14 June

Álcool e os seus efeitos

Como se forma o álcool?

As leveduras são fungos. Apresentam-se caracteristicamente, sob forma unicelular. Como células simples, as leveduras crescem e reproduzem-se rapidamente e são bastante eficientes na realização de alterações químicas, por causa da sua maior relação área/volume.

 

 

um tipo de levedura

 

As leveduras desenvolvem-se em meios ricos em açucares. Para obterem energia utilizam um processo simples mas  rápido de produção de energia ( em anaerobiose) - a fermentação.

A fermentação tem 2 etapas:

  • Glicólise: reacções que degradam a glicose transformando-a em ácido pirúvico, com a produção de 2 ATP's e 2 NADH
  • Redução do piruvirato: Realiza-se pela acção do NADH  e pode originar diferentes tipos de produtos, como o álcool.

Os diferentes tipos de bebidas alcoólicas são obtidos a partir de diferentes matérias primas. O vinho produz-se a partir da fermentação de uvas, a cerveja a partir de cevadas e bebidas brancas como o whisky ou a vodka a partir de cevada, milho, trigo, centeio, entre outros. 

 

Os efeitos do álcool no cérebro

O cérebro controla todo o nosso corpo. A informação circula no cérebro de neurónio para neurónio através de sinapses.

Os neurónio são contituídos por 3 partes:

  • Dendrites : conduzem os estímulos provenientes do ambiente ou de outras células nervosas até ao corpo celular.
  • Corpo celular : conduz o estímulo desde a dendrite até ao axónio.
  • Axónio:  transmite os impulsos nervosos provenientes do corpo celular.

 

 

 

Os impulsos nervosos são transmitidos de neurónio em neurónio através de estímulos electroquímicos, as sinapses. Existem 2 tipos de sinapses; as químicas e as eléctricas.

 

  • Sinapses eléctricas: São menos comuns. Permitem que o impulso se propague mais rapidamente. O potencial de acção propaga-se directamente entre neurónios sem a intervenção de neurotransmissores devido à existência de pontos de contacto entre as membranas das duas células.

 

  • Sinapses químicas: Entre o axónio e a dendrite existe uma fenda- a fenda sináptica. Os neurotransmissores são transportados em vesículas até ao axónio. Quando o estímulo chega ao axónio, as vesículas fundem-se neste, libertando os neurotransmissores para a fenda sináptica. Os neurotransmissores ligam-se, assim, à dendrite da célula seguinte. É deste modo que o impulso nervoso é processado através dos neurónios, com a finalidade de movimentar os nossos músculos.

 

http://www.cerebromente.org.br/n08/doencas/drugs/legen2.jpg
Sinapse química normal.

 

As pessoas quando bebem têm problemas com o equilíbrio, coordenação e formulação de juízos, além de reagirem mais lentamente a estímulos. Todos esses sinais físicos ocorrem devido à forma como o álcool afecta o cérebro e o sistema nervoso central.

O álcool afecta a química do cérebro, alterando os níveis de neurotransmissores. Neurotransmissores são mensageiros químicos que permitem a transmissão dos sinais eléctricos através do corpo. Os neurotransmissores são excitatórios, o que significa que estimulam a actividade elétrica do cérebro, ou inibitórios, quando a reduzem. O álcool inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo os efeitos estimulantes e levando a um tipo de retardamento fisiológico.

O álcool aumenta os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA (ácido gama-aminobutírico) no cérebro, dificultando a despolarização e consequentemente tornando o fluxo nervoso mais lento. A inibição dos neurotransmissores GABA causa os movimentos lentos e a fala enrolada que frequentemente se observam nos alcoólatras.

Finalmente o álcool aumenta também a quantidade de dopamina no sistema nervoso central, o que resulta nas sensações de prazer.

 

Sinapse quimica com intervenção do etanol

 

Diversas partes do cérebro são afectadas pelo álcool:

  • Córtex cerebral: nesta região dá-se o processamento de pensamentos e a consciência. O álcool afecta os centros de inibição de comportamento, diminuindo a inibição, e atrasando o processamento de informações dos olhos, ouvidos, boca e outros sentidos, além das funções cognitivas – tornando-se difícil pensar claramente.
  • Cerebelo: o álcool afeta o centro dos movimentos e do equilíbrio.
  • Hipotálamo e hipófise: coordenam as funções automáticas do cérebro e a liberação de hormonas. O álcool deprime os centros nervosos do hipotálamo, que controla os estímulos e a performance sexual.
  • Medula: essa área do cérebro é responsável por funções automáticas como respiração, consciência e temperatura corporal. Ao atingir a medula, o álcool provoca o coma. Caso a quantidade seja suficiente pode diminuir a frequência respiratória e baixar a temperatura corporal levando à morte.

 

Efeitos do álcool no corpo

Uma vez absorvido pela corrente sangüínea, o álcool é expulso do corpo de três formas:

  1. Pelo rim que elimina 5% do álcool na urina;
  2.  Pelos pulmões que expelem 5% do álcool pela respiração (é por isso que se faz o teste do balão)
  3.  Pelo fígado que quebra quimicamente o álcool restante em ácido acético.

Após ser ingerido, o álcool, é absorvido no intestino e entra na corrente sanguínea. A absorção dá-se 5 a 15 minutos depois  da ingestão caso não haja alimentos no estômago e 30 a 60 minutos depois da ingestão se for ingerido durante a refeição.

Uma vez na corrente sanguínea o álcool passa pelo fígado onde é metabolizado.No fígado o álcool sofre uma série de reacções químicas, sendo primeiro transformado em acetaldeído, uma substância tóxica, responsável pela “ressaca”. Esta substância transforma-se em acetato sendo libertada através da urina.

O organismo processa o álcoool muito lentamente, eliminando, em média, 10g/l de álcool do sangue por hora. Assim, uma pessoa que tiver uma taxa de alcoolemia de 0.5g/l, precisa de 5 horas para atingir uma alcoolemia de 0,0g/l.

 


Publicado por Riii às 17:14:32 - Sem comentários

09 June

VIH, quais as soluções?

 Já todos nos ouvimos falar da sida (VIH) e dos seus efeitos devastadores, mas raramente se ouve as soluções que se tentam arranjar para este problema...

 

 

 

 

 

Aqui se encontram algumas daquelas que eu achei mais promissoras:

 

 

 1:

 Investigadores norte-americanos manipularam um gene humano para que adquirisse capacidade para, não só bloquear a infecção provocada pelo VIH, como garantir a produção de retrociclina, que inibe a entrada do vírus.

 
 
 
 
A retrociclina, uma proteína da família das defensinas, demonstrou ter capacidade para inibir a entrada de VIH nas células humanas. O estudo, realizado por investigadores das Universidades da Flórida e da Califórnia, foi efectuado em primatas e poderá assumir-se como um passo decisivo na luta contra o vírus da SIDA. Apesar de esta proteína não estar presente no Homem, o genoma humano inclui um gene que codifica a retrociclina, mas integra ainda uma mutação que impede a sua produção. Perante esta situação, os especialistas desenvolveram um método que lhes permitiu corrigir eficazmente essa mutação numa cópia do gene humano da retrociclina. O novo gene demonstrou ter capacidade para bloquear infecção do VIH. Posteriormente, a equipa recorreu a aminoglicósidos para garantir a produção da retrociclina nos humanos. Embora novos estudos sejam necessários para avaliar a segurança e eficácia destes métodos, os cientistas consideram os resultados encorajadores.
 
 
 
 
 
 
2:
 

Cientistas espanhóis estão a usar o vírus da varíola como meio de transporte de quatro proteínas do VIH. Já testada em roedores, o ensaio em humanos visa agora demonstrar a eficácia da vacina na estimulação do sistema imunitário.

 

 
 
 
 
Investigadores espanhóis estão a recorrer ao vírus da varíola para criar uma vacina contra o VIH. Segundo os especialistas, o vírus está a ser utilizado como veículo transportador de quatro proteínas do VIH. O médico Juan Carlos López Bernaldo, do Hospital Gregório Marañón, explica que até agora “empregavam-se proteínas sintéticas e outros tipos de vírus que não conseguiam estimular suficientemente o sistema imunitário”. Rejeitando a hipótese de estar a desenvolver uma vacina que protege por completo contra a infecção, o especialista adianta que “o que queremos criar é uma vacina que provoque uma resposta imunológica para que, no caso de infecção pelo VIH, o desenvolvimento da doença possa ser evitado”. A vacina, inicialmente testada em rodeores e macacos, provou ser segura e capaz de induzir respostas imunes contra o vírus da imunodeficiência dos símios, semelhante à variante humana. A vacina está agora na fase 1 dos testes em humanos, já foi administrada a 18 pessoas e a meta dos investigadores é chegar a 30 voluntários este mês. O estudo durará um ano e o seu objectivo é avaliar se a vacina é segura em humanos e se consegue estimular o sistema de defesa dos voluntários. A vacina experimental, denominada MVA-B, foi desenvolvida por Mariano Esteban, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas.
 
 
 
 
 
 
3:
 

A molécula D-1mT provou ter capacidade para travar a replicação do vírus da imunodeficiência símia, semelhante à variante humana. O estudo poderá conduzir à criação de um novo fármaco contra o VIH.

 

 


Um novo medicamento, ainda em fase investigacional, pode ser a solução para as pessoas infectadas com VIH que não respondem à tradicional terapia anti-retroviral. Investigadores do Colégio Imperial de Londres testaram a eficácia da molécula D-1mT em macacos infectados com o vírus da imunodeficiência símia (VIS), que é semelhante à variante humana. Após seis dias de tratamento, apenas três dos macacos apresentavam níveis detectáveis de VIS e, após 13 dias, foram detectados reduzidos vestígios de SIV em dois dos animais. Ao administrarem a D-1mT em oito macacos que não tinham sido sujeitos à terapia anti-retroviral de alta actividade, os cientistas verificaram que não foi observada nenhuma alteração nos níveis do vírus presentes no sangue, 13 dias após o tratamento. “O nosso estudo sugere que esta molécula pode ser usada juntamente com a terapia anti-retroviral para travar a replicação do vírus”, afirmou Adriano Boasso, um dos autores do trabalho. O especialista acrescentou que “ainda necessitamos de entender o funcionamento da D-1mT para podermos pensar em desenvolvê-la enquanto um potencial tratamento para o VIH”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nuno Silva       Nº20
 

Publicado por Nuno Silva às 01:37:14 - Sem comentários

25 May

Teoria da Evolução de Darwin questionada

"Aquilo a que vulgarmente se chama de Teoria da Evolução de Charles Darwin não é uma teoria." A provocação é lançada por António Amorim, professor catedrático da Faculdade de Ciências da UP e vice-presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), que orientou a discussão "Genética, reproduções e evoluções", esta quarta-feira, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP).

 

 

 1-Charles Darwin

António Amorim acredita que o processo de evolução proposto por Darwin não explica a origem e o aparecimento de novas espécies. "O que Darwin dizia é que as espécies se iam aprimorando", diz o professor. "Ou seja, há uma só espécie no início e depois um grupo adapta-se à sombra, outro adapta-se à luz." O "falhanço" desta ideia é, segundo António Amorim, o facto de o seu autor "julgar que as características genéticas se misturam com as características físicas".

 

 

 2-Evolução do Homem

 

O vice-presidente do IPATIMUP invalida a perspectiva de Darwin por considerar que, no fundo, a evolução defendida por este cientista implica um fenómeno que não é selectivo: o isolamento reprodutor. Esta foi a tese apresentada na Faculdade de Farmácia pelo professor que lançou o livro "A Espécie das Origens" (2002), em oposição à conhecida obra "A Origem das Espécies" (1859) de Charles Darwin.

Após a intervenção de António Amorim, a discussão foi aberta à audiência. "Para mim é um bocado arrepiante a ideia de estar a basear toda a evolução em acidentes genéticos que dão origem a indivíduos que passam a reproduzir-se", confessou um dos participantes.

Recorrendo constantemente a comparações para tornar a explicação o mais esclarecedora possível, António Amorim respondeu: "Antigamente os filhos chegavam a uma determinada idade e saíam de casa. Na evolução também é um bocado assim. As espécies existem e periodicamente há uns ensaios e há, de facto, uma selecção purgativa, não uma selecção de aperfeiçoamento."

 Que Charles Darwin contribuiu para o conhecimento das espécies que habitam o planeta, não restam dúvidas, mas será que esse conhecimento é assim tão esclarecedor como parece?

 

 

 

 

Maria Belo

nº 19

10ºB

 

 

 

 


Publicado por Maria Belo às 23:37:05 - Sem comentários

“O ELO PERDIDO”?

 

O degrau intermédio para primata superior.


Ida viveu no Eocénico, há 47 milhões de anos. Foi herbívora, de pequena dimensão, mas já tinha polegar oponente e visão a três dimensões. Parecida com os lémures, mas sem ser um, esta primata pré-histórica é considerada uma "descoberta extraordinária" e o "elo perdido" entre os primatas (como os humanos) e animais mais primitivos. O degrau intermédio.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Os seres humanos podem ser considerados um enorme sucesso ecológico, devendo ser o animal de grandes dimensões mais abundante na Terra. Os únicos que se podem aproximar de nós são os que domesticamos (vacas, galinhas, porcos, ovelhas) ou os que dependem dos habitats por nós criados (pardais e ratos, por exemplo).

Será por isso surpreendente notar que o nosso sucesso se deve a uma série de quase falhanços dignos de um filme de suspense:

Somos grandes primatas, um grupo que quase se extinguiu há 15 M. a. em competição com os macacos, mais eficientes. Somos primatas, um grupo de mamíferos que quase se extinguiu há 45 M.a. em competição com os roedores, mais eficientes. Somos tetrápodes sinapsídeos, um grupo de répteis que quase se extinguiu há 200 M.a. em competição com os dinossáurios, mais eficientes. Somos descendentes de peixes com patas, que quase se extinguiram há 360 M. a., em competição com peixes de barbatanas, mais eficientes. E, por ultimo, mas não menos espantoso, somos cordados, um grupo que sobreviveu mesmo à justa no Câmbrico, em competição com os artrópedes, brilhantemente bem sucedidos como se sabe…

E no entanto, eis o nosso sucesso ecológico, sem comparação!

 

Quando surgem os primeiros mamíferos?

 

Há cerca de 200 M. a. no início da era Mesozóica- a era dos répteis-, quando surgiram os dinossáurios, aparece pela primeira vez indicação da presença de mamíferos.

 

O que distingue os primatas das outras ordens de mamíferos?

 

A evolução do insectívoro a primata provocou algumas alterações importantes. Nomeadamente a adaptação à vida arborícola: dedos preênseis, semelhantes aos dos répteis. Pensava-se que os primatas mantinham o padrão primitivo, acrescentando um polegar oponível, tanto nos membros anteriores como posteriores, que segundo nos mostram os estudos recentes mencionados na notícia apresentada, esta característica já existia numa espécie anterior e até agora desconhecida, denominada Darwinius Masillae.

 

Evolução dos hominídeos

 

Com o desenvolver das ideias evolucionistas, questionou-se pela primeira vez a origem do homem.

Darwin considerou a espécie humana como o resultado de uma longa evolução, a partir de espécies ancestrais por acção da selecção. Também considerou, pela primeira vez, que o homem e os grandes símios actuais derivavam de um mesmo ancestral comum.

No entanto, os restos fragmentados que eram conhecidos não permitiam o esclarecimento devido da questão. O desejo de encontrar “o elo perdido” era tal que surgiram imensas fraudes, como o Homem de Piltdown.

 

 

Será a IDA a espécie a que pertencia o “elo perdido”?

 

A notícia hoje publicada no D.N., traz-nos à cena uma “descoberta extraordinária”, apresentando-a como o degrau intermédio entre os primatas (como os humanos) e os animais mais primitivos (como os lémures).

 

“Uma equipa internacional de paleontólogos, liderada pelo norueguês Jorn Hurum, do Museu de História Natural de Oslo, estudou um fóssil de uma espécie de transição com 47 milhões de anos e descobriu algo que poderá rescrever a história da biologia. Os próprios cientistas falam em descoberta "extraordinária" e o seu entusiasmo deve-se ao facto de se tratar do mais antigo ancestral comum dos primatas e o "elo perdido" que une estes primatas superiores (incluindo os humanos), a muitas outras espécies.

Baptizada Ida, o animal do sexo feminino cujo esqueleto ficou preservado a 95% pertencia a uma espécie até agora desconhecida e que ficou com o nome científico de Darwinius masillae. Este animal semelhante aos lemures é 20 anos mais antigo do que os fósseis existentes que podem explicar a origem dos primatas e da própria humanidade.

O fóssil foi na realidade descoberto em 1983, perto de Darmstadt, na Alemanha. A sua origem deverá estar na base de controvérsia científica, já que as conclusões a que chegaram os cientistas são invulgares e o objecto em si também. Os privados que encontraram o fóssil dividiram o achado em duas placas e uma delas, que tinha menor quantidade do esqueleto, foi restaurada. Esta parte acabou por ser comprada por um museu americano, que reconheceu esta alteração. A parte cientificamente mais importante ficou com o Museu de História Natural de Oslo e foi ali estudada pelo perito que liderou a equipa internacional.

Apesar destas vicissitudes, Ida está em condições de preservação espantosas e o trabalho de investigação publicado na revista especializada PLoS ONE revela aquilo que um professor da Universidade de Michigan, Philip Gingerich, compara a uma "pedra de Roseta", a famosa pedra que permitiu decifrar os hieróglifos egípcios.

Ida era herbívora e o estudo com raios-X revelou características distintas dos lemures, os animais com quem se parece à primeira vista. Daí que os cientistas tenham considerado que se tratava de uma nova espécie. O nome contém a referência ao local de origem, a pedreira de Messel, e a Charles Darwin, de quem se comemoram os 200 anos de nascimento.

Outras características que impressionaram os investigadores incluem a visão a três dimensões e as mãos com cinco dedos, com o polegar oponente que permitia movimentos de grande precisão. Tudo isto é visível no destaque da imagem. Menos visível é a fractura no pulso que poderá ter sido a causa da morte de Ida.”

 

 

CONCLUSÃO

 

Aguardemos o prosseguimento dos estudos para que os cientistas possam com objectividade e rigor científico “rescrever a história da Biologia”, ou então mais uma vez concluir, com tristeza, que este ainda não era o “elo perdido”, continuando incessantemente à sua procura!

 

 

 

Para quem quiser conhecer melhor este nosso antepassado, visualize o seguinte vídeo:

http://dn.sapo.pt/galerias/fotos/Default.aspx?seccao=Ci%eancia


 

Leonardo Cardoso ... nº 15 10ºB

24/05/2009

 


Publicado por LeonardoCardoso às 00:07:19 - Sem comentários

10 May

Um grande cientista do século XIX: Louis Pasteur (Pequena Biografia)

Louis Pasteur foi um reconhecido cientista francês. Nasceu em Dôle a 1822 e morreu a 1895.

Após os seus estudos e devido ao seu grande interesse pela química, foi professor dessa disciplina.

A 1857 iniciou o seu estudo sobre a fermentação láctica, terminando o estudo sobre a fermentação em 1861, o que lhe valeu um prémio da Academia de Ciências.

Em 1865 começou a investigação sobre o processo que mais tarde viria a ser chamado de pasteurização.

A 1880 iniciou alguns estudos sobre a raiva.

Em 1881publicou estudos sobre vacinas contra o antrax e contra a cólera aviaria.

Em 1884 apresentou um trabalho sobre “Patogenia microbiana e vacinas”. Começou estudos sobre a vacinação anti-rábica (contra a raiva) em animais.

A 1885 aplicou a vacinação contra a raiva em humanos.

A 1888 foi inaugurado o instituto Pasteur em Paris, onde se dedicavam ao tratamento e estudo da raiva e de outros estudos microbiológicos.

Em 1892 foi Comemorado, recebendo grades solenidades.

Acaba assim a vida deste grande cientista, que proporcionou grandes avanços na biologia e na medicina, e ainda na indústria alimentar.

 Louis Pasteur


Publicado por J0a0R às 05:33:43 - Sem comentários

10 March

Sistema Imunitário – Linfócitos T

 

 

 

Descoberta de Investigadores Portugueses     Mecanismos de “reeducação” de células

 

Investigadores portugueses descobriram como se pode identificar e controlar células imunitárias (linfócitos T). O objectivo é conseguir levar (reeducar) os linfócitos T a actuar apenas contra as infecções e para que não promovam doenças auto-imunes como a diabetes.

 

 

Cientistas do IMM publicam estudo sobre as

       células do sistema imunitário

 

Investigadores da Unidade de Imunologia Molecular do IMM publicaram este domingo, 8 de Março, um estudo na prestigiada revista Nature Immunology que mostra como se pode identificar e, mais importante ainda, controlar duas populações de células imunitárias (linfócitos T) responsáveis por consequências antagónicas: a defesa do organismos contra infecções ou o desenvolvimento de doenças auto-imunes.

linfocitosTOs resultados revelam um processo de “reeducação” celular e abrem novas perspectivas na imunoterapia do cancro e das doenças auto-imunes. O estudo, que será publicado na versão on-line este domingo, foi realizado em Portugal, em colaboração com equipas estrangeiras, e mostra a competitividade internacional dos investigadores Portugueses.

Os linfócitos T são glóbulos brancos produzidos no timo (órgão situado sobre o coração) que nos defendem contra infecções e tumores. Porém, ao mesmo tempo que desempenham essas funções benéficas, os linfócitos T podem também ter efeitos indesejáveis, sobretudo se atacarem as nossas próprias células, o que dá origem a doenças como a diabetes ou a esclerose múltipla (ditas doenças auto-imunes). Comportamentos tão díspares derivam de populações distintas de linfócitos T.

O trabalho da equipa de Bruno Silva Santos identificou duas dessas populações, descobrindo uma forma de as distinguir e, mais importante, de as controlar. Os cientistas do IMM mostraram que as duas populações derivam de células-mãe comuns, presentes no timo, as quais podem ser manipuladas através de uma proteína (chamada CD27) localizada à sua superfície. Ao ser atingida, esta proteína passa a transmitir sinais à célula-mãe que a levam a produzir células que combatem o cancro e infecções, em vez de células causadoras de doenças auto-imunes.

“A relevância do nosso estudo está em termos identificado uma forma nova e definitiva para discernir entre as células T protectoras e as que induzem doenças auto-imunes”, esclarece Julie Ribot, primeira autora do estudo e investigadora na Unidade de Imunologia Molecular do IMM.

“Sabemos agora que manipulando a proteína CD27 à superfície das células T podemos modificar o rumo das células T”, completa Bruno Silva-Santos, Director da Unidade de Imunologia Molecular do IMM e responsável principal pelo estudo.

“O processo que identificámos funciona como uma “reeducação” das células T dos ratinhos e abre perspectivas na imunoterapia de doenças inflamatórias e auto-imunes”, continua o investigador.

O estudo contou ainda com a participação de Ana de Barros, estudante de doutoramento na mesma equipa de investigação. A equipa Portuguesa, sedeada no IMM, está também associada ao Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), cuja colaboração foi fundamental para a realização destes estudo.

 

 

Este estudo poderá ter importantes aplicações terapêuticas como melhor se compreenderá através da abordagem que farei do sistema imunitário, seu funcionamento e especificidade dos linfócitos T.

 

 

 

Sistema Imunitário

O sistema imunitário é composto por órgãos linfóides (fig.1), células e moléculas que estabelecem entre si uma complexa rede de comunicações, e tem como finalidade permitir a nossa defesa contra infecções provocadas por agentes patogénicos como as bactérias, os vírus, os fungos ou por alguns parasitas eucariontes (fig.2-4) É um sistema que assiste e suporta o balanço entre o "eu" (self) e o "não – eu" (non-self) ao longo da vida, desenvolvendo e activando mecanismos e estratégias próprias.

Fig.1 - Distribuição dos tecidos e órgãos linfóides

 

 

Componentes do sistema imunitário

As células do sistema imunitário têm origem na medula óssea onde muitas delas também amadurecem. Posteriormente, migram para supervisionar os tecidos, circulando no sangue e no sistema linfático.

As células pluripotentes hematopoiéticas estaminais da medula óssea dão origem a células estaminais de potencial mais limitado.

 

Mecanismos de defesa

Existem dois tipos diferentes de mecanismos de defesa:

·          Mecanismos de defesa não específica;

·          Mecanismos de defesa específica.

Mecanismos de defesa não específica

Os agentes patogénicos são impedidos de entrar no organismo pelos mecanismos de defesa não específica, também designados por imunidade inata ou natural, ou são destruídos quando conseguem penetrar. Estes mecanismos desempenham uma acção geral contra corpos estranhos, independentemente da sua natureza, e exprimem-se sempre da mesma forma.

Os mecanismos de defesa não específica que impedem a entrada dos agentes patogénicos são as barreiras anatómicas (pele, mucosas e pêlos das narinas), as secreções (produzidas pelas glândulas sebáceas, sudoríparas, salivares e lacrimais) e as enzimas (existentes no suco gástrico).

Os mecanismos de defesa não específica que actuam sobre os agentes patogénicos que conseguiram transpor as barreiras externas são a reacção inflamatória, a fagocitose, o interferão e o sistema complemento.

 

Mecanismos de defesa específica

A resposta imunitária específica subdivide-se em três funções: o reconhecimento do agente invasor como corpo estranho, a reacção do sistema imunitário que prepara agentes específicos que intervêm no processo e a acção desses agentes que neutralizam e destroem os corpos estranhos.

A imunidade específica refere-se então à protecção que existe num organismo hospedeiro quando este sofreu previamente exposição a determinados agentes patogénicos e pode ser mediada por anticorpos (imunidade humoral) ou mediada por células (imunidade celular).

 

Imunidade mediada por células

Os linfócitos T têm capacidade para reconhecer alguns antigénios que se ligam a marcadores da superfície de certas células imunitárias (fig.2). Se uma bactéria for fagocitada por um macrófago, os fragmentos resultantes da fagocitose ligam-se a certos marcadores superficiais desse macrófago que os exibe e apresenta aos linfócitos T. A exposição e ligação de linfócitos T com o antigénio específico estimula a sua proliferação.

Fig.2 - Resposta imunitária mediada por células.

 

 

Existem diferentes tipos de linfócitos T que desempenham funções específicas:

·        Linfócitos T auxiliares (TH de helper) – estes linfócitos reconhecem antigénios específicos ligados a marcadores e segregam mensageiros químicos que estimulam a actividade de células como os fagócitos, os linfócitos B e outros linfócitos T.

·        Linfócitos T citolíticos (citotóxicos – TC) – estes linfócitos reconhecem e destroem células infectadas ou células cancerosas (vigilância imunitária, neste caso). Quando estão activos, migram para o local de infecção ou para o timo e segregam substâncias tóxicas que matam as células anormais.

·        Linfócitos T supressores (TS) – estes linfócitos, através de mensageiros químicos, ajudam a moderar ou a suprimir a resposta imunitária quando a infecção já está controlada.

·        Linfócitos T memória (TM) – estes linfócitos vivem num estado inactivo durante muito tempo, mas respondem de imediato aquando de um posterior contacto com o mesmo antigénio.

 

 

  Fig.3 – Linfócito T- CD4                       Fig.4 – Linfócitos do tipo B e T

 

 

 

Sempre que surgem descobertas desta importância, renasce no Homem uma esperança redobrada de uma vida cada vez melhor e isenta de sofrimento.

Esta descoberta deixa-nos particularmente satisfeitos por se dever a cientistas portugueses o que nos alerta para a importância de se continuar a apostar na ciência.

 

Leonardo Cardoso  Nº:15  10ºB

 


Publicado por LeonardoCardoso às 02:19:53 - Sem comentários

05 March

Minhocas de Riba de Ave são as primeiras do mundo a tratar lixos urbanos

 

As minhocas, animal que pesa entre um e dois gramas e pode viver em média oito anos, têm hoje oportunidade de brilhar. Em Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, é inaugurada a primeira unidade de vermicompostagem do mundo para resíduos indiferenciados. Milhões de minhocas comprometem-se a trabalhar dia e noite para tratar 1500 toneladas de lixos urbanos por ano, o que corresponde aos resíduos gerados por quatro mil habitantes.

A "cultura de minhocas" já existe há mais de 20 anos. Até ao momento, a utilização destes animais limitava-se à transformação de matéria orgânica - como esterco de pecuárias, lamas de ETAR (estações de tratamento de águas residuais) e resíduos de indústrias agro-alimentares - em húmus que pode ser usado como adubo.

Mas a unidade de Riba de Ave, da Amave (Associação de Municípios do Vale do Ave) - a funcionar há mês e meio a velocidade cruzeiro, tratando em média cinco toneladas de resíduos por dia - é a primeira do mundo onde as minhocas são lançadas aos lixos indiferenciados, incluindo cartão, papel, plásticos, metal.

Segundo explicou ao PÚBLICO Rui Berkemeier, do Grupo de Resíduos da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) - que dá apoio técnico ao projecto -, para tratar uma tonelada de resíduos urbanos são necessários meio milhão de minhocas. Estes animais podem digerir metade do seu peso por dia. A taxa de recuperação através da vermicompostagem é superior a 80 por cento, acrescenta.

João Completo, da empresa portuguesa Lavoisier - responsável pela tecnologia utilizada nesta unidade - diz que o projecto demorou cinco anos a ser desenvolvido. "Começámos a utilizar minhocas para tratar o esterco nas vacarias, depois passámos às lamas de suiniculturas. Agora decidimos fazer uma experiência radical. Depois de dois anos de investigação pusemos as minhocas a tratar de todo o lixo".

O processo passa por duas fases. Primeiro, os resíduos sólidos urbanos indiferenciados são tratados para serem homogeneizados - para que as minhocas os possam digerir, dado que não têm dentes -, para serem higienizados - eliminando os agentes patogénicos que possam existir - e para retirar os cheiros. Estes processos demoram entre duas a três semanas, período durante o qual é aumentada a temperatura dos resíduos para 65º. "Aqui aparecem as primeiras bactérias que fazem uma primeira digestão da matéria", explica João Completo.

"Depois lançamos as minhocas que demoram entre duas a três semanas para digerirem os resíduos e transformarem o lixo em húmus, ou seja, as suas fezes".

Mas estas minhocas têm outra tarefa, como explica João Completo. "Os resíduos que não consigam digerir, como os copos de iogurte e os sacos de plástico, são limpos de todos os restos de comida e sujidade e ficam prontos para serem enviados para as várias fileiras de reciclagem". Este plástico é depois triturado e fica pronto a ser utilizado pelas empresas de reciclagem.

Outro subproduto deste "negócio" é o húmus que resulta da vermicompostagem. "A unidade tem uma fase de triagem com um crivo, com furinhos de vários diâmetros consoante o destino do húmus, seja para jardins, agricultura ou uso florestal".

Quercus vai apresentar proposta ao Ministério do Ambiente

Rui Berkemeier gostava de ver alargada esta tecnologia a vários pontos do país porque, diz o ambientalista, "só tem vantagens". Além de digerirem quase tudo - menos resíduos como têxteis, sapatos e cadeiras -, as minhocas oferecem um serviço "barato" e com custos mínimos. Segundo Rui Berkemeier, a unidade de Riba de Ave - que emprega duas pessoas fixas e uma adicional - representa um investimento de 250 mil euros e cada tonelada tratada ficará em 180 euros.

Além disso, podem ser implementadas unidades de vermicompostagem para pequenas ou grandes cidades, permitindo um tratamento descentralizado. "Isto pode reduzir a necessidade de transportar os resíduos desde quem os produz até aos grandes centros de tratamento ou armazenamento".

Estas unidades poderiam gerar, dentro de cinco a seis anos, até três mil postos de trabalho, tudo com tecnologia cem por cento portuguesa, estima a Quercus.

Actualmente existem três projectos que deverão estar concluídos este ano para outras unidades de vermicompostagem, adiantou Rui Berkemeier: um na ilha de São Miguel, no concelho do Nordeste, outra em Beja e outra na Figueira da Foz.

A Quercus pretende apresentar uma proposta ao Ministério do Ambiente para que apoie a instalação deste tipo de unidades e para que "haja investimento público". Até porque, salientou o especialista em resíduos, este ano Portugal vai falhar a Directiva Aterros no que respeita à quantidade de resíduos orgânicos que ainda vai para estes locais. "Não será preciso grande financiamento para, através das minhocas, resolver este incumprimento".

A unidade de vermicompostagem da Amave tem ainda o apoio da Sociedade Ponto Verde, sendo o equipamento fabricado pela empresa portuguesa Plasmaq.


Publicado por fatimapires às 04:02:24 - Sem comentários

26 February

Vulcanismo Serretiano

... O acontecimento que marcou, recentemente, a história geológica dos Açores...

Entre 1998 e 2000, ocorreu nos Açores um tipo de actividade vulcânica nunca antes observado ou, pelo menos, nunca antes descrito cientificamente.

Esta mesma actividade vulcânica iniciou-se nos finais de 1998, no Vulcão Oceânico da Serreta (o qual se localiza, sensivelmente, a 500 m de profundidade e a cerca de 8,5 km para noroeste da Ponta da Serreta, ao largo da ilha Terceira), tendo-se mantido bastante "violenta" até Setembro de 1999. Em Dezembro desse ano, esta actividade terá decaído para níveis muito baixos, tendo, no entanto, aumentado novamente nos finais de Janeiro de 2000 (prolongando-se, de seguida, até meados de Março do mesmo ano). Há ainda registo de outros episódios vulcânicos nesta área, em 1867, um pouco mais perto da costa (porém, o episódio de 1998-2000 foi o mais significativo e, assim, é aquele que melhor se conhece e de que mais se fala).

Descrição da erupção

Para começar, é de salientar que o Vulcão Oceânico da Serreta apresenta duas grandes particularidades: em primeiro, lugar, não se trata propriamente de um vulcão, ainda que na linguagem corrente o fenómeno seja assim identificado. Ou seja, não se trata de uma montanha que "cuspia" lava, mas antes um sistema vulcânico composto por diversas fracturas na crusta terrestre, ao longo das quais a lava era expelida por vários focos (vulcanismo fissural). Por outro lado, a fluidez do magma determinou que a erupção se desenvolvesse num estilo menos explosivo, e que a lava acabasse por sair do fundo do mar ao longo das falhas tectónicas que caracterizam a zona anteriormente referida. O que saía por estas fracturas eram, precisamente, balões de lava (dos quais irei falar de forma mais pormenorizada).

As primeiras manifestações deste vulcanismo serretiano foram sentidas entre os dias 25 e 30 de Novembro de 1998, tendo-se registado um conjunto de fenómenos sísmicos com uma frequência acima do normal (sismos vulcânicos), embora imperceptíveis para a população. De acordo com os sismógrafos da região, foram registados mais de 150 microssismos. A 18 de Dezembro de 1998, fizeram-se ouvir os primeiros relatos dos pescadores, segundo os quais emanações de gases vulcânicos estariam a subir do fundo oceânico. A erupção viria a ser confirmada a 22 de Dezembro do mesmo ano.

A lava originava blocos que emergiam por serem globalmente menos densos que a água - autênticos "balões" de lava (Fig. 1), alguns dos quais, bastante escuros, eram enormes (chegaram-se mesmo a observar alguns com 4 a 5 m de comprimento), e apareciam quando menos se esperava, silenciosamente.

Bloco flutuante
Fig. 1 - "balão" de lava a subir à superfície

Os balões ascendiam à superfície e flutuavam durante alguns minutos, libertando os gases que continham no seu interior (Fig. 2). O seu arrefecimento, no contacto com a água do mar, levava à formação de colunas de fumo branco (Fig.3), as quais eram sobretudo constituídas por vapor de água e algum CO2 e SO2.

Bloco flutuante2blocos flutuantes4

Fig. 2 e 3 - "balões" de lava a flutuar à superfície

blocos flutuantes3

Fig. 4 - formação de uma coluna de fumo branco

Aquando da emersão do bloco, o seu núcleo interno encontrava-se em fusão, a cerca de 1000 ºC, e a água do mar fervia durante uns momentos à superfície, que variava de um a quatro minutos. A coluna de vapor branco extinguia-se gradualmente. O bloco circulava ainda por breves instantes sobre as vagas. Depois, afundava-se, por vezes depois de explodir (devido ao "choque" térmico provocado pela acentuada diferença de temperatura entre o núcleo interno do bloco, a água do mar e até mesmo a atmosfera), libertando um cheiro forte e desagradável a enxofre. Outras quebravam-se ou fendiam-se, assemelhando-se a pipocas a estalar. Era evidente o papel da água a entrar no balão, devido à vaporização violenta, quase instantânea.

Os gases em expansão no interior dos "balões" mantinham uma enorme cavidade sem lava, produzindo vesículas na massa que solidifica com o arrefecimento produzido pela água do mar. A superfície destes apresentava um aspecto irregular, coberta de vidro vulcânico vesicular (Fig. 4).

Vidro vulcânico

Fig. 5 - vidro vulcânico vesicular (recticulite)

Este fenómeno é extremamente interessante, pois poderá explicar o que observamos na geologia do vulcanismo submarino, quando encontramos grandes acumulações de fragmentos de vidro no fundo marinho, os chamados hialoclastitos. No entanto, até agora, estes hialoclastitos têm permanecido um enigma para a ciência. A resposta para este mistério poderá estar relacionada com a ascensão de bolhas de lava à superfície e com o posterior desenvolvimento de actividade hidrotermal, com a formação de fontes termais submarinas.

Devido a estas suas inúmeras particularidades, Victor Hugo Forjaz, vulcanólogo da Universidade dos Açores e presidente da comissão instaladora do Observatório de Vulcanologia dos Açores (uma entidade privada), já propôs que a actividade vulcânica submarina associada ao Vulcão Oceânico da Serreta passe a constituir um tipo particular de vulcanismo - vulcanismo de tipo serretiano.

Missões ao local

Tendo sempre em vista o aprofundamento do conhecimento acerca deste tipo raro de vulcanismo, a Universidade dos Açores (Centro de Vulcanologia) visitou repetidamente o local, durante e após a erupção, para observar a superfície e recolher amostras geológicas. Foram também realizadas algumas missões oceanográficas por investigadores de várias instituições portuguesas e estrangeiras, com o objectivo de estudar a erupção submarina em tempo real.

A Missão Ávila Martins decorreu em Abril de 1999, em plena erupção, a bordo da traineira Maria Medina. Esta missão revestiu-se de uma enorme importância, pois é muito raro conseguir-se tal feito: geralmente, quando a missão se realiza já a erupção terminou. Por outro lado, esta missão "piloto" permitiu, pela primeira vez, a colheita de imagens de actividade vulcânica submarina do tipo serretiano.

Em Setembro de 2002 teve lugar a Missão Serreta 2002, a bordo do navio oceanográfico Arquipélago, do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores. A missão teve como principal objectivo a continuação do estudo da erupção serretiana, depois da actividade vulcânica ter cessado, e durante o período de arrefecimento do sistema. Esta missão foi, contudo, interrompida, devido a condições atmosféricas adversas e consequente impossibilidade de ir para o mar.

Missões ao local
Fig. 6 - documentação visual da missão "Ávila martins"

Situação actual

Hoje em dia, pensa-se que o vulcanismo serretiano estará "adormecido" (praticamente inactivo). Neste âmbito, Victor Hugo Forjaz disse, ainda recentemente, ao PÚBLICO que: "O vulcão está moribundo: não acabou, mas não está totalmente activo". A descida do submarino comandado à distância (ROV), pertencente à Sociedade Europeia de Vulcanologia, possibilitou a recolha de imagens, por volta dos 300 metros de profundidade, de um vulcão numa fase terminal, continua o vulcanólogo. "Ficámos assim com imagens que nos confirmam que, ao longo de um sistema de grandes fracturas, há emissão de algumas cinzas. O fundo do mar está juncado de 'pillow lavas'. Encontrámos ainda muitos focos de fumarolas e de água quente e, nos limites da erupção, vimos camarões, duas estrelas-do-mar e um peixinho - talvez um peixe suicidário", brinca.

Victor Hugo Forjaz

Fig. 7 -  o vulcanólogo Victor Hugo Forjaz

Pedro Faustino

nº21       10ºB 


Publicado por vhony às 21:58:06 - Sem comentários

24 February

Aminoácido presente nalguns alimentos pode ser chave na perda de peso

 Aminoácido presente nalguns alimentos pode ser chave na perda de peso  

Investigadores norte-americanos revelaram que um aminoácido descoberto no sumo de melancia, e em alguns frutos secos e noutros alimentos pode ajudar a combater a obesidade.

Este estudo foi descoberto em laboratório através de ratos que foram alimentados com dietas baixas ou elevadas em gorduras complementadas com o aminoácido arginina, durante um período de 12 semanas. O estudo foi positivo os ratos diminuirão a gordura corporal em cerca de 60%.

O investigador principal, o Dr. Guoyao Wu, da Universidade A&M do Texas, em College Station, referiu que esta descoberta pode ser directamente trasladada para o combate à obesidade em humanos.

Neste momento, a arginina ainda não foi incorporada na nossa comida, mas poderá ser no futuro. O Dr. Wu acrescentou ainda que, dada a actual epidemia de obesidade nos Estados Unidos e a nível mundial, as descobertas são muito importantes.

O investigador revelou que a pesquisa em porcos sugere que os suplementos alimentares de arginina reduzem o crescimento da gordura, enquanto aumentam o ganho muscular sem afectar o peso corporal.

 Adicionalmente, a investigação demonstrou que outros benefícios metabólicos da arginina podem estar relacionados com capacidade de estimular o processo bioquímico da síntese de proteína muscular e de reduzir as concentrações séricas de aminoácidos de cadeia ramificada.

Os níveis elevados de aminoácidos de cadeia ramificada estão relacionados com a resistência à insulina.

Existem outros alimentos ricos em arginina como: mariscos, sementes, algas, carnes, concentrado de proteína de arroz e proteína isolada de soja.

 

Fig1- Aminoácidos

Já Sabes para uma dieta natural e saudável consome alimentos ricos em arginina.

 

Diogo Gomes Ventura

Nº26                     10ºB


Publicado por diogo93 às 22:45:39 - Sem comentários

23 February

Células Procarióticas

São células sem núcleo diferenciado e sem sistema endomembranar complexo.Os organismos formados por células procarióticas designam-se por procariontes, agrupam-se no Reino Monera e são conhecidos pela designação geral de bactérias. Foram estes organismos que protagonizaram as primeiras etapas da evolução dos seres vivos. Os registos fósseis mais recuados datam de 3,46 milhões de anos. Nessa época, a vida microbiana já era representada por cianobactérias filamentosas, e a diversidade deduzida a partir dos registos fósseis, conduziu a identificação de 11 taxons diferentes. No plano morfológico, as bactérias apresentam uma enorme variedade de formas e dimensões. Podem ainda viver isoladas ou formar colónias de células mantidas agregadas depois de se dividirem. Contudo, a despeito dessa variedade, é possível encontrar uma unidade anatómica.

Anatomia da célula procariótica

Abordaremos apenas a anatomia da célula bacteriana, descrevendo as principais estruturas existentes nas diversas classes, referindo a função que lhes corresponde. Quanto à forma que o corpo celular pode apresentar, distinguem-se quatro modelos:

  • a - Os cocos (coccus, cocci) são relativamente esféricos e formam, frequentemente, agrupamentos;

  • b - Os bacilos (bacillus, bacilli) são ligeiramente alongados, com extremidades hemisféricas, podendo dispor ou não de flagelos;

  • c - As espiroquetas são alongadas e helicoidais, podendo dispor de vários flagelos.

  • d - Os vibriões (vibrio) são encurvados, em forma de arco ou de vírgula, com um flagelo numa das extremidades;

Parede celular

A parede celular, pela sua rigidez, forma um estojo que estabiliza a forma característica da célula, protegendo-a de agressões externas, nomeadamente das variações de pressão osmótica.

Cápsula

Algumas espécies bacterianas elaboram uma volumosa cápsula de natureza polissacarídica (cuja espessura ultrapassa muitas vezes a própria espessura da célula). Esta cápsula desempenha um papel determinante na resistência à ingestão e à digestão pelas células fagocitárias nos processos infecciosos, ou participa na aderência dos organismos entre si ou ao substrato.

Membrana plasmática

A membrana plasmática encontra-se encostada ou ligeiramente afastada da camada de peptidoglicano pelo espaço periplasmático. A estrutura desta membrana é semelhante à das células eucarióticas, registando-se contudo uma diferença na sua composição: o colesterol, geralmente ausente nos procariontes, é substituído por uma molécula semelhante a um esteroide, um hopanoide.

Na célula bacteriana, a membrana é suporte de grande parte da actividade metabólica e assegura, nomeadamente a cadeia da fosforilação oxidativa (respiração, nas bactérias aeróbias). Para além disso, assegura, como nas células eucarióticas o transporte selectivo de moléculas e a saída dos enzimas responsáveis pela síntese da parede celular.

Citoplasma

O citoplasma da célula bacteriana ocupa todo o espaço intracelular. É um meio viscoso, rico em proteínas, no qual se encontram numerosos ribossomas de tipo 70S (semelhantes aos que se encontram nas mitocôndrias) e inclusões de diversa natureza. Não contem nem organitos membranares, nem vacúolos.

 Genoma

O genoma bacteriano ocupa a região central da célula, designada por nucleoide; é constituído por uma única molécula de ácido desoxirribonucleico (ADN), bicatenária e fechada em anel, o cromossoma bacteriano, comumente colado à membrana plasmática. Em Escherichia coli, a molécula de ADN tem 2 nm de diâmetro e 1,2 mm de comprimento. Uma tão longa molécula (cerca de 500 vezes mais longa que a própria célula), ocupa um espaço diminuto; para tal, encontra-se profundamente enovelada.

Flagelos

Sendo grande a diversidade do Reino Monera, encontram-se bactérias que possuem características muito diversas. Algumas são dotadas de capacidade de locomoção. Para tanto, dispõem de um ou mais flagelos, com cerca de 20 nm de diâmetro. As espiroquetas possuem um conjunto vasto de flagelos, enrolados externa e helicoidalmente em volta da célula, denominados flagelos periplasmáticos.

 

Nuno Silva   Nº24   10ºB


Publicado por Nuno Silva às 20:12:25 - Sem comentários

20 February

Células Estaminais - um tipo de células muito especial

Células estaminais são células com a capacidade de se transformar noutros tipos de células. Assim qualquer célula estaminal pode se transformar numa célula do coração, dos rins. do fígado, do cérebro, etc.

Estas células são as que, na fase embrionária, estão na origem dos vários tipos de célula do nosso corpo.

O corpo humano é formado por 200 tipos de células e as células estaminais podem transformar-se num deles.

A medicina tem vindo a trabalhar com elas nomeadamente nas seguintes áreas:

- Enfarte cardíaco. As células estaminais podem ser usadas para substituir células danificadas.

- Espinal medula. Paraplégicos e tetraplégicas conseguiram restaurar parte da sensibilidade do(s) membro(s).

- Diabetes: desenvolvimento de células produtoras de insulina.

- Córneas: fazem-se crescer novas córneas apartir das células estaminais.

- Dentes: ao inserir as células estaminais nas gengivas é possivel fazer surgir novos dentes naturais.

- Transplantes: utilizando células estaminais do próprio paciente o risco de rejeição desaparece.

Existem milhares de outras situações em que esta técnica se aplica com sucesso.

Estima-se que as células estaminais venham a ser efectivamente usadas em tratamentos, num prazo de aproximadamente 10 anos, se estes estudos continuarem.

Este filme, apesar de estar em brasileiro, mostra-nos como são formadas várias células a partir das células estaminais:

João Ramos

10ºB nº 14

 


Publicado por J0a0R às 02:26:43 - Sem comentários

16 February

A célula ao Microscópio Electrónico

Segundo a Teoria Celular:

- A célula é a unidade básica da estrutura e função de todos os seres vivos.

-Todas as células provêm de células preexistentes.

-A célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e de herediteriedade de todos os seres vivos.

A invenção do  microscópio óptico permitiu avanços no conhecimento da estrutura celular. Mas estas lentes ficavam aquém da curiosidade do Homem. Assim, bastantes anos mais tarde inevntou-se o microscópio electrónico.  Agora sim: a célula haveria de se abrir ao mundo! Todos os seus componentes desvendados!  Esta trabalho tem por objectivo  fazer entender que os esquemas desenhados, por muito bons que o sejam, têm que ser relacionados com a realidade que só pode ser percebida com a microscopia electrónica.

Existem vários tipos de células.

 As procarióticas sem núcleo definido e sem sistema endomembranar.

As eucarióticas, com núcleo individualizado e com sistema endomembranar, estas células podem ser animais ou vegetais.
 

Componentes celulares

 1. Membrana Plasmática ou celular

 
  • Mantém a integridade celular
  • Responsável pelas trocas com o meio
  • Recebe informações do meio - receptores membranares.

2. Mitocôndrias

 

  • Delimitadas por uma dupla membrana
  • Obtêem energia para a célula

3. Cloroplastos


  • Delimitados por uma dupla membrana
  • Envolvidos na fotossíntese. Só existem em células vegetais.

4. Vacúolos


  • Têm tamanho variável e são rodeados por uma única membrana
  • Armazenam substâncias diversas: sais, pigmentos, proteínas
  • Nas células animais são pequenos e numerosos, nas células vegetais, são poucos e chegam a ocupar a maior parte desta.

5. Centríolos


  • Estrutura cilindrica de natureza proteíca
  • Intervém na divisão celular
  • Só existe nas células animais

6. Retículo endoplasmático


  • Sistema de sácuolos, vesículas e canalículos
  • Intervém na síntese de proteínas, lípidos e hormonas.
  • Intervém no transporte de proteínas e outras substâncias

7. Complexo de Golgi

  • Conjunto de cisternas e vesículas fechadas
  • Intervém em fenómenos de secreção

8. Lisossomas


  • Estrutura esférica
  • Contém enzimas que decompõem a matéria orgânica

9. Ribossomas


  • Estruturas constituidas por duas porções
  • Fundamentais para a síntese de proteínas

 

10. Núcleo


  • Delimitado por membrana nuclear com poros
  • Controla a actividade celular

 

Célula vista ao microscópio electrónico


Como se pôde verificar, apesar de parecer uma série de pontos cinzentos, brancos negros (a microscópia electrónica ainda não é a cores...), todas as estruturas diferem um pouco dos esquemas desenhados mais ou menos fantasiosos... mas agora já seremos capazes de identificar os organitos como deve de ser e tal como se apresentam na realidade.


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Publicado por Riii às 04:46:49 - Sem comentários

14 February

Células estaminais

O corpo humano reserva-nos ainda muitas surpresas mas a ciência está a trabalhar para as revelar.

No campo das descobertas científicas viradas para a medicina, estão a ser encontradas respostas para muitas questões até agora desconhecidas, mas que revelam um enorme salto para o tratamento e a muito importante, prevenção, de doenças julgadas incuráveis.

É neste campo que surgem as células estaminais.

Nas últimas aulas tens vindo a estudar a célula e as suas respectivas funções; ora já sabes que a célula é a unidade básica da vida, a forma de vida mais simples capaz de produzir “cópias” de si mesma; que a célula é a unidade estrutural, funcional, reprodutiva, genética e morfológica de todos os seres vivos. Agora, o que provavelmente ainda não aprendeste foi o que são células estaminais e o que as distingue do tipo de células que até agora tens vindo a estudar.

Certamente já ouviste a falar em células estaminais, pois ultimamente tem sido um assunto muito debatido.

O que são células estaminais ?

As células estaminais são células, cujo o destino, ainda não foi decidido pelo organismo; são células indiferenciadas que podem dar origem aos diferentes tipos de células de um organismo através de um processo denominado diferenciação.
Estas células têm ainda capacidade de se auto-renovar. Iisto significa que uma célula estaminal ao dar origem a uma célula mais especializada (diferenciada) dá também origem a uma cópia idêntica de si mesma, e tem também capacidade de se multiplicar aumentando o número de células estaminais (expansão).

As células estaminais diferem das restantes células do organismo por terem as seguintes características:

  • São células indiferenciadas e não especializadas
  • Têm a capacidade de se auto renovar e dividir indefinidamente
  • São capazes de se diferenciar em linhagens celulares distintas.


(Para que as células estaminais se diferenciem em células específicas de tecidos ou órgãos, é necessário haver um condicionamento biológico que determine a sua evolução específica.)

Durante o desenvolvimento embrionário, as células estaminais especializam-se, originando os vários tipos de células do nosso corpo, como as células musculares, nervosas, cardíacas, ósseas e glóbulos vermelhos. Mais tarde, no adulto, as células estaminais limitam-se a reparar tecidos danificados e a substituir as células que vão morrendo. O exemplo mais conhecido é a constante renovação das células sanguíneas, como os glóbulos vermelhos, a partir de células estaminais presentes na medula óssea.

 

Nem todas as células estaminais têm o mesmo potencial de diferenciação; As células estaminais podem ser obtidas a partir:

Do embrião pré-implantação (células estaminais embrionárias)

Do embrião pós-implantação e do feto (células estaminais fetais)

Da placenta

De um organismo adulto (células estaminais adultas)



Esta origem caracteriza as três grandes categorias de células estaminais:

  • As totipotentes (têm um potencial de diferenciação ilimitado, podendo originar qualquer tipo de célula e tecido; existem no embrião pré-implantação;
  • As pluripotentes (têm um potencial de diferenciação mais limitado, podendo originar qualquer tipo de tecido do organismo, à excepção da placenta; existem no embrião pré-implantação, e no embrião pós-implantação),


  • As multipotentes (têm um potencial de diferenciação mais restrito, originando células de tecidos específicos; existem nos fetos tardios, no cordão umbilical, na placenta e nos tecidos adultos).

As células estaminais adultas são células indiferenciadas que se encontram nos tecidos diferenciados e constituem uma reserva celular do organismo para renovar os tecidos ao longo da vida e para reparação dos tecidos quando ocorre lesão. Estas células foram já isoladas a partir de tecidos como a medula óssea, pele, fígado, pâncreas, sangue, tecido adiposo, ossos, gónadas, entre outros.

Estas fantásticas células podem ser usadas para curar vários tipos de doenças, que até à descoberta das células estaminais eram impossíveis de curar.Por exemplo, as doenças de Parkinson e Alzheimer resultam de lesões em grupo de determinadas células no cérebro. Espera-se que ao transferir células estaminais de um embrião para um tecido com lesões, o tecido se reconstitua e volte ao seu normal estado.
Acredita-se que no futuro, as células estaminais poderão revolucionar a forma de tratamento de muitas doenças mortais,como doenças cardiacas, acidentes vasculares cerebrais (AVC), a diabetes e mesmo até a paralisia.

Estas células, presentes no sangue do cordão umbilical do bebé, permitem já hoje, curar mais de 60 doenças, algumas delas crónicas e de longa duração.


Filmes relacionados : http://www.youtube.com/watch?v=ia6b4Bhfuu0

Maria Domingues, Nº 17  10ºB


Publicado por mel às 21:17:27 - Sem comentários

12 February

Hoje Darwin faz hoje 200 anos:)

A Evolução de Darwin

 

Charles Darwin nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1809. A Fundação Gulbenkian comemora os 200 anos, e os 150 da edição do livro "A Origem das Espécies". Até 24 de Maio no Museu Gulbenkian, em Lisboa.

"A Evolução de Darwin" explica não só a teoria de Darwin mas também as suas implicações na medicina e na biologia, e noutras ciências contemporâneas. A exposição inclui elementos de "Darwin", uma mostra organizada pelo American Museum of Natural History.

Paralelamente também estão previstas outras actividades como colóquios, programas educativos e a promoção da discussão no blog da exposição.


Publicado por fatimapires às 20:26:08 - Sem comentários

04 December

O maior espectáculo celeste do ano!

Quem costuma apreciar as belezas do céu nocturno já reparou que quando o Sol se punha, havia dois pontos de luz gigantes que estavam a chamar bastante a atenção. Noite após noite esses pontos estavam cada vez mais próximos um do outro e terminariam na mais bela tripla junção do ano.

Um espectáculo de encher os olhos!  Surprised

  

Os dois pontos de que estamos a falar são os planetas Júpiter e Vénus, que a cada dia pareciam estar mais próximos.

Ver os dois planetas tão próximos um do outro é sem dúvida um belo espectáculo celeste, mas o movimento de convergência parecia não terminar e continuava num ritmo bem acelerado. Os mais observadores já tinham percebido que a distância entre eles estava a diminuir muito rápido (por volta de 1 grau a cada noite; em termos de comparação isto equivale à largura visual de duas Luas cheias).


Para quem não reparou no dia 29 de Novembro (sábado), aconteceu o ápice da junção, quando a distância entre os planetas atingiu seu ponto mínimo, estimado em três graus de separação. A distância foi tão pequena que quase podemos cobrir os astros com o nosso polegar estendido. Foi sem dúvida, um espectáculo para os olhos.

Na noite do dia 30 (domingo), enquanto a dupla de planetas ainda era um grande espectáculo, a nossa Lua em fase crescente começou também a dar o ar da sua graça, exactamente no local da dupla-junção, e como não poderia deixar de ser, rouba a cena e cria uma tripla-junção, neste dia a Lua em fase crescente não passará de um fio de luz abaixo dos planetas; contudo a beleza proporcionada será rara.

  

No dia 1 de Dezembro, a Lua esteve ainda mais alta no céu, desta vez acima de Mercúrio e Vénus formando um triângulo isósceles com Mercúrio e Vénus em cada vértice.
O espectáculo da tripla-junção foi visto em todas as partes do mundo!   

(Se observaram a tripla-junção dos astros através de binóculos, lunetas ou telescópios e aproveitaram e deram uma olhada em redor da Lua, apesar dela estar na fase crescente, conseguiram perceber uma imagem ténue da Lua cheia, quase apagada. Esse fenómeno é chamado de "Brilho de Vinci", pois foi explicado pela primeira vez pelo génio Leonardo da Vinci: os raios de Sol atingem a Terra e são reflectidos contra a superfície escura da Lua, produzindo uma luz ténue que ilumina fracamente o terreno, permitindo ver todo o disco lunar.)


Publicado por mel às 03:19:03 - Sem comentários