebro despertassem a sua actividade e actuassem ao nível das sinapses. Sendo importante para determinadas circunstâncias em que haja por exemplo défices, por exemplo, de lesões ou situações desse tipo, seja possível promover a sua activação através de outras moléculas que disparam estes, que fazem com que estes que são silenciosos se tornem activos.


2.- Neurónio- Sinapse
Entrar na complexa rede de células que constitui o cérebro é a única via para desvendar os segredos que esconde, e desta forma poder actuar nas situações de doenças como sejam, as neurológicas.
Sílvia Serrano nº24
10ºB
13.06.2009
31 May
Transporte Clandestino

Todos os seres vivos têm necessidade de efectuar trocas de substâncias com o meio envolvente, sendo esta a condição fundamental para a manutenção da vida.
Nos animais, as células precisam de receber oxigénio e nutrientes e de eliminar dióxido de carbono juntamente com outros produtos de excreção resultantes do metabolismo.
A forma mais eficaz de estas substâncias atravessarem a membrana celular é sob a forma dissolvida; para isto as células têm de ser banhadas por um meio líquido.
Nos animais mais simples não há um sistema de transporte especializado, como no caso da hidra, em que como só é constituída por duas camadas de células em contacto directo com o meio envolvente, as substâncias necessárias à actividade celular difundem-se directamente do meio para a cavidade gastrovascular e daí para as células; os produtos de excreção que resultam do metabolismo são lançados directamente no meio.
Contudo, mesmo em casos de animais um pouco mais desenvolvidos como os Platelmintes, o transporte das substâncias necessárias à actividade celular faz-se sem a intervenção de um sistema de transporte especializado, como no caso da Ténia.

Ténia ou Bicha-solitária é o nome comum que se dá a uma espécie de parasitas (platelmintes) que se hospeda no intestino dos animais vertebrados (incluindo o homem), podendo atingir os 10 metros de comprimento. As Ténias possuem o corpo segmentado, composto por anéis, chamados proglótides ou proglotes.

A Taenia solium e a Taenia saginata são as mais conhecidas, por na fase adulta, parasitarem o intestino delgado do homem (hospedeiro definitivo); os seus hospedeiros intermediários são o porco, no caso da Taenia solium, o boi no caso da Taenia saginata e os peixes no caso do Diphyllobothrium latum (menos conhecida).
A Taenia solium adulta vive no lúmen do intestino delgado do homem. O homem que possui teníase (ou solitária – nome comum), nome que é dado à doença causada pela presença deste animal no intestino, liberta cerca de 40.000 ovos fecundados por cada anel expulso pelas fezes. Estes ovos contêm embriões denominados de oncosferas. O porco por exemplo, hospedeiro intermediário, ingere os ovos que, ao chegarem no intestino, libertam a oncosfera; esta atravessa a mucosa digestiva, alcança a corrente sanguínea e aloja-se em vários tecidos ou órgãos do animal. Nestes locais, evolui para um estado larval, chamado cisticerco. O homem torna-se hospedeiro definitivo do animal quando ingere carne de porco crua ou mal cozida contendo cisticercos, assim, após a infecção do lúmen do intestino, passa a apresentar uma doença conhecida como Teníase.
Ao ingerir ovos da ténia em vez de cisticercos ao consumir carne crua ou mal-cozida de suíno, o homem passa a ser hospedeiro intermediário. Quando os ovos sofrem maturação e tornam-se cisticercos no organismo humano, podem causar deficiência visual, fraqueza muscular e/ou epilepsia, dependendo do local onde se alojam, neste caso a doença é chamada de cisticercose e é mais grave que a teníase que em casos extremos pode mesmo levar à morte. Nalguns países o hábito de fertilizar o solo com fezes humanas aumenta muito o risco de contaminação. Também pode ocorrer por infecção fecal oral como em determinadas praticas sexuais.
Há também a Taenia saginata, cujos hospedeiros intermediários são os bovinos, que se infectam através da ingestão dos ovos deste parasita, eliminados nas fezes do homem. No caso da Taenia saginata o homem pode ser apenas hospedeiro definitivo.
No caso da Diphyllobothrium latum os hospedeiros intermediários são os peixes de água doce. Nos peixes, este tipo de ténias fixam-se de forma semelhante às outras ténias. Os seres humanos são infectados se consumirem peixes de água doce crus ou mal-passados que contenham a ténia.
Ciclo de vida
Reprodução
As ténias são seres que se reproduzem de forma sexuada; são hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos presentes num mesmo indivíduo. Não há machos nem fêmeas, e cada proglótide colabora com óvulos e com espermatozóides, ocorrendo então a fecundação no interior de cada proglótide. Ocorre um fenómeno interessante em cada proglótide: o aparelho reprodutor masculino forma-se antes do feminino. Após a fecundação o aparelho masculino involui, desaparecendo por completo, deixando todo o espaço no interior do proglótide para a formação e maturação dos ovos. Este fenómeno é chamado de protandria.
Prevenção
A prevenção da infecção por ténia é feita pelos órgãos de saúde pública por meio da melhoria da higiene e controle da alimentação de suínos e bovinos e inspecção das carcaças de animais abatidos para consumo. A prevenção pessoal passa pelo consumo de carne de porco e de vaca exclusivamente bem cozidas ("bem passada"
. O presunto e outros derivados não cozidos são alimentos de especial risco.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Platyhelminthes
Classe: Cestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Taeniidae
Gênero: Taenia
19 May
Se os gelos do Oeste da Antárctida derreterem, os mares não subirão tanto quanto se pensava
Estudo realizado na passada semana dia 14 de Maio, universidade de Bristol, no Reino Unido, publicado na revista “Science”, diz nos que derretimento da calote glaciar no ocidente da Antárctida fará subir o nível das águas do mar de uma forma menos espectacular do que se pensou até aqui, mas terá no entanto um efeito dramático.
Através de novas medições da geometria dos gelos desta zona da Antárctida, os investigadores britânicos e holandeses concluíram que, quando desaparecer, a elevação do nível dos oceanos será de 3,2 metros, e não de cinco a sete metros, como previam estudos anteriores.
No entanto, mesmo o aumento de um metro no nível dos oceanos será suficientemente importante para afectar o campo de gravidade terrestre no hemisfério sul e modificar a rotação do planeta. Essa mudança levará a uma acumulação de água oceânica no hemisfério norte e poderá traduzir-se em diferenças importantes no nível dos diferentes oceanos, com a elevação mais acentuada a atingir as costas Este e Oeste dos Estados Unidos.
“Mesmo que os glaciares no Oeste da Antárctida não contribuam senão para uma elevação de um metro do nível dos oceanos, distribuída por vários anos, o nível dos mares na costa norte-americana conhecerá uma elevação 25 por cento superior à média”, explicou à AFP o principal autor do estudo, Jonathan Bamber, da universidade de Bristol. Isso significa que cidades como Nova Iorque, Washington ou São Francisco serão atingidas.
Os investigadores não sabem a que velocidade é que os gelos poderão desaparecer. Mas se afundar a um ritmo constante ao longo dos próximos 500 anos, o nível dos oceanos aumentará 6,5 milímetros por ano, o que é duas vezes mais rápido do que o ritmo actual.
“Cerca de 17 milhões de pessoas no Bangladesh ficarão desalojadas por um aumento do nível dos oceanos de 1,5 metros”, disse à Reuters Jonathan Bamber. “As consequências para o planeta e para a estabilidade da sociedade como um todo de um aumento de um ou dois metros [no nível das águas] são muito, muito sérias”.
Diogo Gomes Ventura
nº26 10ºB2
07 March
Salada de fruta

Podemos definir a “Biodiversidade” como o conjunto das diferentes formas de vida que existem no Planeta como um todo, ou numa região em particular.
A grande preocupação que já existe hoje em dia é a de que o ser humano esteja a provocar o desaparecimento de várias espécies num curto espaço de tempo, o que poderá conduzir à redução drástica dessa biodiversidade. Esse desaparecimento de espécies deve-se à prática intensiva da agricultura, às alterações climáticas, à poluição,à destruição de habitats por construção de barragens, pela crescente urbanização, pela destruição das florestas, e a outros factores humanos.
Mas porque é que é assim tão importante preservar a biodiversidade ?
Actualmente razões de várias ordens estão na base deste princípio mundialmente aceite – o princípio da preservação:
- Motivos éticos, pois o ser humano tem o dever moral de proteger outras formas de vida, como espécie dominante no Planeta;
- Motivos estéticos, uma vez que as pessoas apreciam a natureza e gostam de ver animais e plantas no seu estado selvagem;
- Motivos económicos; a diminuição de espécies pode prejudicar actividades já existentes (pesca de uma espécie com elevado valor comercial que está a desaparecer, como o Tamboril e a Lampreia). Pode aindada economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos; comprometer a sua utilização futura (ex. para produção de medicamentos). Não podemos esquecer que pelo menos 40%
- Motivos funcionais da natureza, dado que a redução da biodiversidade leva a perdas ambientais. Isto acontece porque as espécies estão interligadas por mecanismos naturais com importantes funções (ecossistemas), como a regulação do clima; purificação do ar; protecção dos solos e das bacias hidrográficas contra a erosão; controlo de pragas; etc.
As principais causas para a extinção das espécies são as profundas alterações climáticas, ou mesmo a destruição dos habitats. A destruição dos habitats tem-se intensificado, principalmente, devido à crescente erosão e desertificação dos solos; ao sobre pastoreio; à poluição da água; do solo e da atmosfera por substâncias químicas provenientes da indústria e da agricultuta intensiva; aos derrames de crude e de outros poluentes nos mares; ao consumo de alguns animais e plantas e à introdução de espécies exóticas pelo Homem.
A tomada de conciência do risco de extinção de espécies tem levado vários países a criarem áreas protegidas, que pretendem manter as diferentes espécies e ecossistemas, relativamente livres da acção do homem, permitindo assim a conservação de um património natural rico em diversidade (tanto a nível de fauna como a nível de flora) para as gerações actuais e futuras.
Reserva natural é “uma área destinada à protecção da flora e da fauna”. As reservas integrais são zonas de protecção integral demarcadas no interior de Áreas Protegidas “destinadas a manter os processos naturais em estado imperturbável” enquanto as reservas marinhas constituem áreas demarcadas nas Áreas Protegidas que abrangem meio marinho destinadas a assegurar a biodiversidade marinha.
O que é uma micro-reserva?
Por todo o território nacional, existem elementos do património natural descontínuos e com pequenas áreas de ocupação, como por exemplo, comunidades de leitos de cheia, escarpas litorais, afloramentos com flora especializada, grutas com morcegos e invertebrados troglóbias, charcas temporárias essenciais à preservação dos anfíbios ou pequenos bosques. A maior ameaça à persistência destes valores é a ignorância: com frequência são devassados ou destruídos porque simplesmente não se sabe que existem ou os decisores não têm consciência da sua relevância para a conservação! Tendo estes espaços, na sua grande maioria, singular importância para a conservação e, não existindo uma figura legal apropriada à gestão destes espaços, o conceito de “micro-reserva” surge como uma ferramenta essencial à preservação de espécies e habitats.
As micro-reservas são pequenas áreas protegidas, raramente com mais de 20 hectares. Têm obrigatoriamente que possuir um plano de gestão e uma definição clara do domínio útil da propriedade;
e têm como principal objectivo a preservação de habitats naturais e semi-naturais, bem como de espécies da flora, invertebrados e pequenos vertebrados considerados raros, ameaçados ou em perigo de extinção. Têm também uma função importante em investigação científica e em educação ambiental.
- A diversidade é a principal característica da vida. Acompanhando a diversidade a diversidade da vida verifica-se uma surpreendente unidade, sobretudo nos níveis mais baixos de organização biológica; assim, esta unidade na diversidade está assente nas ligações evolutivas entre todos os organismos.

A DIVERSIDADE É A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DA VIDA, CONTRIBUI PARA A SUA PRESERVAÇÃO
01 March
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A genética é o campo da biologia que estuda a natureza química do material hereditário, isto é, o mecanismo de transferência das informações contidas nos genes, compartilhados de geração em geração.
A doença genética é causada por anomalias genéticas numa pessoa. Algumas destas doenças são causadas devido a uma mutação no interior dos genes (isto é, à modificação da sequência dos nucleótidos do DNA de um gene), à ausência ou presença de um cromossoma inteiro, aberrações cromossómicas (isto é, desvios estruturais ou numéricos da norma que afectam os genes), ou até mesmo devido à extensão do gene anormal comprimento.
Devido à sua raridade, gravidade e diversidade, as doenças genéticas constituem um importante problema de saúde pública, no entanto ainda não é algo reconhecido socialmente. Estima-se que cerca de 5 por cento da população europeia esteja afectada por uma doença genética o que, em Portugal, significa mais de 500 mil pessoas.
Doenças genéticas e proteína defeituosa
Há milhares de genes que estão dispostos estrategicamente nos cromossomas, executando um papel muito complexo no interior dos organismos vivos. No entanto, ainda muitas das suas funções na célula estão a ser decifradas pelos cientistas. Uma importante função dos genes é transportar as mensagens que são convertidas em proteínas celulares, em que cada uma destas mensagens é usada para constituir um tipo específico de proteínas.
A exactidão de uma proteína que é formada na célula é totalmente dependente da mensagem ou conteúdo de DNA presentes no interior do gene. Este processo baseia-se na transformação da linguagem codificada do DNA (sequência de aminoácidos) para a linguagem da proteínas (sequência de aminoácidos). Se ocorrer alguma falha nesta transformação, resulta uma proteína defeituosa. Síntese de uma proteína defeituosa geralmente ocorre quando o gene que codifica a proteína carrega uma única ou mais do que uma mutação no seu DNA. As proteínas defeituosas comportam se de uma forma totalmente diferente daquelas proteínas sintetizadas por genes normais, conduzindo assim a disfunções celulares. Doenças que ocorrem como resultado de genes mutantes e de síntese proteica defeituosa forma um determinado tipo de doenças genéticas.
Algumas importantes alterações genéticas que ocorrem como resultado da falha das proteínas incluem a fibrose cística, distrofia muscular e a doença de Huntington. Também existe doenças em que acontecem mais do que uma mutação, resultando em síntese de proteína defeituosa. O exemplo mais notável é a doença de Alzheimer, que resulta de mutações no gene apoE.
Embora a ciência médica tem feito tanto avanço, não há meio de prevenir a ocorrência de doenças genéticas. No entanto, estudos já estão a ser feitos relativamente à terapia genética, que consiste em evitar ou tratar doenças através da interferência directa no código genético (DNA) contido nas células. É a medicina molecular, uma metodologia extremamente nova, e ainda polémica, por não ter apresentado resultados consistentes até agora, apesar dos enormes investimentos feitos em pesquisa e em desenvolvimento. Mas ninguém dúvida que ela seja o futuro da medicina, a vitória contra muitas doenças.
Fig1.- A motivação genética: a molécula de DNA
Gene – é um segmento de um molécula de DNA que contém a informação sobre um a determinada característica.
Sílvia Serrano nº24 10ºB
28 February
Biodiversidade - O caso do Salgueiro Africano
Biodiversidade: Variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas. (in Decreto n.º21/93 de 21 de Junho que ratifica a Convenção da Biodiversidade)
Perda de biodiversidade
Hoje em dia, as espécies estão a desaparecer 100 a 1.000 vezes mais rapidamente do que seria o normal em épocas anteriores à existência do homem na Terra. Para cada 10.000 espécies que se extinguem, somente uma nova espécie chega a evoluir, portanto, a velocidade de perda de biodiversidade actual supera largamente a velocidade com que a natureza consegue efectuar uma compensação e adaptar-se. As alterações climáticas, a destruição de habitats, a sobre-exploração e a introdução de espécies exóticas e invasoras são os principais factores que provocam a perda de biodiversidade são também todos exclusivamente provocados pelo homem.
Para que serve a biodiversidade?
- A biodiversidade é fonte de alimento. A variedade permite às espécies cultivadas serem resistentes ás doenças e pragas.
-A biodiversidade é fonte de medicamentos.
-A biodiversidade é fonte de matérias primas para actividades básicas e para a indústria.
- A biodiversidade contém agentes despoluidores.
- A biodiversidade regula o ciclo hidrológico.
- A biodiversidade evita a erosão do solo.
- A biodiversidade regula o clima.
-A biodiversidade impede catástrofes.
- A biodiversidade contêm os ecossistemas mais produtivos.
Podemos concluir que a biodiversidade não é um luxo, é uma necessidade e dela depende a nossa sobrevivência.

Um exemplo da importância da biodiversidade é o seguinte:
Em África, nos últimos doze anos, 52,6 milhões de hectares de floresta foram convertidos em deserto a um ritmo mais rápido do que em qualquer outro ponto do Planeta.
A desertificação, que afecta 46% do continente e 485 milhões de seus habitantes, leva à desestabilização das bacias hidrográficas e do clima, e às consequentes secas e inundações.
É de notar que as florestas desempenham um importante papel como sorvedouros de dióxido de carbono, e portanto a sua destruição leva ao aumento do efeito de estufa.
A avidez de lucros rápidos promove a desertificação à custa da exploração desmedida dos recursos naturais de África, com consequências catastróficas para a imensa biodiversidade.
A biodiversidade, a qual sustenta a estabilidade da vida na Terra, é também fonte de produção de medicamentos, alimentos e outros produtos – são recursos biológicos.
O salgueiro africano
Foi recentemente descoberta em África uma árvore, que aparentemente, nada tinha de especial; era ordinária. A partir desta árvore foi no entanto descoberto um novo tratamento para o cancro.
Este novo tratamento, que combina um novo medicamento - Combretastatina (CA4P) - obtido a partir do tronco de um salgueiro africano, com uma forma sofisticada de radioterapia, produziu resultados surpreendentes nos testes de laboratório. O tratamento combinado destruiu tumores cancerosos em 85% dos ratos submetidos aos testes. E os animais continuaram sem apresentar qualquer sintoma de cancro nove meses depois da interrupção do tratamento.
Agora, os pesquisadores da Fundação da Pesquisa contra o Cancro do Laboratório Gray e do Hospital Royal Free, responsáveis pelo estudo, querem dar início aos testes com seres humanos. A droga funciona pela destruição dos vasos sanguíneos responsáveis pelo abastecimento de nutrientes vitais aos tumores, sem causar qualquer dano nos tecidos saudáveis, o que é inédito. A destruição dos tumores é complementada pela acção de radiação.
Basicamente, o medicamento ataca o tumor de dentro para fora, e por sua vez a radioterapia faz o ataque de fora para dentro. Isoladamente nenhum dos dois tratamentos seria capaz de destruir todas as células cancerosas, combinados, porém, são uma ofensiva poderosa que os cientistas acreditam ser capaz de produzir uma "cura de longo prazo."
Os estudos foram liderados pelo professor Richard Begent, chefe do departamento de oncologia do Hospital Royal Free. O doutor Leslie Walker, diretor de Informações da Campanha de Pesquisa contra o Câncer afirmou: "Este é mais um passo no desenvolvimento de um medicamento para a cura do cancro." "Isto só confirma o que já vínhamos insistindo, que o futuro da terapia contra o cancro está nos tratamentos que atacam diretamente os tumores sem destruir os tecidos saudáveis". O doutor Walker disse ainda que além de ser um tratamento eficaz, a terapia combinada deve reduzir enormemente os efeitos colaterais para os pacientes.
Para os próximos testes, os pesquisadores deverão convocar cerca de 200 pacientes portadores de diferentes tipos de .
O exemplo deste espantoso salgueiro é um entre muitos. A Natureza é muito complexa e em muitos casos, organismos considerados vulgares ou até dispensáveis contêm códigos genéticos únicos que poderão ser valiosíssimos.
Ao estarmos a atacar deste modo a biodiversidade, estamos a destruir organismos com potencialidades enormes que desconhecemos por completo!
Até onde o homem levará o seu descuido em relação à natureza, não pensando em mais nada sem ser os lucros imediatos? E quais serão os custos deste modo de agir? Certamente, muito maiores do que os inicialmente previstos; talvez até nunca seja possível descobrir a imensa perda provocámos, não só à biodiversidade, mas a nós próprios.
Rita Pereira nº 22 10ºB
27 February
Já é possível converter os tipos de sangue "A", "B" e "AB" em sangue do tipo "O", o tipo de sangue universal.
Há 25 anos que os cientistas prosseguem o esforço de conseguir converter sangues tipo A, B e AB em sangue universal que possa ser administrado em todas as pessoas.
De momento, uma equipa internacional de investigadores conseguiu transformar o sangue “A”, “B” e “AB” em sangue “O”. O princípio da transformação de todos os glóbulos vermelhos em sangue universal assenta na remoção de antigenes presentes do sangue tipo A, B e AB, transformando-o no tipo universal ‘O’.·
Basicamente, o sistema de tipo de sangues ABO assenta na presença ou ausência dos antigenes com base nos açúcares ‘A’ e ‘B’ presentes nos glóbulos vermelhos, sendo que o sangue ‘O’ não apresenta estes antigenes e, por isso, pode ser administrado a qualquer pessoa, sendo que o inverso não se verifica.
Apesar de já se ter conseguido transformar o tipo de sangue “B” em “O”, não demonstrava eficácia para grandes quantidades de sangue.
Desde então os cientistas têm procurado enzimas capazes de realizar a tarefa de extracção dos antigenes dos tipos de sangue A e B e, uma equipa internacional de cientistas, liderada por Henrik Clausen, da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, foi agora bem sucedida ao descobrir que enzimas de uma bactéria especifica são capazes de remover os antigenes A e B, transformando todo o potencial sangue para transfusão em universal.
Os cientistas estão agora a testar esta nova tecnologia enzimática em testes clínicos iniciais e dizem que poderá vir a ser comercializada em poucos anos.
A confirmar-se a eficiência da tecnologia enzimática, poder-se-á pôr fim a dois dos grandes problemas clínicos relativos às transfusões. Em primeiro lugar, a falta de sangue universal armazenado para transfusão e, em segundo lugar, a segurança das transfusões devido a transferência de doenças infecciosas.
João Ramos
10º B Nº:14
Cientistas avançam no tratamento de doenças genéticas...
Finalmente uma cura?
Até à data, as várias doenças genéticas existentes possuem em comum o facto de serem incuráveis. No entanto, e uma vez que um erro genético se manifesta, pode-se, no caso de algumas doenças como a hemofilia ("incapacidade" no controlo de hemorragias), estabelecer um tratamento que apenas evite os sintomas, mas que não garante a cura definitiva, ou seja, a correcção do erro genético.
Porém, num futuro próximo talvez esse carácter imutável das doenças genéticas possa ser alterado. Vários geneticistas estão trabalhar na tentativa de se obter uma forma de terapia que corrija definitivamente os problemas genéticos que provocam doenças humanas. E o sucesso dessas pesquisas está "atrelado" aos resultados gerados pelo Projecto Genoma Humano (PGH) *.
As diferentes doenças genéticas são resultantes de erros semelhantes. Para compreender o mecanismo que está por trás dessas doenças, veja o seguinte esquema:
- Situação 1: ADN "normal" = proteínas normais = funções orgânicas normais

Fig. 1 - cadeia de ADN normal
- Situação 2: ADN alterado = proteínas alteradas = funções orgânicas alteradas
A situação 1 representa o mecanismo dito "normal" que ocorre nas nossas células e que está por trás do funcionamento normal dos diversos órgãos do nosso corpo. Por outro lado, a situação 2 representa o mecanismo alterado que provoca erros no funcionamento de um certo órgão e que leva ao aparecimento de doenças genéticas.
Portanto, para se estabelecer uma cura genética definitiva é necessário vencer, pelo menos, duas etapas:
1) Conhecer qual a alteração ocorrida no ADN que está a provocar a doença;
2) Corrigir o erro genético.
Para que a primeira das etapas referidas seja vencida, é necessário conhecer os genes humanos normais e o seu funcionamento, pois uma vez conhecido o ADN que compõe os genes normais, fica facilitada a tarefa de reconhecer quais as alterações associadas às diferentes doenças genéticas. É esta mesma tarefa que está a ser desempenhada pelo PGH.
Uma vez vencida a primeira etapa, o problema passa a ser operacional: como corrigir alterações no ADN? Neste âmbito, a genética moderna está a estabelecer métodos cada vez mais engenhosos para lidar com o problema, pelo que as perspectivas futuras são animadoras.

Por enquanto, os resultados mais promissores estão a ser obtidos nos casos em que as alterações no ADN levam à formação de produtos não-funcionais. Para que as células de uma pessoa doente passem, então, a contar com produtos operacionais, os cientistas já desenvolveram algumas técnicas, por exemplo:
- Uso de vírus como transportadores de ADN humano normal - os vírus são excelentes invasores celulares. Sabendo disso, os geneticistas introduzem o fragmento de ADN humano normal no seu interior e colocam-nos em contacto com as células do paciente. Ao invadir as células geneticamente deficientes, o vírus irá transferir esse ADN normal, que contém informações que "ordenam" o fabrico da substância em falta;
- Transferência de ADN "puro" - embora as nossas células possuam uma barreira externa (membrana plasmática), pedaços de ADN "puro" podem atravessá-la e atingir o interior celular. As chamadas "vacinas de ADN" utilizam esse princípio. Os geneticistas injectam fragmentos de ADN no paciente, os quais, ao serem incorporados pelas células da pessoa, passam a comandar o fabrico das substâncias necessárias.

Fig. 2 - "vacina de ADN"
Estes métodos poderão parecer muito promissores. No entanto, com eles é apenas possível corrigir o defeito de um pequeno número de células da pessoa doente. É importante salientar que o defeito genético está em todas as suas células. Sendo assim, este tipo de tratamento não surtiria muito efeito no caso de uma doença como, por exemplo, a distrofia muscular Duchenne, em que todas as células musculares da pessoa padecem da falta de uma proteína chamada distrofina, cuja ausência levará à desintegração destas células. Para que a pessoa afectada pela distrofia se possa curar, é necessário corrigir o erro genético em biliões de células musculares, e até ao momento, não há tecnologia suficiente para tal fim.
Uma futura possibilidade de tratamento para pessoas afectadas por erros genéticos que incapacitam células em diversas regiões do corpo, como a distrofia muscular Duchenne (anteriormente referida), é a transferência de ADN normal para as células do paciente nos estágios mais iniciais do desenvolvimento embrionário, de modo que todas as células que irão fazer parte do seu corpo "carreguem" esta modificação benéfica. No entanto, para fazer esse tipo de tratamento seria necessário realizar a fecundação em laboratório. Além disso, por se tratar de um momento muito sensível a alterações, corre-se o risco de matar o embrião ao manipulá-lo com esse intuito.
Podemos assim perceber que a terapia genética ainda sofre de certas limitações quanto ao seu emprego e obtenção de resultados satisfatórios, mas no futuro, uma vez contornadas essas limitações, poderá passar a ser um modo de tratamento que beneficiará milhões de pessoas em todo o mundo.
A par desta terapia genética estão-se ainda a tentar desenvolver medicamentos que "combatam" e, se possível, curem as mais variadas doenças genéticas - farmacogenética. No entanto, esta área apresenta, para já, riscos muito elevados, pois apesar de existirem medicamentos que salvam pacientes, muitos deles podem falhar em muitos casos e até mesmo causar a morte.

Fig. 4 e 6 - exemplos de fármacos (comprimidos) usados no tratamento de doenças genéticas
Fig. 5 - cadeia de ADN alterada
Fig. 7 - exemplo de fármaco (vacina) usada no tratamento de doenças genéticas
A associação de informações genéticas à farmacologia pretende, de forma a minimizar estes riscos, revelar como um fármaco específica irá agir num paciente específico. No futuro, testes genéticos poderão fornecer um perfil personalizado do paciente e indicar quais os fármacos que terão maior probabilidade de lhe causar danos. Alguns destes estudos que procuram traçar o perfil de genes de cada paciente e seus produtos acabaram de entrar em fase de testes. Alguns dos resultados obtidos estão já a utilizar-se em melhores tratamentos.
Por outro lado, mesmo que a investigação prossiga e se tenha acesso a cada vez mais dados sobre o assunto, a farmacogenética ainda experimenta desafios significativos no sentido de se estabelecer um seu uso generalizado. "Nós precisamos de uma estrutura informática que permita aos diversos médicos usarem a farmacogenética.", diz Russ B. Altman, professor associado de genética e medicina e director do programa de treino em bio-informática no Centro Médico da Universidade Stanford. "Sem isso, será difícil distribuir conhecimento útil." Mas os custos podem não valer a pena.
Até à data, a farmacogenética é apenas promissora para aqueles que possuem os genes certos, ou as "mutações certas". No entanto, muitos cientistas acreditam que, se se continuarem a verificar progressos nesta área ao ritmo actual, esta poderá ter benefícios muito mais amplos no futuro. Weinshilboum (geneticista americano) diz que "A farmacogenética é uma oportunidade sem precedentes de usar uma tecnologia de ponta para dissecar a complexidade dos caminhos genéticos para melhorar a terapia com fármacos.", ou seja, podemos, através da farmacogenética (e usando a mais avançada tecnologia), procurar elaborar fármacos que tratem e, se possível, curem as mais diversas doenças genéticas de um modo muito eficaz (processo que se pode "dizer" revolucionário).
Assim, e concluindo, sabemos que a Ciência está em constante desenvolvimento, realizando-se, a cada dia que passa, novas descobertas que podem mesmo revolucionar a nossa vida. O que hoje pode parecer impossível (caso da cura definitiva das doenças genéticas) pode amanhã ser descoberto e usado para "melhorar" o mundo (nomeadamente a saúde humana).
*Projecto Genoma Humano (PGH)
Para informações adicionais sobre o Projecto Genoma Humano consulte o seguinte site:
http://209.85.229.132/search?q=cache:FBsC2EMeqmQJ:www.exames.org (informação em português)
Pedro Faustino
nº21 10ªB
22 February
Cancro, uma possível cura?!
Um grupo de cientistas portuguesas do Instituto Gulbenkian Ciência (IGC) fizeram avanços na investigação sobre o cancro, ao compreenderem melhor como as células se multiplicam. Para o efeito usaram a Drosophila Melanogaster (também conhecida como mosca da fruta) como modelo de estudo, uma vez que este organismo tem várias semelhanças genéticas com os humanos.
Com esta investigação este grupo de cientistas pretendeu responder a uma questão fundamental: como é que se formam os centríolos e o que é que acontece se tivermos muitos.
Os centríolos existem em parte dentro dos centrossomas, isto é, existem na estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação das células. É o centrossoma que vai construir as estradas dentro das células para que as várias moléculas se desloquem, sendo esta a importância do centrossoma na célula. Assim e com base nestes conceitos, os investigadores tentaram compreender o que leva certas células a multiplicaram-se indiscriminadamente, visto que em muitos cancros o centrossoma existe em grandes quantidades.
Os cientistas sabem que existem vários elementos que contribuem e influenciam a duplicação celular. Deste modo, este grupo tentou compreender qual a influência da proteína SAK, concluindo que a ausência desta proteína leva a problemas de duplicação celular e outros e o excesso desta proteína verifica-se a formação de muitos cromossomas.
A descoberta da influência desta proteína no controlo do número de centrossomas veio trazer novas perspectivas sobre a divisão celular e contrariar as teorias até agora existentes.
Mas mais do que a importância dos novos conhecimentos é o facto, destes poderem vir a ser a base para novos diagnósticos e terapêuticas para o cancro, tornando-se possível formar um fármaco contra esta molécula, de modo a inibi-la. Por exemplo, diminuindo a sua actividade de modo a que não se formam tantos centrossomas como se verificou na existência de grandes quantidades de SAK. Isto poderá ser uma forma de tratamento, apesar do cancro não ser devido a uma causa, que não o é. Existem várias, mas será um possível tratamento.
Centríolo – grânulo que algumas vezes se diferencia na parte central do centrossoma e que também se designa microcentro e corpúsculo central;
Centrossoma – corpúsculo que aparece nas proximidades do núcleo em quase todas as células animais (e só em algumas vegetais), ao qual se atribui intervenção nos fenómenos da cariocinese;
Sílvia Serrano nº24 10ºB
21.02.2009
16 February
Dificuldade em deixar de fumar pode ser uma questão genética
É certo que o vicio de fumar pode surgir nalgumas pessoas apenas na adolescência ou até mesmo numa fase adulta, mas e se estudos recentes revelassem que a dificuldade de deixar este vicio se devesse a causas genéticas? Surreal? Nem por isso. Ora veja:
A equipa de Jed Rose, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, descobriu, no âmbito do mega-projecto que estuda a influência dos genes na formação da nossa estrutura psicológica e na nossa vulnerabilidade para a dependência que 221 genes separam quem consegue deixar de fumar de quem tem muita dificuldade em abandonar o tabaco e que 62 desses genes desempenham um papel primordial na dependência de drogas, entre as quais a nicotina.
"Este estudo marca a primeira vez em que somos capazes de identificar os genes envolvidos na capacidade de deixar de fumar", disse Nora Volkow, directora do Instituto Nacional da Toxicodependência dos EUA, em Washington, citada pelo diário britânico "The Independent".
O estudo, que é financiado pelo Governo norte-americano e pelo gigante do tabaco Philip Morris, pode abrir as portas a terapias contra a dependência do tabaco, diz o "Independent".
Agora sim, para quem tem o vicio como companheiro no dia a dia pode dizer olá a uma boa desculpa para o continuar a ter. O grande problema é que uma pessoa tem de se consciencializar dos riscos de fumar e tomar uma decisão: Viver ou Morrer? Tudo depende de nós.

Maria Belo, Nº 19, 10º B
12 February
Hoje Darwin faz hoje 200 anos:)
A Evolução de Darwin |
Charles Darwin nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1809. A Fundação Gulbenkian comemora os 200 anos, e os 150 da edição do livro "A Origem das Espécies". Até 24 de Maio no Museu Gulbenkian, em Lisboa. |
"A Evolução de Darwin" explica não só a teoria de Darwin mas também as suas implicações na medicina e na biologia, e noutras ciências contemporâneas. A exposição inclui elementos de "Darwin", uma mostra organizada pelo American Museum of Natural History. Paralelamente também estão previstas outras actividades como colóquios, programas educativos e a promoção da discussão no blog da exposição. |
01 February

Cientistas do laboratório de Neuroengenharia, da Universidade da Geórgia (Estados Unidos) construíram um pequeno robô que se move utilizando sinais da célula do cérebro de um rato, produzidas "in vitro". Este é o primeiro robô do mundo cujos movimentos são controlados por uma rede de neurónios.
O objectivo do pesquisador Steve Potter e da sua equipa é a criação de sistemas de computação que funcionem da mesma forma que o cérebro humano. Para isso, eles estão a estudar os mecanismos básicos do aprendizado, memorização e processamento de informações dos neurónios feitos em laboratório.
Os cientistas criaram o que eles chamaram "animat" ou animal simulado, conectando culturas vivas de células criadas em laboratório ao circuito de um microcontrolador, de forma, a que as células controlem esses dispositivos. É como se os cientistas tivessem construído um corpo para um diminuto "cérebro" construído com neurónios reais, totalmente produzidos em laboratório.
Os cientistas esperam que a pesquisa permita a criação de avançados sistemas de computação que poderão um dia assistir pessoas que tenham perdido o controlo dos movimentos, a memória ou mesmo habilidades de processamento de informações.
Para construir o pequeno "cérebro" do robô, os cientistas colocaram uma gota contendo algumas centenas de células vivas vindas do córtex de um rato sobre um disco de vidro especial. Os neurónios são mantidos vivos em uma incubadora por mais de dois anos
A actividade neurológica registada pelos eléctrodos é transmitida ao robô, que serve como corpo da rede de neurónios, movendo-se sob o comando da actividade neural. A informação coletada pelos sensores do robô é enviada de volta para os neurónios sob a forma de estímulos eléctricos.
Os cientistas acreditam que poderão um dia construir uma rede neural artificial que aprende como o cérebro humano.
Os cientistas já conseguiram observações detalhadas dos padrões de sinalização dos neurónios, observando alterações na morfologia e conectividade das células. Estas observações foram feitas com a utilização de câmaras de alta velocidade e suportes altamente sensíveis a alterações de voltagem, juntamente com dois microscópios de tunelamento. A equipa está agora a procurar evidências de que a rede de neurónios está a crescer e a aprender.
O Esquema seguinte ilustra o procedimento feito:

Após a leitura visiona o video do robô:
Diogo Gomes Ventura
Nº26 10ºB
Após a leitura do texto resolve um questionario. clica aqui
15 December
Organismos geneticamente modificados, uma opção sustentável?

O debate sobre os organismos geneticamente modificados (OGM´s) ou transgénicos está cada vez mais na ordem do dia. Existem posições antagónicas, defendidas por promotores e opositores, tanto em relação à existência de riscos para a agricultura (monocultura, uniformização global, quantidades de pesticidas), como para o ambiente (em relação à biodiversidade) e mesmo para a saúde (veja-se a polémica em torno da rotulagem de produtos com OGM). Apesar disto os OGM ganham bastante visibilidade, função da crise energética e alimentar, das notícias sobre a temática, mas também das consequências da aposta em agro combustível.
Serão os OGM uma opção sustentável?
Para podermos equacionar tal questão vamos perceber o que são e quais as suas implicações a vários níveis.
O QUE SÃO TRANSGÉNICOS – OGM´s?
Os OGM´s consistem em organismos cujo material genético foi alterado, inserindo um novo gene ou alterando os genes existentes, de modo a que seja produzida uma nova enzima ou proteína, que irá conferir ao organismo novas características, em princípio, mais proveitosas para o homem. Estes genes são provenientes de todo o tipo de seres vivos, e não têm necessariamente de ser provenientes de indivíduos de espécies aparentadas. Estas alterações no material genético são efectuadas através de uma panóplia de técnicas laboratoriais que não abordarei mas que se estiveres interessado poderás desenvolver.
AS SUAS APLICAÇÕES
Utilização em investigação científica e de interesse medicinal:
A expressão de determinado gene de um organismo noutro pode facilitar a compreensão da função desse mesmo gene.
No caso das plantas, por exemplo, espécies com um reduzido ciclo de vida podem ser utilizadas como "hospedeiras" para a inserção de um gene de uma planta com um ciclo de vida mais longo. Estas plantas transgénicas poderão depois ser utilizadas para estudar a função do gene de interesse mas num espaço de tempo muito mais curto. Este tipo de abordagem é também usado no caso de animais, com a mosca da fruta por exemplo.
Na medicina o primeiro caso tornado público aconteceu em finais da década 70,com a modificação da bactéria E. coli, de modo a produzir insulina humana. Um exemplo mais recente, já em 2007, foi o facto de uma equipa de cientistas conseguir desenvolver mosquitos bobucha resistentes ao parasita da malária, através da inserção de um gene que previne a infecção destes insectos pelo parasita portador da doença. Os investigadores esperam começar os testes de campo em Africa nos próximos cinco anos.

Produção de determinados compostos de interesse social, económico e comercial:
O seu efeito para benefício da economia mundial é polémico. Se por um lado os países pobres possuidores de grandes extensões de terra, poderiam cultivar os transgénicos como fonte de rendimento, por outro lado os países com uma boa economia baseada nos avanços da genética clássica, são contra as inovações tecnológicas dos transgénicos. Por seu lado a Europa não pode competir com as grandes extensões de terra de outros países e pode também comprometer as grandes empresas produtoras de herbicidas e pesticidas.
Sendo por alguns defendidos como solução da fome no mundo, outros contrapõem, nomeadamente o prémio Nobel da economia, alegando que o problema da fome não está ligado à escassez ou baixa produção de alimentos, mas à sua injusta distribuição.
Produção de produtos alimentares e de interesse agronómico:
Alimentos transgénicos são alimentos cuja semente foi modificada em laboratório. Os primeiros alimentos a serem modificados foram a soja e o milho. A utilização deste tipo de organismos tem desencadeado, no entanto, acesas discussões acerca da sua segurança em termos ambientais e de saúde pública.
Actualmente assiste-se a um acesso debate relativamente à inserção de alimentos geneticamente modificados (AGM) no mercado. Alguns mercados mundiais, tais como o da Europa e do Japão, rejeitam fortemente a entrada de alimentos com estas características, enquanto que outros, como os Norte e Sul-Americanos e o Asiático (com a excepção japonesa), têm aceite estas variedades agronómicas. Apesar de Portugal ter produzido milho transgénico em 1999, actualmente deixou de o produzir, limitando-se a importar produtos transgénicos. A Espanha é o maior produtor de produtos transgénicos da União Europeia.

-Aumento da produção de alimentos;
-Potencialização do valor nutricional dos alimentos;
-Desenvolvimento de espécies com características desejáveis;
-Maior resistência dos alimentos ao armazenamento e por períodos maiores;
-Resistência a pragas, doenças, insectos e a grandes quantidades de insecticidas;
-Redução do uso de compostos como herbicidas, pesticidas, fungicidas e certos adubos.

ASPECTOS NEGATIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS
-Aumento do potencial de reacções alérgicas;
-Maior resistência a agros tóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais;
-Aparecimento de novos vírus;
-Eliminação de populações benéficas de animais e espécies de plantas, tais como abelhas, minhocas e outros;
-Empobrecimento da biodiversidade;
-Desenvolvimento de ervas daninhas resistentes aos herbicidas e poluição dos terrenos e lençóis de água pelo abuso de produtos agro tóxicos, que podem causar novas doenças e desequilíbrio da natureza;
-Desconhecimento das consequências da utilização dos alimentos geneticamente alterados, a longo prazo.


ENTÃO EM JEITO DE CONCLUSÃO: TRANSGÉNICOS SIM OU NÃO?
Como analisámos, a biotecnologia tem vindo a provocar alterações irreversíveis no nosso quotidiano. Da produção de novas sementes ao processamento das colheitas, do diagnostico de doenças ao aperfeiçoamento de novas técnicas de tratamento, a biotecnologia permite modificar processos e explorar novas oportunidades, algumas das quais imprevisíveis. No entanto as suas empolgantes promessas não devem fazer esquecer as questões legais, éticas, sociais e morais, principalmente no que aos organismos transgénicos diz respeito, uma vez que a ilimitada possibilidade dos processos biotecnológicos na manipulação genética constitui um perigo, pois que se desconhecem ainda a longo prazo os seus efeitos e consequências, devido à insuficiência de estudos e por vezes à parcialidade de alguns dos estudos realizados, que leva à especulação e exagero dos perigos apontados por consumidores e ambientalistas muitas vezes movidos por razões psicológicas, religiosas e comerciais, criando assim um ambiente desfavorável a um debate aberto.
Contudo será difícil negarmos a comercialização de OGM´S com base no risco que deles advêm. Todas as actividades do ser humano incorrem riscos e até o mais inocente acto pode ter consequências imprevisíveis e impensáveis”efeito borboleta”.
A sociedade de uma forma meticulosa, científica e imparcial deve analisar os riscos, assumi-los e tentar atenuá-los através de soluções seguras, se considerar proveitosos os progressos económicos e sociais que daí advêm.
O processo está ainda no seu início, no entanto parece-me sem retorno, mas enquanto a par do seu desenvolvimento, não for crescendo paralelamente o estudo isento dos seus efeitos, leia com atenção os rótulos do que consome e tenha cuidado com aquilo que coloca no seu prato!...
Leonardo Cardoso Nº15, 10ºB, 29/11/2008
Como é estruturada a Terra?
Para conhecimento do interior da Terra é preciso efectuar muitas observações e consequentes estudos. Sabe-se que a Terra tem, em média, 6.400 Km de raio e, portanto, um estudo directo não poderá ir além de pequenas profundidades. De facto, para além das milhares de sondagens que se tem feito para prospecção de jazigos de petróleo e outros minerais as quais não excedem geralmente a profundidade de 2.500 metros (quando ultrapassam esta profundidade dizem-se ultra-profundas e não ultrapassam os 9.000 metros), efectuaram-se algumas sondagens ultra-profundas com o objectivo de se conhecer a constituição do interior da Terra. Contudo, a perfuração mais profunda atingiu a profundidade de 12.023 metros, realizada, em 1984, na Península de Kola (ex-URSS), o que corresponde a 0,19% do raio da Terra. A perfuração de poços de grande profundidade permite que se realizem importantes investigações no domínio da petrologia, paleontologia, geoquímica e geofísica. As minas que se destinam à exploração de recursos minerais não excedem os 4 Km de profundidade.

Diagrama mostra os principais métodos de estudo para a compreensão da estrutura interna da Terra.
O estudo aprofundado dos afloramentos rochosos à superfície são de grande importância para o conhecimento da estrutura interna da Terra. Algumas rochas que têm a sua origem em profundidade podem aflorar à superfície. Para isso é necessário que sejam submetidas a forças que as façam ascender e, posteriormente, sejam postas a descoberto pela erosão. O vulcanismo, no seu sentido limitado, é um fenómeno superficial, pois os produtos emitidos na superfície e a formação do aparelho vulcânico podem ser observadas directamente. Mas as causas do vulcanismo são de origem profunda. A matéria fundida (magma) que alimenta os vulcões forma-se no interior da Terra em consequência de perturbações do equilíbrio normal.
Para as zonas que ultrapassam os processos de observação directa, há que recorrer a outros métodos, chamados indirectos, como por exemplo o magnetismo, a sismicidade, o estudo dos meteoritos e a astro geologia, a fim de conhecer o que se passa naquelas zonas do nosso planeta.