01 March
COMPORTAMENTO ANIMAL: o sexo perverso do polvo
Conquistadores obstinados,
assassinos ciumentos
e travestis astutos,
fazem tudo pelo único encontro sexual que têm na vida.
Morrem depois de pôr os ovos.
De acordo com o estudo publicado na revista Marine Biology, os polvos são muito selectivos no que toca à reprodução. Não acasalam com a primeira fêmea que aparece. Este é um caso em que o tamanho faz a diferença: quanto maior for a parceira, mais ovos vai produzir e, portanto, mais atraente é.
Depois de seleccionar o par, o polvo parte para o namoro. Exibe as riscas do corpo, o maior sinal de virilidade, e persegue a fêmea com o braço especializado na reprodução, longo e flexível, que introduz à distância dentro do manto dela. Podem acasalar várias vezes num dia, mas é uma sensação de prazer única na vida.
Ela retira-se par ao refúgio onde vai colocar dezenas de milhares de ovos; ele permanece do lado de fora, a protegê-la, e chega a estrangular com os tentáculos de 25cm qualquer rival que se aproxime. Talvez por causa desta natureza violenta, os cientistas observaram machos mais pequenos, que para se aproximar dói sexo oposto, adoptam o travestismo: nadam junto ao fundo mar, com modos femininos, e escondem a risca castanha.
Os ovos eclodem cerca de um mês depois da fecundação. Incapaz de se alimentar durante esse tempo, a mãe morre a seguir. Segue-se o pai, ao fim de poucas semanas.
Como não se trata de uma espécie invulgar os biólogos acreditam que este sofisticado comportamento sexual se estenda a outros animais.
Curiosidade: vida sexual de outros animais
- a fêmea do ouriço masturba-se com paus e o macho urina para cima dela. Para a cópula baixam os espinhos, excepto os da ponta do pénis.
- os cisnes negros da Austrália são monogâmicos, mas 5% dos casais são homossexuais. Copulam com a fêmea, expulsam-na e criam os ovos.
- o bonobo (chimpanzé
é dos poucos que não conhece a relação entre sexo e reprodução. As relações servem para dizer olá, resolver conflitos, e até, entre fêmeas, para obter comida.
- na época de acasalamento, os patos-reais preteridos (rejeitados) procuram uma fêmea solitária, perseguem-na, dão-lhe bicadas e violam-na à vez.
Dalila Romão nº6
Fonte: revista Sábado
28 February
Portuguesa envolvida na sequenciação do genoma de homem que viveu há 4000 anos
Um estudo realizado por uma equipa do Museu de História Natural da Dinamarca, da qual faz parte a investigadora portuguesa Paula Campos, revela novos e importantes dados sobre o período em que este homem viveu.

O estudo incidiu em Inuk e ao conjunto dos seus genes, o genótipo. A partir do estudo pensa-se que este homem terá sido o primeiro habitante do Ártico. Os testes realiados à cerca do seu genótipo tiveram como base um tufo de cabelo congelado descoberto em 1986 durante uma escavação realizada na Gronelândia, Qeqertasussuk, na costa oeste, estes foram analisados e permitiram assim conhecer as características físicas de Inuk e do seu povo.

Corpulência, pele escura, olhos castanhos e predisposição para doenças, no caso de Inuk, como alcoolismo, hipertensão, dependência de nicotina, Parkinson, Alzheimer, Diabetes e Obesidade.
Assim foi possível formular uma sequenciação do genoma humano de um indivíduo antigo que possibilita assim o estudo de uma população antiga e prespectiva uma migração do seu genoma, isto porque o estudo revela também proximidade a nível genético entre e Inuk e as populações Koryaks e Chikchis. Assim terá havido uma uma migração independente, até agora desconhecida, entre 4400 a 6400 anos, do nordeste da Sibéria para a América do Norte através do estreito de Bering. Migração esta independente da dos Índios Americanos e ancestrais dos Inuit” como explica a Bióloga evolutiva Paula Campos.
Espantoso como apenas um tufo de cabelo pode dar tanta informação sobre o conjunto de genes de um indivíduo e a maneira como estes se expressam.
Trabalho realizado por:
Duarte Carreiro n.º 8 11.º B
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39639&op=all
Evolução vs. Extinção
A evolução está na origem da diversidade do mundo vivo. A selecção natural, que é o seu principal mecanismo, operou desde o aparecimento da vida na Terra, eliminando organismos menos adaptados ao meio. Os organismos dotados espontaneamente, por mutação, de características que aumentam as suas hipóteses de sobrevivência têm maiores probabilidades de transmitir essas propriedades aos descendentes. esta selecção transforma todas as espécies de seres-vivos; a espécie humana é, também ela, o resultado de 5 milhões de anos de mutações e de selecções. entretanto, as relações de força entre o homem moderno e a evolução inverteram-se: a nossa espécie libertou-se da selecção natural e a capacidade de acumular conhecimentos levou-a a inflectir o curso da evolução, ao operar com outros processos de transformação de ser vivo.
O Homo sapiens substitui-se pouco a pouco á selecção natural, porque o desenvolvimento das suas capacidades intelectuais conduziu-o a acumular conhecimentos, que a capacidade de linguagem lhe permitiu transmitir aos descendentes. protegeu-se dos rigores climáticos cobrindo o corpo com vestuário e construindo habitações cada vez mais sofisticadas, libertou-se da predação e da competição com outras espécies e descobriu como proteger-se de um número crescente de doenças.

A sedentarização e a prática da agricultura favoreceram a expansão geográfica e demográfica das populações humanas, com consequências directas e indirectas na biodiversidade, podendo chegar à destruição de espécies. por razões diversas (cataclismos, mudanças climáticas), a história da vida está repleta de vagas de extinções. Hoje, a actividade humana causa anualmente o desaparecimento de numerosas espécies animais e vegetais.
A sobreexploração de certas populações animais é uma das causas da rarefacção ou da sua evolução biológica. a pesca intensiva do arenque no mar do Norte fez diminuir a quantidade deste peixe. Ao capturar sistematicamente os espécimes maiores, esta actividade pode a termo modificar o património genético dos representantes de espécie. As colheitas intensivas também têm repercussões nefastas. A caça e a introdução de espécies em novos ecossistemas aumentaram igualmente a lista dos animais que já pertencem ao passado.

26 February
Mutação genética evita sensação de dor
O genoma de um indivíduo pode sofrer alterações, chamadas mutações.
Diz-se que ocorreu uma mutação genética, quando as alterações afectam um determinado gene.
As mutações genéticas resultam da substituição, do desaparecimento ou da adição de um nucleótido da sequência que constitui gene, o que pode levar à produção de proteínas diferentes das normais.
Quando as proteínas mutantes têm um papel importante no organismo, podem originar-se doenças.
As mutações são fenómenos que podem ocorrer espontaneamente (durante o processo de duplicação do DNA) ou que podem ser induzidas por exposição a determinadas radiações ou substâncias químicas.

- A variabilidade das populações resulta das mutações e da recombinação genética (que resulta de dois fenómenos: meiose e fecundação)
Muito raramente a mutação confere vantagens ao indivíduo portador, tornando-o mais apto, vivendo assim mais tempo e reproduzindo-se mais.
Desta forma as alterações genéticas vão sendo introduzidas na população de geração em geração.
São exemplos de doenças resultantes de mutações genéticas:
- Anemia falciforme (fig. 1)
- Albinismo - os individuos que possuem esta doença, têm a pele o cabelo e os restantes pêlos brancos. Os olhos surgem vermelhos.
- Fenilcetonúria
fig. 1
Mutação genética evita sensação de dor
Uma mutação genética no organismo humano pode privar as pessoas da sensação de dor, revela um estudo da Universidade de Cambridge, Inglaterra, publicado na revista "Nature".
A existência de pessoas sem sensibilidade para a dor já era conhecida, mas a investigação permitiu agora a descoberta das razões que explicam esta anomalia no corpo humano.
"Como as vias de percepção da dor são tão numerosas e complexas, foi surpreendente descobrir que a interrupção de um único gene, o SCN9A, pudesse levar à perda completa do sinal de dor",
afirmam os autores do estudo.
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=584296
Joana nº10
17 February
Os Sistemas de Classificação .
Sistemas de Classificação
O ser humano teve necessidade de agrupar os seres vivos desde há milhares de anos atrás, para tal foram criados sistemas de classificação, em que os seres vivos eram são agrupados em função de certas características .
Tipos de Sistemas de Classificação
Ao longo da história foram encontradas diferentes formas de classificar os seres vivos, sendo os primeiros sistemas mais simples, sofrendo uma especialização crescente. Os sistemas de classificação podem subdividir-se em dois tipos, os sistemas de classificação verticais e os sistemas de classificação horizontais .

Sistemas de Classificação Horizontais
Os sistemas de classificação horizontais são caracterizados por não considerarem o factor tempo, sendo associados por vezes ao Fixismo, pois não têm em conta a evolução. Neste sistema existem duas divisões, considerando-se uma classificação artificial, que anda engloba os sistemas práticos e os sistemas racionais, em função as características seleccionadas, e os naturais . Os sistemas naturais distinguem-se dos artificiais relativamente ao número de características estudadas .
Sistema de Classificação Artificial
Um sistema de classificação artificial, considera um reduzido número de características, e geralmente evidentes .
Sistema de Classificação Prático
Neste tipo de sistema, senda o número de evidências reduzido, consideram-se características com interesse para o homem, não sendo propriamente relacionado com cada ser vivo, mas com o seu impacto no ser humano .
Sistema de Classificação Racional
Quanto a este sistema, ao contrário do sistema de classificação prático, tem em conta os caracteres de cada ser vivo, não considerando o interesse para o homem, mas as suas características reais, e observáveis .
Sistema de Classificação Naturais
Os sistemas de classificação naturais, consideram um número elevado de características, sendo os mais conhecidos os sistemas fenéticos em que são agrupados os seres vivos em função das suas semelhanças, considerando a natureza fenótipica .

Sistemas de Classificação Verticais
Quanto a estes sistemas diferem dos sistemas horizontais, pois o factor tempo é essencial admitindo-se a evolução, e a proximidade ou afastamento entre as espécies. Os sistemas filogenéticos fazem parte deste grupo de sistemas, considerando características morfológicas, anatómicas, paleontológicas, sendo um sistema dinâmico .
A Evolução dos Sistemas de Classificação
Os primeiros sistemas de classificação eram relativamente simples, sendo o primeiro a ser geralmente referido o criado por Aristóteles e Teofrasto, posteriormente reforçado por Lineu .
Neste sistema supunha-se a existência de dois Reinos, em que se dividiram Plantas e Animais .

Apesar deste sistema, apresentava alguns problemas, pois um grupo de seres vivos não tinha uma classificação específica, pois apresentavam características de ambos os grupos .
Para tentar resolver este problema Haeckel, criou um terceiro Reino, o Reino Protista, englobando os seres vivos protistas neste reino .

No entanto este terceiro reino não seria suficiente, pelo que Copeland inseriu um quarto segmento, o Reino Monera, incluindo os fungos nos protistas e não nas plantas. O Reino Monera foi criado, pois existiram diferenças importantes entre os seres anteriormente presentes no reino protista .

Alguns anos depois da inclusão de um novo reino, Whittaker considerou a existência de um quinto reino, o Reino Fungi, que incluía os fungos, situados em diferentes grupos ao longo dos vários sistemas .

Porém apesar deste sistema apresentar já algum desenvolvimento, Whittaker reformulou-o alguns anos mais tarde, incluindo alguns fungos e algas no Reino Protista .
Este sistema é actualmente aceite, não sendo definitivo, pelo que existem já outros sistemas como o sistema de classificação de Woese, continuando o de Whittaker a ser amplamente utilizado, por apresentar uma divisão correcta .

Podemos compreender que os sistemas de classificação são essenciais para o seu estudo e compreensão. Conclui-se ainda que a enorme quantidade de sistemas nos forneceu diferentes informações, sofrendo alterações sucessivas, de modo a criar um sistema cada vez mais completo .
Guilherme Ramos nº9 11ºB
14 February
Envelhecimento
Porque envelhecem seres vivos? 
Os animais, tal como a maioria das plantas, envelhecem porque ao longo dos milénios a selecção natural não favoreceu a propagação de genes que evitassem o envelhecimento. Estes genes seriam pouco úteis já que, em qualquer população de seres vivos, há sempre um limite médio para a longevidade - mesmo sem haver envelhecimento - devido ao papel mortífero desempenhado por epidemias, acidentes e predadores.
As tendências da evolução das espécies
De acordo com as teorias mais vulgarmente aceites, a evolução das espécies ao longo dos milénios terá sido dirigida por processos de selecção natural. Estes processos determinam que, em geral, os seres vivos que se adaptassem melhor ao seu meio ambiente teriam um maior número de descendentes viáveis. Em consequência disso, os genes (ou as variantes dos genes) desses seres propagar-se-iam, enquanto os seres que teriam mais dificuldades em sobreviver acabariam por desaparecer. De acordo com estas teorias os genes que determinam grande parte das características dos seres vivos vão ficando cada vez mais adaptados ao meio ambiente, com o passar de cada geração. A tendência, portanto, é para que num ambiente relativamente estável as várias espécies - de animais, plantas, etc. - consigam ir melhorando a sua capacidade de produzir descendência.
Longevidade limitada
Em princípio, quanto mais tempo
um animal viver, maior será a sua capacidade de ter muitas crias. Poder-se-ia esperar portanto que, ao longo dos milénios da evolução, houvesse uma tendência para aqueles que vivem mais tempo propagassem melhor os seus genes. Isso levaria a que os animais vivessem cada vez mais tempo, até se chegar a um ponto em que indivíduos fossem praticamente imortais e estivessem eternamente a ter crias. Sabemos, no entanto, que não foi assim. Das espécies animais que conhecemos, sabemos que a esmagadora maioria tem um tempo de vida limitado. No caso dos seres humanos, por exemplo, a longevidade máxima parece ser de 120 anos, enquanto a esperança média de vida do mundo inteiro anda hoje à volta dos 65 anos. Existem espécies, como certas borboletas, que vivem cerca de 15 dias, enquanto outras, como algumas tartarugas, podem viver 200 anos. Até animais aparentados, como os ratos e os morcegos, podem ter longevidades médias muito diferentes - 3 anos e 30 anos, respectivamente.
A selecção natural não criou seres imortais
Porque é que será que a selecção natural não fez com que os animais se todas as espécies vivessem cada vez mais tempo, de modo a terem cada vez mais descendência?
Existem várias teorias que tentam explicar porque é que a longevidade animal é limitada e porque é que varia tanto de espécie para espécie. Em geral, todas as espécies de animais têm uma longevidade média específica porque todos os animais estão destinados a envelhecer, o que eventualmente leva à morte. Mas então porque é que a selecção natural não "eliminou" esse processo aparentemente prejudicial que é o envelhecimento? Porque é que a selecção natural não favoreceu sempre os genes que ajudassem a adiar o envelhecimento? A resposta deverá ter a ver com o facto de, mesmo sem existir envelhecimento, os animais acabariam por morrer - nomeadamente por causa de acidentes, epidemias ou predação.

Em cada espécie o tempo médio de vida seria limitado pela probabilidade de um animal ser comido por um predador, ou ser infectado por um vírus
letal. Ora, então, mesmo sem existir envelhecimento, seria muito raro um animal viver para além de um determinado período de tempo. Logo, havendo sempre poucos animais que chegassem a uma idade avançada. O número de crias produzidas pelo conjunto destes nunca seria muito grandioso. Por exemplo, se uma determinada espécie de peixes apenas 1 em 100 indivíduos viver mais de 2 anos (mesmo sem envelhecimento), então os seus descendentes serão sempre uma pequena minoria. Ou seja, os genes dos indivíduos que vivem mais tempo não serão obrigatoriamente mais propagados do que quaisquer outros genes.
Mesmo que aparecessem animais cujos genes lhes permitissem não envelhecer, esses genes não seriam propagados de forma mais eficiente, uma vez que tais animais, assim como quaisquer outros, estariam sujeitos a diversas causas de morte. Se, por acção da selecção natural, surgiram genes que permitam aos animais não envelhecer (ou envelhecer mais lentamente) esses genes só serão propagados se os animais viverem num ambiente extremamente protegido, onde não estejam normalmente sujeitos a predação, doenças ou acidentes. É possível que os animais que parecem quase não envelhecer - carpas e esturjões, por exemplo - sejam aqueles, que ao longo de várias gerações, estiveram protegidos de outros perigos e puderam desenvolver mecanismos genéticos contrários ao envelhecimento. O mesmo se pode dizer para as plantas, que em alguns casos parecem poder viver milhares de anos. Na natureza estes casos são excepção à regra - daí nós humanos estarmos todos sujeitos, à partida, a envelhecer e morrer um dia.
Ana Sofia nº2 Turma: 11ºB
13 February
Tecnologia para Cães
Aproveitamento de energia canina
Uma empresa na América prepara-se para lançar no mercado um aparelho que utiliza a energia gerada pelos cães enquanto passeiam para produzir energia eléctrica - neste caso, para iluminação.
O sistema está instalado numa coleira construída por esta empresa, a Fido Fashions, que aproveita o movimento gerado na coleira quando o cão, puxa ou recolhe a correia, e armazena a energia assim gerada para acender uma lanterna, e que poderá ser usada durante alguns minutos em pequenas aplicações - como iluminar uma fechadura, ou procurar qualquer coisa que deixou cair no chão, por exemplo.
Este dispositivo deverá estar disponível no mercado dentro de seis meses.
Até lá, podem surgir novas aplicações e até já se diz que essa energia poderá ser usada para carregar um iPod enquanto se passeia o cão.
A pensar nos donos mais distraídos
A pensar nos donos mais distraídos, ou ocupados, foi lançado por uma outra empresa um pequeno aparelho que o avisa que está na hora de tratar do seu animal.
O aparelho, do tamanho de um pequeno cronómetro, está preparado para o avisar que está na hora de alimentar o seu animal de estimação, que já o devia ter ido passear, ou mesmo que é altura de fazer a medicação prescrita, se o seu animal estiver a ser medicado.
O Dog-e-Minder dispõe de três botões, que são premidos durante cerca de três segundos quando realiza qualquer uma das operações pela última vez, e tem um temporizador que é programado para dar um sinal sonoro de aviso, quando está na hora de voltar a realizar a operação que escolheu. O aparelho serve também para identificar e localizar o animal, caso este se perca.
Cláudia Nunes
N.º5 11ºB
![]()
15 December
Fixismo vs Evolucionismo
Fixismo vs Evolucionismo
Fixismo: As teorias fixistas defendem que as espécies são imutáveis (fixas) e criadas independentemente umas das outras.
Hipótese da geração Espontânea
As espécies seriam constantemente formadas a partir da matéria inerte (não viva), mediante determinadas condições e sob a acção de um "princípio activo" presente na matéria e que, por si só, era capaz de gerar vida. Esta hipótese, submetida a verificação experimental, conduz a conclusão errada.
Hipótese do Criacionismo
As espécies teriam sido criadas todas de uma só vez, segundo um determinado plano de criação de um ser sobrenatural (Criador). Esta hipótese não tem carácter científico, porque não pode ser comprovada experimentalmente.
Hipótese Catastrófica
Admite que na história da terra teria havido uma sucessão de catástrofes geológicas, que teriam destruído as espécies existentes, surgindo posteriormente novas espécies vindas de outras regiões (migrações).
O que levou Cuvier a enunciar esta hipótese foi a descoberta de enumeros fósseis (como vestígio da vida do passado) impressos nas rochas e os dados fornecidos pela estratigrafia. Cuvier enuncia a hipótese Catastrófica baseada nos seguintes dados:
- algumas formas fósseis não correspondiam a formas actuais
- fósseis muito diferentes existiam em estratos próximos
- existência de lacunas estratigráficas (ausência de fósseis em determinados estratos)

Evolucionismo: Foi no século XIX que as ideias transformistas ganharam forças, acabando por impor o evolucionismo como paradigma da origem e diversidade das espécies. De entre os principais defensores das ideias de evolução destacam-se Lamarck e Darwin. As suas teorias defendem a existência de antepassados comuns a todos os seres vivos e a modificação lenta e gradual das espécies ao longo do tempo, diferindo nos mecanismos propostos para explicar o processo evolutivo.
Lamarckismo
Lamarck propôs uma explicação para a evolução dos seres vivos. Admitia uma progressão lenta e gradual dos organismos mais simples para os mais complexos. Esta progressão ocorreria segundo dois princípios:
Lei do uso e do desuso
Lei da herança de caracteres adquiridos
Segundo Lamarck, o ambiente é o principal agente responsável pela evolução dos seres vivos. A necessidade que os seres sentem de se adaptarem a novas condições ambientais conduz ao uso ou ao desuso contínuo de certos órgãos. Deste modo, a função que o órgão desempenha acabará por determinar a sua estrutura como forma de adaptação ao meio (Lei do uso e do desuso).
Exemplos:
1. A toupeira, pelos seus hábitos subterrâneos, faz pouco uso da visão, sendo os seus olhos pequenos e pouco funcionais - atrofio do órgão sob a influência do meio.
2. O pescoço alongado do cisne foi obtido graças ao habito desta ave mergulhar profundamente a cabeça em busca de alimento - desenvolvimento do órgão pela necessidade de adaptação ao meio.

Lamarck considera que as transformações sofridas, provocadas pelo ambiente, quer no sentido do desenvolvimento do órgão, quer de sua atrofia, eram transmitidas à descendência - Lei da herança dos caracteres adquiridos. Essa pequenas transformações, ao acumularem-se ao longo de gerações sucessivas, provocariam o aparecimento de novas espécies, funcionando assim como o principal factor de evolução.
Darwinismo
Darwin pôs em evidência o mecanismo essencial que dirige a evolução , a selecção natural. Para o desenvolvimento das suas ideias tiveram muita influência:
- A teoria de Malthus sobre o crescimento da população.(gráfico pág.32)
- Os trabalhos de Lyell demostraram que as causas que provocam a alteração das rochas e do relevo na actualidade são as mesmas que actuaram no passado da Terra, diferindo apenas na sua intensidade dados geográficos).
- Variabilidade intra-especifica.
- Dados biográficos
- Selecção artificial

Darwin formulou o seguinte raciocínio: se todas as criaturas produzem mais descendentes do que aqueles tem possibilidade de sobreviver, então a selecção natural determina a evolução, já que os sobreviventes estarão mais bem adaptados às condições de vida dominantes num dado momento e local.
Selecção natural - os mais aptos sobrevivem e espalham na natureza os caracteres mais favoráveis. Dado que o ambiente não possui os recursos necessários para a sobrevivência de todos os indivíduos que nascem, deverá ocorrer uma luta pela sobrevivência durante a qual serão eliminados os menos aptos.
João Viana nº 12 11ºB
03 December
A Origem das Células Eucarióticas .
A Origem das Células Eucarióticas
No inicio da história da Terra, as primeiras formas de vida conhecidas e que apresentavam um certo desenvolvimento foram as células procarióticas .
Actualmente a maioria dos organismos que vivem na Terra são constituídos por grandes conjuntos de células eucarióticas, mais desenvolvidas que as células procarióticas. Este desenvolvimento poderá ter origem em diferentes fenómenos, existindo duas hipóteses que explicam esta evolução .

Hipótese Autogénica.
A primeira hipótese considerada foi a hipótese autogénica, segundo este estudo, admite-se que as células eucarióticas tiveram origem através de transformações nas células procarióticas, resultantes de invaginações da membrana celular.
Este fenómeno permitiu a formação de um núcleo, que continha o material genético e o retículo endoplasmático. Quanto aos restantes organelos celulares poderão ter ido origem no desenvolvimento de porções de DNA que abandonaram o núcleo e formaram novas estruturas celulares .
Porém existe um facto que contraria a hipótese autogénica, sendo a estrutura dos mitocôndrias e dos cloroplastos, pois segundo esta hipótese deveriam ter um DNA semelhante ao do núcleo o que não se verifica .

Hipótese Endossimbiótica.
Uma outra hipótese que tenta explicar esta evolução é a hipótese endossimbiótica.
Neste caso a formação das células eucarióticas poderá ter ocorrido de forma diferente .
O processo iria iniciar-se de forma semelhante com a formação do núcleo e do retículo endoplasmático através de invaginações da membrana celular . Quanto aos mitocôndrias e aos cloroplastos teriam sido formados a partir de outras células procarióticas de maiores dimensões. Estas células procarióticas teriam estabelecido relações de simbiose com a célula, começando a desempenhar funções para esta célula. Quando a relação entre ambas as células atingiu níveis de dependência mais elevados os seres procariontes passaram a ser dependentes da célula inicial. Este facto poderá ter formado os mitocôndrias e os cloroplastos, que começaram a desempenhar funções para o funcionamento da célula .
Qual a hipótese com maior apoio da comunidade cientifica ?
Apesar de serem hipóteses de difícil confirmação, pois não existem dados suficientes para comprovar estes factos, a Hipótese Endossimbiótica é a mais aceite, pois existem evidências como a existência de diferentes de DNA no núcleo e nos mitocôndrias e cloroplastos .
Um outro conhecimento que nos permite considerar esta hipótese é a existência de enzimas na membrana dos mitocôndrias e cloroplastos, característicos das células procarióticas.
Sendo dois factos que nos permitem aceitar esta hipótese .
Nestas hipóteses podemos concluir que a origem das células eucarióticas é difícil de comprovar, pois foram acontecimentos que ocorram há milhões de anos.
Apesar desta situação ambas as teorias nos fornecem informações como se desenvolveram as células, sendo essencial para percebermos como os organismos actualmente são formados e a sua origem.
Podemos assim perceber que as células como se encontram actualmente não apresentaram sempre a mesma estrutura, evoluindo até às células eucarióticas .
Guilherme Ramos nº9 11ºB
30 November
Clonagem
INTRODUÇÃO
A clonagem é a produção, por processo natural – reprodução assexuada – ou artificial, de cópias geneticamente iguais de um ser. A palavra deriva do grego klon, que significa rebento de um vegetal, sendo introduzida na língua inglesa por volta de 1903, para traduzir uma técnica conhecida desde o século XIX pelos horticultores, que cultivavam os tecidos meristemáticos de uma orquídea original, dando origem a novas plantas, através de cortes e não recorrendo a sementes.
Essa particularidade do Reino Plantea estimulou a curiosidade de alguns cientistas, tais como Hans Spemann, que começaram a aprofundar os seus conhecimentos sobre a reprodução animal. Em 1935, este professor foi agraciado com o Prémio Nobel, pelas suas pesquisas no campo da organização celular, nomeadamente no estudo da sequencialização de mitoses que originarão um embrião.
No século XX, as múltiplas descobertas no domínio da genética permitiram que se avançasse para a clonagem de seres complexos, nomeadamente mamíferos.
ØClonagem Artificial e como realizá-la
A clonagem artificial tem como suporte teórico as pesquisas desenvolvidas em 1938 por Hans Spemann (1869-1941), que em 1902 tentara separar células de um embrião de salamandra no seu estádio inicial de multiplicação, sem sucesso. Em 1952, os Drs. Robert Briggs e Thomas J. King clonaram pela primeira vez elementos do reino animal, obtendo rãs por processos não naturais.
A clonagem em mamíferos é uma técnica relativamente recente, tendo sido efectuada com êxito pela primeira vez em 1997, quando foi clonada artificialmente uma ovelha, Dolly, a partir das células mamárias de um individuo já adulto e, em 2001, Cc uma gata doméstica.
A teoria que permitiu levar à clonagem de diversas classes de animais, é conceptualmente simples, mas tecnicamente complicada, visto que os cientistas têm de lidar e modificar células de diminutas dimensões (10 a 50 µm).
A clonagem em laboratório pode ser realizada de dois modos distintos; no primeiro processo é substituído o núcleo de uma célula pelo organelo a clonar, enquanto que no segundo processo são separadas duas células na fase inicial da multiplicação celular, pelo que também é denominado como duplicação. O primeiro método, ao produzir seres geneticamente iguais mas únicos, é semelhante ao processo que origina gémeos univitelinos. Em qualquer um dos casos, a célula resultante deve ser implantada por fertilização in vitro no portador, onde se irá desenvolver segundo os padrões normais, pelo que nas duas técnicas até agora desenvolvidas, são obrigatoriamente necessárias duas células de dois indivíduos diferentes, e um terceiro exemplar da mesma espécie dos anteriores. Embora até agora estás técnicas tenham obtido resultados animadores a percentagem de sucesso ainda é baixa tendo os cientistas previsto que a sua utilização em humanos se traduziria em elevadas taxas de má formação e mortalidade.
ØReprodução assexuada como meio de clonagem
Embora a reprodução artificial de indivíduos seja um processo recente e mediático a clonagem é anterior a qualquer laboratório, ou mesmo ao ser humano. Diversos seres, como a Daphnia ou as leveduras, realizam clonagem como meio de reprodução. Visto não haver fecundação de óvulos ou gâmetas envolvidos, e uma vez que há transmissão de apenas um único património genético, sem qualquer modificação, os descendentes deste animais podem então ser designados clones, pois são geneticamente iguais aos seus progenitores.
Existem vários tipos de reprodução assexuada
ØProcessos de Reprodução Assexuada
Fragmentação
A fragmentação tem como exemplo claro a Estrela-do-Mar. Este processo consiste na regeneração de tecidos após qualquer lesão sofrida, ou mesmo por divisão espontânea, ou seja, através um membro (no caso da Estrela-do-Mar), o animal conseguirá reconstituir os outros, formando um novo organismo geneticamente igual ao anterior
Gemulação
Neste método, desenvolvem-se no corpo do progenitor dilatações onde o novo organismo se irá desenvolver, separando-se depois. Os dois indivíduos são geneticamente iguais. Pertencendo ao Reino Fungi, a levedura é um dos seres que se reproduz desta forma.
Bipartição ou Fissão Binária
O indivíduo, no caso da imagem acima uma amiba, subdivide-se em dois, realizando algo similar a uma mitose, permanecendo o mesmo património genético no protoazoário resultante.
Multiplicação vegetativa
Este sistema reprodutivo destina-se unicamente ao Reino Plantae, sendo o morangueiro um bom exemplo. Embora neste reino também possa existir reprodução sexuada, é bastante comum utilizar a assexuada, quer artificialmente (os horticultores utilizam-na frequentemente), quer naturalmente, como o exemplo acima representado. A planta adulta desdiferencia um caule ou uma raiz (estolho), que irá expandir-se até atingir o solo, onde depois se irá diferenciar novamente dando origem a um novo exemplar da espécie, que mantém o mesmo património genético.
Esporulação
Este modo reprodutivo aplica-se aos bolores. Estes desenvolvem uma estrutura (flagelos) que produz esporos (células reprodutoras), que, ao serem lançadas sobre uma superfície propícia ao seu desenvolvimento, germinam e dão origem a um novo elemento do Reino Fungi, mantendo o mesmo património genético.
Partenogénese
No indivíduo do sexo feminino, desenvolve-se um ovo, embora não tenha havido fecundação. Neste processo, pode haver transmissão integral do património genético ou não, visto que pode ser originado um ser do mesmo sexo, que será um clone do progenitor, ou um indivíduo do sexo oposto. A Daphnia pode realizar os dois tipos de reprodução; na Primavera e no Verão efectuam a assexuada, enquanto que no Outono e no Inverno optam pela sexuada. Os cientistas pensam que a Partenogénese poderá auxiliar a clonagem artificial de primatas.
CONCLUSÃO
Embora se multipliquem os estudos sobre a clonagem artificial, esta continua com elevada taxa de insucesso. Os embriões clonados são pouco viáveis e os poucos clones resultantes apresentam anomalias que comprometem a sua sobrevivência, nomeadamente envelhecimento precoce e falhas nos sistemas vitais. Os cientistas estudam os vários tipos de reprodução assexuada existentes na Natureza de forma a desenvolver mecanismos que permitam a sua aplicação em seres mais complexos, como os primatas.
A clonagem despertou a sociedade para os problemas éticos envolvidos na experimentação científica, levantando mais uma vez a dúvida sobre até que ponto a investigação deve ser libertada da consciência ético-moral.
Claudia Nunes
N.º5 11ºB
29 November
Piripiri pode ajudar na cura e prevenção do cancro da Próstata
Piripiri pode ajudar na cura e prevenção do cancro da Próstata
Estudos realizados recentemente permitiram concluir que o Piripiri poderá ajudar na cura e prevenção do cancro da Próstata. O Piripiri é uma planta de cor vermelha e de frutos pequenos. Esta planta têm efeitos tónicos e anti-sépticos, que estimulam os sistemas circulatório e digestivo e aumentam a transpiração. São, pois, uma droga natural de efeitos recomendáveis. Para além de todos esses efeitos, um novo foi descoberto: o Piripiri pode ser uma arma na luta contra o cancro da Próstata. Os efeitos referidos são provocados por uma substância particular, a capsaicina, que o fruto do piripiri possui na sua composição.
O composto químico capsaicina (8-metil-N-vanilil 1-6-nonamida) é o componente activo das pimentas conhecidas internacionalmente como pimentas chili, (piripiri ou malagueta), que são plantas solanáceas que pertencem ao género Capsicum. É irritante para os mamíferos, incluindo os humanos, e produz uma sensação de ardor em qualquer tecido que entre em contacto. A capsaicina e diversos componentes relacionados são conhecidos como capsaicinóides e são produzidos como um metabólito secundário pelas pimentas chili, provavelmente como barreiras contra os herbívoros. A capsaicina pura é um composto hidrofóbico, incolor, inodoro, de aspecto cristalino a gordo.
As investigações feitas por investigadores americanos do Instituto de Oncologia do Hospital Cedars - Sinai e da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em ratos, permitiram verificar que após a injecção de capsaicina na próstata cancerosa de ratos, cerca de 80 por cento das células cancerosas foram destruídas. Segundo o estudo, publicado na revista "Cancer Research", a substância picante desta planta, a Capsaicina, provoca a apoptose (morte celular programada) às células cancerosas da Próstata. Em termos científicos, os investigadores referem que a injecção de capsaicina (o alcalóide existente no piripiri) nas células cancerosas na próstata provoca a sua apoptose, ou seja a sua destruição por fragmentação, referindo um dos seus autores, o Dr. Soeren Lehmann, que a "a capsaicina teve um efeito anti-proliferante profundo nas culturas de células humanas de cancro da próstata".
Este pode ser um importante passo na luta e prevenção do cancro da Próstata. Actualmente são milhares os homens que todos os anos (cerca de 680 000), que em todo o Mundo, contraem cancro da próstata.

Fonte:
- 1. http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=id.stories/4434
- 2. http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e30.html
- 3. http://ciberia.aeiou.pt/users/0/14/a3a559598baac1fcd6e09d9a08010111.jpeg
- 4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Capsaicina
Trabalho Realizado por:
Duarte Carreiro n.º8 10.ºB
22 November
Genoma do milho revela que tem mais genes do que um ser humano
O complexo genoma do milho, que tem mais genes do que o dos seres humanos (32 mil, quando o do homem ronda os 20 mil) acaba de ser sequenciado. Os resultados são hoje publicados na revista "Science" e em duas outras revistas científicas e podem ajudar a entender a complicada história de um dos cereais mais cultivados.
O genoma do milho tem 2,3 mil milhões de pares de bases químicas que formam as cadeias de DNA, e o dos humanos 2,9 mil milhões. Mas tem apenas dez cromossomas, em vez dos 23 dos seres humanos.
Cerca de 85 por cento dos segmentos de DNA do milho estão repetidos em diferentes pontos do genoma, o que complica o trabalho de sequenciação, sublinham os cientistas. "Sequenciar o genoma do milho foi como guiar por uma estrada sem nada à volta durante muitos quilómetros, avistando apenas postes de sinalização muito esporadicamente", comentou Sandra Clifton, da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), a instituição que coordenou os esforços das várias equipas norte-americanas que participaram neste trabalho, publicado ainda nas revistas "Proceedings of the National Academy of Sciences" e Public Library of Science - Genetics".
"Tínhamos como que um mapa rudimentar para nos guiar, mas por causa da natureza repetitiva do genoma, alguns dos marcos assinalados no terreno estavam errados. Foi preciso o esforço dedicado de muitos cientistas para identificar a localização correcta de muitos dos genes", disse Clifton, citada num comunicado de imprensa da sua universidade.
Estas repetições dificultam muito o trabalho de leitura e montagem da sequência do genoma, mas são também um reservatório de material para manter a complexidade do genoma do milho. Reestruturam-no, geram diversidade genética e influenciam os padrões de actividade dos genes.
As plantas muitas vezes têm mais do que um genoma combinado - é o que acontece com o milho, que é o resultado da combinação dos genes de duas plantas selvagens da América Central.
À medida que a planta foi evoluindo, alguns genes perderam-se, outros foram mudando de sítio, outros ainda adquiriram novas funções, resultando no complexo genoma da planta que dá tanto para fazer pipocas como broa ou até combustível (embora consuma quase tanta energia a produzir como a que fornece).
Nova esperança para a clonagem terapêutica
- A revista Science anunciou que um grupo de cientistas sul-coreanos conseguiu clonar com sucesso embriões humanos para produzir células estaminais para fins terapêuticos.
A equipa do veterinário Woo Sunk Hwag e do ginecologista Shin Yong Moon clonou um grupo de 11 doentes dos 2 aos 56 anos, com danos na medula espinal, diabetes do tipo 1 e uma doença imunitária, com o objectivo de produzir células estaminais que pudessem ser utilizadas no tratamento dessas patologias.
O processo desenvolveu-se utilizando ovócitos de dadoras e o núcleo das células de pele retiradas dos pacientes, originando-se assim os embriões. Esta técnica consiste na remoção dos cromossomas do interior de cada ovócito, substituindo-os pelo núcleo das células do indivíduo que se pretende ser clonado. O embrião criado desenvolve-se durante cinco a seis dias até formar uma certa quantidade de células, células estas que são estaminais, ou seja, têm a capacidade de originar qualquer tipo de tecidos humanos.

Fig. 1- Remoção de um núcleo de uma célula
Segundo a equipa da investigação, o sucesso da experiência deveu-se á utilização de ovócitos recentes, não provenientes de sobras de tratamentos de fertilidade, mas sim de doadoras jovens (com menos de 30 anos).
Esta experiência vem trazer um novo alento à possibilidade da utilização da clonagem para fins terapêuticos, pois os doentes que necessitem de um transplante têm agora a esperança de um tratamento eficaz com a utilização destas células que partilham todas as suas características genéticas.

Trabalho elaborado por: Beatriz Afonso , nº4 , 11ºB
20 November
A reprodução assexuada ocorre quando um indivíduo dá origem a outros sem ocorrer fecundação, isto é, sem a união de duas células especializadas, denominadas gâmetas.
Os seres resultantes da reprodução assexuada são geneticamente idênticos ao progenitor e denominam-se clones.
A reprodução assexuada é mais comum nos seres unicelulares mas também ocorre em alguns seres pluricelulares, incluindo plantas e animais.
Vantagens:
- Assegura a formação de clones, visto que a mitose é o processo de divisão nuclear que intervém;
- Todos os indivíduos podem originar descendentes;
- Processo rápido e que ocorre com pequeno dispêndio de energia;
- Um pequeno número de indivíduos pode colonizar habitats semelhantes e com condições ajustadas ao seu desenvolvimento.
Desvantagens:
- A diversidade dos indivíduos que surgem numa determinada população é praticamente nula;
- Torna difícil a adaptação dos indivíduos a mudanças no meio;
- Não facilita a evolução das espécies ao longo do tempo.
Existem vários processos de reprodução assexuada.
Sendo os mais comuns: Bipartição, divisão múltipla, fragmentação, gemulação, partenogénese, esporulação e multiplicação vegetativa (natural: estolhos, rizomas, tubérculos, bolbos. artificial: estacaria, mergulhis, enxertia. )
Alguns exemplos:
Bipartição
Fragmentação
Gemulação
Partenogénese
esporulação
Multiplacção vegetativa natural - estolhos
Multiplacação vegetativa artificial - estacaria
Joana nº10 11ºB
14 November
Hemafroditismo humano, apenas ficção?

O termo hermafrodita (palavra derivada da junção de Hermes com Afrodite, casal de deuses da mitologia grega) deixa muitas dúvidas na cabeça de muitas pessoas. Será que realmente existe um ser humano assim? Um ser hermafrodita é aquele que por disfunções biológicas nasce com características dos dois sexos.
Em cada 25 000 nascimento um deles é hermafrodita. Na maioria dos casos a causa do hermafroditismo é desconhecida, mas sabe-se que é causado por anomalias cromossómicas, que variam de indivíduo para indivíduo.
Existem cinco tipos diferentes de hermafroditismo:
- Hermafroditismo verdadeiro (Hermaphroditus verus), o indivíduo possui ao mesmo tempo ovários e testículos;
- Hermafroditismo bilateral caracteriza-se pela presença de um ovário e um testículo em cada lado do corpo;
- Hermafroditismo lateral o indivíduo pode apresentar um ovário num lado do corpo e um testículo no lado oposto;
- Hermafroditismo unilateral, um ovário e um testículo num lado e apenas uma dessas gónadas no lado oposto do corpo.
- Pseudo-hermafroditismo, ou falso hermafroditismo, o indivíduo pode possuir ovários ou testículos e genitais do sexo oposto, apresentando, simultaneamente, características sexuais masculinas e femininas.
A classificação do sexo no indivíduo é feita com base na identidade das gónadas (glândula sexual que produz os gâmetas), de modo que a pessoa é considerada masculina se as gónadas forem testículos, e feminina se as gónadas forem ovários.

Algumas pessoas já se declararam ser hermafroditas, assim como a polémica cantora internacional Lady Gaga. Em depoimentos recentes, a cantora afirmou ser hermafrodita.
Nos Mundiais de Atletismo de Berlim, em Agosto, instalou-se a dúvida se Caster Semenya, a atleta sul-africana que bateu o recorde mundial dos 800 metros femininos e conquistou a medalha de ouro, era ou não mulher. O seu aspecto físico e os níveis de testosterona, era três vezes superiores aos normalmente detectados nas mulheres, levantaram suspeitas. A atleta foi, entretanto, submetida a exames ginecológicos. Concluiu-se que Semenya é pseudo-hermafrodita.
A tenista alemã Sarah Gronert (619ª do ranking mundial), 22 anos, levantou uma polêmica no circuito do tênis feminino. Ela nasceu com órgãos genitais feminino e masculino, o que levou tenistas e treinadores a questionar-se sobre uma possível proibição de Gronert disputar torneios da WTA. Ela esteve prestes a abandonar o tênis devido as dúvidas se deveria jogar contra homens ou mulheres. Em 2006, Sarah decidiu passar por uma intervenção cirúrgica e ser legalmente e clinicamente uma mulher, para ter autorização da WTA para jogar.
Em Portugal, nascem, por ano, 20 bebés com estas características: ou seja, uma em cada 4500 crianças tem um sexo indefinido.
E agora ainda acham que é ficção?
Ana Sofia Nº2 Turma: 11ºBFontes: